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quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Confraternização da ASDECON




Aconteceu neste domingo, 28/12, na sede campestre de Benfica, a festa de confraternização de final de ano da ASDECON.
O evento contou com grande número de associados e teve seu início com a realização da reunião de assembléia geral para eleger (por aclamação) a nova diretoria da ASDECON. O novo presidente será o jovem parente Ronaldo Bruno que administrará a associação pelos próximos dois anos.
Após a reunião de assembléia geral foram realizadas diversas brincadeiras e em seguida o coral da associação, formado na hora, fez uma pequena demonstração de suas habilidades vocais.
Como não poderia faltar, o evento continuou com um delicioso churrasco acompanhado com bebidas. A criançada aproveitou para jogar seu futebol de areia e outros preferiram a piscina.
Desejamos um FELIZ ANO NOVO para todos, boa sorte e sucesso para a nova administração da ASDECON.




















sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Aniversariantes do mês de dezembro/2008


Aos aniversariantes do mês de dezembro desejamos muita felicidade, saúde, paz e sucesso!

10/12 - Leonor Riker
10/12 - Victor Andrei Teixeira Monteiro
10/12 - Cleucy de Sousa Bouth
24/12 - Natalice Vaughan de Oliveira

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Aos parentes e amigos visitantes, sejam bem vindos!
Estamos desejosos em receber sua participação neste blog. Basta enviar sugestões, matérias ou fotos para o e-mail gerardo.monteiro@gmail.com
Aguardaremos por sua participação. Forte abraço!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Parabéns ao Victor Andrei

Aconteceu nesta segunda-feira, 08/12, o aniversário de 15 anos do jovem Victor Andrei, filho de Gerardo e Elizabeth. Os festejos foram realizados em família, na casa do casal, com uma simples homenagem feita ao aniversariante.
Ao Victor Andrei os nossos parabéns e votos de muita saúde e sucesso em sua vida.



Conrado na área!

Nasceu nesta sexta-feira, 05/12/2008, em Santarém, o pequeno Conrado. Conrado é filho da parenta Gracie e nasceu no hospital maternidade São Camilo.
Desejamos sorte e saúde aos dois!

ASDECON acontece!

Aconteceu neste domingo, 07/12, mais uma participativa e proveitosa reunião da ASDECON em sua sede campestre de Benfica, distrito de Benevides. Estiveram presentes diversos sócios e familiares. Na ocasião da reunião foi distribuido demonstrativo da prestação de contas do mês anterior e atualizações de mensalidades dos sócios presentes. Também foram discutidos diversos assuntos de interesse da associação. O presidente da assembléia geral, Sr. Gerardo Monteiro Filho, esteve presente na reunião e assinou o edital da assembléia geral extraordinária convocando os associados para o dia 19/12/2008, em local a ser decidido, deliberarem sobre a seguinte ordem do dia:

a) Mudança de Diretoria para o novo biênio;
b) Assunto de interesse geral sobre o destino da ASDECON;
c) O
que ocorrer...
Como sempre acontece, no início e no final da reunião, a parenta Natalice fez uma corrente de fé para pedir paz, união, sorte, saúde e sucesso a todos os membros da associação.
Em seguida, os presentes continuaram no local aproveitando o bonito domingo de sol regado a refrigerante e cerveja e, é claro, com um apetitoso churrasco feito na nova churrasqueira adquirida pela associação.
Em breve estaremos com uma nova diretoria e continuando as obras necessárias de infraestrutura do condomínio.
A todos os parentes, um grande e abeçoado dia!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Visite o portal da Amazônia

Belém do Pará

Santa Maria de Belém do Grão Pará, ou simplesmente Belém, é uma cidade de gente hospitaleira e beleza única é considerada o portal da Amazônia. Ocupa uma área de 51.600 ha, onde mais da metade representam ilhas. Partes baixas da cidade e das ilhas são inundadas diariamente pelas águas das marés, enquanto as zonas mais altas alcançam no máximo 14 m acima do nível do mar. Belém possui clima quente e úmido, com temperatura média de 26º C e umidade de 80 a 90% normalmente, e precipitação pluvial anual de 2500 a 3000 mm. A estação chuvosa é de dezembro/janeiro a maio e a seca de junho a novembro/dezembro. Belém foi fundada em 12 de janeiro de 1616 pelo Capitão-Mor Francisco Caldeira Castelo Branco, quando foi construído, no encontro dos rios Pará e Guamá, na elevação chamada pelos índios Tupinambás de Mairi, , um forte de madeira, coberto de palha, denominado Forte do Presépio. Hoje lá se encontra o Forte do Castelo. Belém viveu seu apogeu durante o ciclo da borracha, quando imigrantes nordestinos aumentam sua população. Para a época (virada do século IXX), Belém começa a assumir aspecto de grande capital, quando ruas eram calçadas com paralelepípedos de granito importado de Portugal, surgiam os grandes edifícios públicos, os serviços telegráficos através de cabos submarinos, a drenagem dos alagados do Reduto, o sistema de iluminação a gás e o majestoso Teatro da Paz. O mercado municipal, hospitais, quartéis, cemitérios, todos resultaram da pujança da economia da borracha, mas os subúrbios periféricos permaneceram até 1950 como simples aglomerados e o espaço rural quase que intocado, sendo fonte de produtos de extrativismo, lenha e carvão, e lugar para vivendas e retiros das famílias com poder. Belém é rica em história, em cultura e em natureza, que pode ser vista na sua forma mais exuberante em cada uma de suas ilhas, verdadeiros paraísos ecológicos, que circundam a cidade. Belém é rica em cores, cheiros e sabores, que podem ser sentidos em cada esquina, nas especialidades da culinária mais típica do Brasil, fruto da natureza pródiga, da colonização portuguesa e das heranças índia e africana. Essa miscigenação cultural e racial também se faz presente no artesanato e o folclore riquíssimos, um lado uma cidade moderna em perfeita harmonia com natureza, digna de uma metrópole amazônica, e do outro, a arquitetura secular de origem nitidamente portuguesa, com um toque do neoclássico francês. A culinária é excepcional pela sua variedade, com elementos europeus e indígenas, mais ou menos misturados. Apesar do calor da região, muitas comidas são quentes e apimentadas, com caldos de plantas regionais, como o tucupí, que é retirado da mandioca. As frutas, com sabores e cheiros inconfundíveis e desconhecidos para pessoas de regiões não tropicais, podem ser saboreadas in natura ou como sucos e sorvetes de superior qualidade. A culinária é excepcional pela sua variedade, com elementos europeus e indígenas, mais ou menos misturados. Apesar do calor da região, muitas comidas são quentes e apimentadas, com caldos de plantas regionais, como o tucupí, que é retirado da mandioca. As frutas, com sabores e cheiros inconfundíveis e desconhecidos para pessoas de regiões não tropicais, podem ser saboreadas in natura ou como sucos e sorvetes de superior qualidade. O Ecoturismo é uma atividade que tem como fundamento a conservação do meio ambiente, dos ecossistemas, e pode e deve aproveitar a mão de obra local para o desenvolvimento de diversas atividades, criando assim diretamente emprego e renda para as populações locais, e indiretamente para as populações das cidades. Pela sua natureza, de forte atração de turistas nacionais e estrangeiros, é um exportador de serviços e importador de divisas. Faz entrar dinheiro externo na região, o que significa uma fonte importante para a ativação geral da economia.

SITES RELACIONADOS:
Prédio da CDP
Palácio Lauro Sodré
( governo do Pará)
Palácio Antonio Lemos
(Prefeitura de Belém)

Ver-o-peso

Casa das onze janelas
Mercado de São Braz

Forte do Castelo



Mosqueiro
(balneário com praias de água doce)

Portal de Mosqueiro

Parque Zoobotânico
Rodrigues Alves


Praça Batista Campos



Basílica de Nazaré (esq.)

Venda de artesanato popular em Icoaraci (acima)
Aldeia Cabana
Eventos populares (abaixo)


Parque da Residência
Antiga casa dos governadores

Igreja da Sé (abaixo)

Palacete Bolonha

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

William Hutchinson Norris



William Hutchinson Norris (Oglethorpe, Geórgia, 1800 - Americana, São Paulo, 1893) foi um coronel estadunidense, advogado e senador pelo Alabama. Chegou ao Brasil em 27 de dezembro de 1865, no porto do Rio de Janeiro e foi o primeiro emigrante norte-americano a se instalar em terras que na época pertenciam ao município de Santa Bárbara d'Oeste e hoje fazem parte da atual cidade de Americana. Lutou na Guerra Mexicano-Americana, onde recebeu sua patente de coronel.
Biografia
William Hutchinson Norris nasceu no estado da Geórgia, mas passou a maior parte de sua vida no Alabama na cidade de Mobile. Lutou na Guerra Mexicano-Americana, onde recebeu sua patente de coronel. Seus filhos Robert, Frank, Reece e Clay Norris lutaram na Guerra Civil Americana Robert Noris foi nomeado sargento-major e lutou em várias batalhas, não sendo ferido por sorte. Foi promovido a tenente no 60° Regimento do Alabama e deu baixa em 20 de Setembro de 1864. Aos 65 anos, o Coronel Norris veio para o Brasil plantar algodão juntamente com seu filho Robert Norris.
Em 1866, William e seu filho subiram a Serra do Mar, pararam em São Paulo e especularam terras. Foram-lhes oferecidas de graça terras onde hoje é o bairro do Brás, mas ele não aceitou pois era brejo. Também lhes ofereceram as terras onde hoje é São Caetano, e recusaram pelo mesmo motivo. Resolveram ir para Campinas, mas, na época, a estrada de ferro ia somente 20 quilômetros além de São Paulo, e não era vantagem nenhuma pegá-la, sendo que Campinas fica a 90 quilômetros de São Paulo. Então os Norris compraram um carro de boi e foram rumo a Campinas. Levaram 15 dias para atingir a cidade, e lá ficaram por um tempo procurando terras, até lançarem suas vistas sobre a planície que se estendia de Campinas até Vila Nova da Constituição (atual Piracicaba).
Os Norris compraram terras da sesmaria de Domingos da Costa Machado e estabeleceram-se às margens do Ribeirão Quilombo, onde hoje é o centro da cidade de Americana. Logo ao chegar, o Coronel Norris passou a ministrar cursos práticos de agricultura aos fazendeiros da região, interessados no cultivo do algodão e nas novas técnicas agrícolas. O arado que ele trouxe dos Estados Unidos causou tanta sensação e curiosidade que, em pouco tempo, já tinham uma escola prática de agricultura, com muitos alunos que lhe pagavam pelo privilégio de aprender e ainda cultivar suas roças. O Coronel escreveu para sua família que tinha conseguido 5 mil dólares só com isso. Em meados de 1867 chegou o resto de sua família acompanhada de muitos parentes.

Núcleo Confederado


A saga dos norte-americanos sulistas
que vieram para o Brasil
MOACIR ASSUNÇÃO







Festa típica: roupas do sul rebelado / Foto: Fundação Romi


Oh, dá-me um barco com vela e lemee deixa-me ir para o feliz Brasil!terra dos raios de sol, grande reino do calorcom matas sempre verdes e serpentes de dez metros!terra do diamante, próspera nação das pérolas, com macacos em quantidade e jovens portuguesas!
Quão doce é estar a noite toda balançando-se na rede,enquanto se mandam ao diabo as dores e as tristezas!Subir até as folhas dos coqueiros, incessantemente,pra lá, pra cá, pra lá, pra cá!
(Trecho de poema publicado em 18 de março de 1866 no jornal norte-americano "New Orleans Daily Picayune" como parte da propaganda para atrair imigrantes ao Brasil.)

Era um dia de muito calor, em janeiro de 1866, no Rio de Janeiro, capital do Império, quando os dois homens se encontraram no Hotel dos Estrangeiros. Ambos eram altos, tinham a pele clara e integravam a maçonaria. Paravam aí as semelhanças. Um deles era dom Pedro II, o orgulhoso monarca dos trópicos. Seu interlocutor, o coronel William Hutchinson Norris, mantinha o garbo de oficial do exército confederado e senador pelo Alabama, estado norte-americano. Chegado ao Brasil em 27 de dezembro de 1865, ainda levava no corpo marcas da guerra que seu país travara contra o México. Seus filhos Robert, Frank, Reece e Clay haviam lutado na Guerra de Secessão (ver texto abaixo), que custara a vida de mais de 600 mil compatriotas. E não se podia dizer que a situação do imperador fosse melhor: havia cerca de um ano tinha começado a Guerra do Paraguai, que levaria à morte um número semelhante de brasileiros, paraguaios, argentinos e uruguaios.
O restante da família Norris viria quatro meses depois, com mais 35 imigrantes, no barco a vela Talismam, que partira do porto de New Orleans. Começava nesse encontro a saga da imigração norte-americana para o Brasil - um contingente de cerca de 2,7 mil pessoas, a maior corrente migratória da história dos EUA. O monarca brasileiro tinha muito interesse na vinda daqueles homens, tanto que havia instalado um escritório de imigração em Nova York, sob o comando de Quintino Bocaiúva.
Os campos de algodão dos estados confederados, em conseqüência da guerra, estavam arrasados, e Pedro II queria que os imigrantes repetissem no Brasil o sucesso obtido com essa cultura na pátria natal. Uma certa identificação ideológica entre o Império e o sul dos EUA - escravagista e agrário, em contraste com o norte, industrializado e abolicionista - ajuda a explicar a preferência pelo Brasil. Depois de derrotados, os sulistas viram, com horror, a invasão de suas terras pelos soldados vitoriosos, que destruíram as plantações e também suas aristocráticas fazendas.
De trem, boa parte dos recém-chegados seguiu para Santos e, posteriormente, para Jundiaí. Daí, eles foram para a cidade paulista de Santa Bárbara d’Oeste, onde fundaram a maior comunidade norte-americana do país, dando origem à vizinha Americana - na época Villa Americana -, a 124 quilômetros de São Paulo.
Homem rico, com o ouro que trouxe, o coronel Norris compraria a fazenda Machado e os escravos Manuel e Jorge, aos quais ensinaria inglês, com sotaque sulista. O restante da comunidade só poderia adquirir áreas menores e sobreviveria com mais dificuldade, derrubando a mata nativa para plantar. No início, os recém-chegados conviveriam somente entre si, estranhando a língua, os costumes e até mesmo o aspecto físico dos brasileiros, em geral morenos, corpulentos e baixos, de olhos escuros, em contraste com eles, loiros e de olhos claros, quase todos magros e altos.
Quase 50 anos depois, os norte-americanos se veriam diante de outros imigrantes, que mais tarde seria de supor que viriam a se tornar seus inimigos mortais. Eram russos refugiados da Revolução de 1917 em sua terra, que se instalariam em Nova Odessa, a apenas 5 quilômetros de Americana, onde já viviam compatriotas seus desde o começo do século. Mas, como os norte-americanos não eram ianques e os russos nem de longe simpatizavam com o comunismo, o contato entre as duas comunidades, ambas formadas por agricultores, sempre foi tranqüilo, mesmo nos tempos da Guerra Fria.
Com o passar do tempo, os norte-americanos começariam a se integrar à comunidade local, o que deu origem a algumas situações pitorescas. Uma delas surgiu por conta das sementes de melancia, conhecida como "cascavel da Geórgia", que haviam trazido na bagagem. Por volta de 1890, um surto de febre amarela coincidiu com uma das primeiras safras da fruta, e as autoridades sanitárias vetaram sua venda, por achar que ela transmitia a doença. Foi preciso que o cientista Oswaldo Cruz descobrisse a causa da moléstia para que o comércio da melancia, proibido por mais de uma década, fosse liberado.
Além do algodão de tipo superior ao existente no país, os norte-americanos introduziriam outras novidades na agricultura brasileira, como o arado puxado por animal, em substituição à limitada enxada, e um trole com rodas de metal, que suplantava os pesados carros de boi. Mas foi na educação que eles deram sua maior contribuição, por meio das escolas missionárias e seus schoolmasters (professores) e schoolmarms (professoras). Dos métodos empregados pelos pastores que acompanhavam os imigrantes de Santa Bárbara e Americana surgiu um novo modelo de ensino, que acabou sendo absorvido pelo governo brasileiro - foram abolidos o chamado "decoreba" e os castigos físicos, muito comuns na educação daquele período. A missionária presbiteriana Mary Chamberlain e seu marido, o reverendo George Chamberlain, fundaram em São Paulo a Escola Americana, que daria origem à atual Universidade Mackenzie. Saíram da comunidade também os criadores da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep).
Em termos de religião, os norte-americanos introduziriam o protestantismo no Brasil. Foi erguida no Cemitério do Campo, centro espiritual da comunidade em Santa Bárbara, a primeira capela do país que atendia as três denominações - presbiteriana, batista e metodista -, datada de 1878. Na área assistencial, os imigrantes também deram sua contribuição: Pérola Byington (1879-1963) fundou a Cruzada Pró-Infância e o hospital que leva seu nome, em São Paulo.
Pode-se dizer, também, que os confederados ajudaram a criar o rock brasileiro. Rita Lee Jones, co-fundadora dos Mutantes, é filha do dentista Charles Jones, descendente do coronel Norris.

Memória preservada
Até hoje, os descendentes desses imigrantes fazem questão de manter suas tradições. Na propriedade onde está instalado o Cemitério do Campo, em terras que pertenceram ao coronel Anthony Oliver, todo segundo domingo de abril, a comunidade, representada pela organização não-governamental Fraternidade Descendência Americana, se diverte ao som de músicas antigas e danças típicas do rebelde sul, com os rapazes vestidos de soldados confederados e as moças como clones de Scarlett O’Hara em E o Vento Levou. Nessas ocasiões, os carros exibem a bandeira confederada.
Durante a celebração, todos saboreiam pratos típicos, como frango frito, broas de milho, biscuits, pernil, bolos, tortas e refrescos. De vez em quando, eles recebem a visita de "primos" dos estados do sul. Em 1972, um deles, o então governador da Geórgia, Jimmy Carter, visitou o Cemitério do Campo, quatro anos antes de se tornar presidente dos EUA. Sua mulher, Rosalyn, tem um tio-avô enterrado ali. De tão curiosa, a comunidade foi objeto de um estudo do jornalista e ex-cônsul dos EUA em São Paulo, Eugene C. Harter, que escreveu o livro A Colônia Perdida da Confederação, que obteve grande sucesso em seu país.
Allison Jones, relações-públicas da ONG que representa a comunidade, conta que sofreu discriminação em Nova York por causa de seu inglês carregado de sotaque caipira e foi vítima de racismo explícito por parte dos negros nova-iorquinos. No sul, ao viajar em um ônibus com 40 passageiros, todos negros, com exceção dele e do motorista, a sensação foi diversa. "Apesar de brasileiro, me senti em casa e fui bem tratado por todos."
Aluno de história da Unimep e descendente de Richard (Dick) Crisp, um norte-americano que desafiou o racismo da própria comunidade ao se casar com uma escrava negra, Frederico Padovese participou, há cinco anos, de uma experiência que o remeteu ao passado. Por meio de um convênio da Fraternidade com a ONG Sons of Confederate Veterans (Filhos dos Veteranos Confederados, ou SCV, na sigla em inglês), sediada na Virgínia, ele integrou um batalhão confederado na recriação da Batalha de Gettysburg, na Pensilvânia, ocorrida em julho de 1863. Em meio a canhões e armas da época, ele dormiu em barracas e comeu o insosso rancho de campanha.
O universitário diz que sente orgulho de sua origem, mas o sentimento não é dirigido aos Estados Unidos como um todo, e sim ao sul do país. "Quando ouço falar do imperialismo norte-americano, digo que a Guerra de Secessão foi a primeira investida imperialista dos EUA, no caso contra uma parte de seu próprio povo, que queria a separação por discordar do governo central", afirma. Até hoje, boa parte dos descendentes de imigrantes se referem a si próprios como confederados e aos norte-americanos do norte como ianques, o mesmo apelido dado aos habitantes daquela nação por seus adversários, entre os quais se encontram integrantes de correntes de esquerda e militantes antiglobalização.

Velhos tempos
Saudável e ativa aos 88 anos, Maria Weissinger da Cruz é uma das mais velhas descendentes de norte-americanos em Santa Bárbara. Seu avô, John Wesley Weissinger, ao chegar, em 1866, ganharia de cara o apelido de "João do Mato", pois os brasileiros tinham dificuldade de pronunciar seu nome.
Com forte sotaque caipira, dona Maria, como é conhecida, traz nos traços a marca da origem anglo-saxônica. As principais lembranças de sua juventude são os bailes, praticamente freqüentados apenas por gente da comunidade. "As festas, muito divertidas, eram realizadas sempre na fazenda de alguém da colônia. As moças faziam de tudo para ir", conta ela.
Numa visita à cidade, dona Maria, que na época vivia na fazenda Palmeiras, conheceu o português João da Cruz, que se tornaria, contra a vontade da família, seu marido. O pai, Albert, queria que os filhos se casassem dentro da comunidade. Na hora da cerimônia, o padre, que não queria oficiá-la porque a jovem era presbiteriana, foi surpreendido. "Pouco tempo antes, eu havia me convertido ao catolicismo, e mostrei o documento a ele, que ficou desconcertado", conta. O pai - que ainda teria de amargar o fato de os três outros filhos se casarem com uma brasileira, uma alemã e uma italiana - apareceu no dia seguinte e pediu desculpas.
Os brasileiros diziam, de acordo com ela, que a cadeia da cidade, inaugurada em 1896, seria usada para prender os norte-americanos. É que alguns, ricos e com fama de desordeiros, entravam nos bares a cavalo e pediam pinga, que bebiam sem desmontar. Outros, principalmente os texanos, saíam às ruas e descarregavam para o alto seus revólveres, como se estivessem no Velho Oeste. Hoje, o antigo prédio abriga o Museu da Imigração.

Discriminação
O racismo, embora se manifestasse sem a violência que o caracterizou no sul dos EUA do pós-guerra, era outra marca da comunidade. Há, no entanto, poucos registros de norte-americanos que maltratavam escravos. João do Mato tinha dois, Manuel e Anastácia, com os quais mantinha um ótimo relacionamento. Edwin Britt chegou a deixar suas terras para um escravo. Ainda assim, Dick Crisp, que teve dez filhos com a escrava Damiana, sofreu discriminação por parte de seus compatriotas.
Num episódio ocorrido em 1873, entretanto, retratado no livro Soldado Descansa!, de Judith Mac Knight Jones, três jovens da comunidade - Napoleon Mc Alpine, Robert Mac Fadden e Dick Crisp - enforcaram um escravo que havia assassinado, a golpes de enxada, o coronel Oliver, dono da área do Cemitério do Campo. O fazendeiro o flagrara furtando batatas e, com o mesmo instrumento que cavava, o homem o matou.
Revoltados, os jovens confederados, que traziam na memória crimes semelhantes ocorridos em sua terra natal, enforcaram o escravo e o deixaram pendurado em uma árvore da própria fazenda de Oliver. Os três fariam, então, um pacto segundo o qual jamais se denunciariam. Somente depois de todos já estarem mortos é que os nomes foram revelados. A história lembra as tenebrosas ações da Ku Klux Klan nos EUA do pós-guerra.
Se há, porém, algo que os descendentes dos imigrantes não aceitam é a interpretação de que seus antepassados, ao virem para cá, pretenderiam, de alguma forma, ajudar a perpetuar a escravatura no Brasil. "Quando os confederados chegaram, a escravidão já estava em declínio no país e seria abolida, pacificamente, em 1888", afirma Daniel Carr de Muzio, um dos mais ativos membros da comunidade.
Opinião semelhante tem a ilustre descendente de um capitão confederado que se instalou no Rio Grande do Sul, a juíza Ellen Gracie Northfleet, vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), bisneta de Hamlin Lassiter Norfleet. Apoiada na visão de alguns historiadores contemporâneos, ela considera que a Guerra da Secessão foi, na verdade, motivada muito mais pelo embate entre duas idéias econômicas do que por questões raciais, que seriam apenas parte da explicação para a origem do conflito. "Meu bisavô jamais teve escravos ou fez qualquer manifestação de cunho racista", explica.
Em tempos mais modernos, o ano de 1998 reservaria à comunidade uma derrota, bem menos dura, é claro, do que a de 1865. Naquele ano, a cruz de Santo André (em forma de "x") foi retirada do brasão de Americana e substituída pela do padroeiro Santo Antônio. "Os italianos pediram a troca, por achar que o símbolo salientava muito os norte-americanos e sobrava pouco para eles", explica Eloísa Nascimbem Jones, mulher de Allison.

O Brasil no conflito
Embora tenha declarado neutralidade, o Brasil nunca conseguiu disfarçar sua simpatia pelo sul dos EUA. Segundo o historiador Luiz Alberto Moniz Bandeira, em seu livro Presença dos Estados Unidos no Brasil, nosso embaixador nos EUA, Miguel Maria Lisboa, temia que o movimento abolicionista naquele país se alastrasse e chegasse até aqui. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Magalhães Taques, reconheceu o estado de beligerância, admitindo a existência naquele período de duas nações nos atuais EUA. Por conta da posição brasileira diante da guerra, os dois países chegaram a suspender por duas vezes suas relações diplomáticas.
O embaixador norte-americano no Brasil, general J. Watson Webb, acusou o país de quebra de neutralidade em favor do sul, porque os navios sulistas encontravam, ao contrário dos nortistas, uma boa acolhida em portos brasileiros.
Em outubro de 1864, um cruzador do norte dos EUA capturou na Bahia um navio confederado. O Brasil protestou contra a violação de suas águas territoriais, e o secretário de Estado norte-americano, William H. Seward, chegou a dizer que se o país continuasse a proteger os navios sulistas seria preferível declarar-lhe guerra. Pouco tempo depois, os norte-americanos pediriam desculpas pelo incidente, e o Brasil, então, passou a reconhecer somente o governo central dos EUA.
Os temores de nosso embaixador se confirmariam posteriormente. Com a abolição da escravatura nos Estados Unidos, o Brasil, que era o último país, além de Cuba, a manter escravos, começaria a sofrer grandes pressões internas e externas para libertá-los. Um jovem baiano estudante de direito, Castro Alves, publicaria vários poemas em jornais republicanos exigindo o fim da escravidão. Em 1871, o próprio imperador abordaria pela primeira vez o tema da libertação dos escravos na Fala do Trono - uma espécie de prestação de contas do governo ao Congresso. Até que, em 1888, sua filha, a princesa Isabel, assinaria a abolição da escravatura.


Uma guerra sangrenta
A Guerra da Secessão, deflagrada nos Estados Unidos no início de 1861, foi conseqüência de décadas de desentendimentos e disputas pelo poder que culminaram na decisão de 11 estados do sul do país (Alabama, Arkansas, Carolina do Norte, Carolina do Sul, Flórida, Geórgia, Louisiana, Mississípi, Tennessee, Texas e Virgínia) de se separar da União e formar outra nação, os Estados Confederados da América. Na raiz do problema estavam questões comerciais e tarifárias, mas principalmente a escravatura, da qual dependia a competitividade no mercado externo dos produtos agrícolas sulistas, em especial o algodão, vital para a indústria têxtil inglesa.
O conflito armado - no qual tomaram parte cerca de 4 milhões de soldados e que deixou mais de 600 mil mortos - começou em 12 de abril de 1861, na Carolina do Sul, quando tropas confederadas atacaram o Forte Sumter, e terminou em 1865, com a rendição dos generais sulistas Robert Lee, em Appomattox, a 9 de abril, e J. E. Johnston, em Greensboro, a 26 de abril.
Havia significativas diferenças entre os beligerantes. Os estados e territórios do norte, onde viviam 23 milhões de pessoas, além de fabricar os próprios armamentos, tinham uma poderosa esquadra e melhores condições de repor as perdas de batalha. O lado confederado, de economia rural, com população de 9 milhões de habitantes, dos quais cerca de 3,5 milhões eram escravos, dependia de armas compradas no exterior. Com a derrota dos sulistas, o poder central da União se fortaleceu, a escravidão foi abolida e importantes mudanças sociais e econômicas foram implantadas no país.


VETERANOS CONFEDERADOS NO BRASIL


Albert G. Carr: Serviu como Soldado na Companhia A do 56th Alabama Partisan Rangers. Benjamin C. Yancey: Capitão de Artilharia no 16th Battalion Alabama Sharpshooters. Retornou para os EUA depois de viver por algum tempo no Brasil.
Benjamin Norris: serviu como Cabo na Company H da 33rd Alabama Infantry. Rendeu-se em Montgomery, Alabama, em 13 de maio de 1865.
Calvin McKnight: Capitão dos McKnight's Volunteers Company de Hill Co. Mounted Men, 28th Brigade, Texas Militia. Alistou-se por um prazo de três meses na milícia em 10 de agosto de 1861, em Hill County, Texas e foi promovido a Capitão em 19 de setembro de 1861. Quando seu tempo de serviço ma milícia terminou, serviu como Soldado e Sargento na Co. I da Burford's 19th Texas Cavalry. Alistou-se em 2 de abril de 1862 em Dresden, em Navarro Co, TX na Companhia do Capt. Samuel Wright que foi renomeada mais tarde como Company I. Tinha àquela época 36 anos, 1,80 metros de altura, e era residente em Hill County, TX. Definiu sua ocupação como "lavrador". Acampou em Dallas em abril e junho de 1862. Foi promovido a 3º Sargento em 19 de outubro de 1862. Foi promovido 2º Sargento em 1º de outubro de 1863 e estava presente quando o regimento foi extinto em 25 de maio de 1865, em Marshall, Texas. O 19º Texas Cavalry lutou principalmente em Arkansas, Louisiana e Missouri, em mais de 30 batalhas, sendo as mais famosas Marmaduke's Missouri Raid, e as batalhas de Helena, Arkansas, Sabine Cross Roads, Louisiana e Natchitoches, Louisiana. Capt.
William A. H. Terrell: Companhia D da 8th Louisiana Cavalry, CSA. Dalton Yancey: Capitão, Alabama State Militia. retornou aos EUA após viver no Brasil por algum tempo.
Dr. Joseph Pitts: do Tennessee, provavelmente Capitão da 11th Tennessee Infantry.
Ezekiel B. Pyles: Soldado, Companhia A, 11th Kentucky Cavalry & Company D, Dortch's 2nd Battalion Kentucky Cavalry. Originalmente, alistou-se na Companhia A, 11th Kentucky Cavalry em setembro de 1862, e acompanhou o Gen. John Hunt Morgan em seu grande "Ohio Raid". Escapou a nado pelo rio Ohio River em Buffington Island, e juntou-se a outros soldados de Morgan na Co. D of Dortch's 2nd Battalion Kentucky Cavalry em agosto de 1863, em Knoxville, Tennessee. Lutou no Tennessee e na Georgia e na Batalha de Saltville, Virginia, em 2 de outubro de 1864. Foi designado para a brigada do Gen. Basil W.Duke e foi capturado em Kingsport, Tennessee, em 13 de dezembro de 1864. Foi levado para o Camp Chase, Ohio, onde ficou preso até 17 de fevereiro de, quando foi transferido para Point Lookout, Maryland, para troca. Após a troca, foi admitido no hospital militar Confederado em Richmond, VA, em 26 de fevereiro de 1865. Teve licença do hospital por 30 dias em 6 de março de 1865, e retornou para o sudoeste da Virginia onde retornou à sua unidade. Quando o resto de sua unidade foi extinta em 12 de abril de 1865, recusou-se a se render e foi para Greensboro, Carolina do Sul, onde se tornou parte da última guarda do Presidente Confederado Jefferson Davis. Tendo recebido baixa do Presidente Davis, rendeu-se em Washington, Geórgia, em 10 de maio de 1865. Mudou-se para o Brasil e estava vivo aos 66 anos, em 1913.
Frank McMullen: Nasceu em Walker County, Georgia em 1835. Durante a Guerra Entre os Estados, morava no México e teve numerosas reuniões com oficiais mexicanos para tratar de assuntos relativos à Confederação. McMullen foi anistiado em 29 de maio de 1865.

George S. Barnsley: Cirurgião Assistente, 8th Georgia Infantry (Rome Lt. Guards). Alistou-se como soldado na Co. A, 8th Georgia Infantry, em Floyd County, Geórgia em 18 de maio de 1861. Foi designado auxiliar de hospital em 24 de dezembro de 1862. Participou da maioria das batalhas do Exército da Virgínia do Norte, incluindo Gettysburg. Foi destacado para o Departamento Médico em Richmond, VA em 1864 e foi designado Cirurgião Assistente em 22 de março de 1865. Foi capturado quando os ianques tomaram a cidade em abril de 1865.

George Washington Carr: Foi 1º Tenente e Cirurgião Assistente na Co. A dos 56th Alabama Partisan Rangers.

Green Ferguson: Foi Soldado na Companhia L das South Carolina State Troops. Alistou-se em Rich Hill County, Caolina do Sul em 1ºde agosto de 1863, e lutou contra Sherman durante a sua Marcha para o Mar. rendeu-se perto de Columbia, Carolina do Sul em abril de 1865.

Henry Clay Norris: Companhia G, 15th Confederate Cavalry. A unidade estava estava estacionada em Mobile e Pensacola e lutou nas batalhas de Tunica, Louisiana and Claiborne, AL. Rendeu-se em 30 de abril de 1865, em Demopolis, Alabama. era filho de William H. Norris e nasceu em Dallas Co, Alabama, em 1º de junho de 1842. Morrreu em 20 de janeiro de 1912 em Villa Americana, Brasil.

Henry Farrar Steagall: Alistou-se em 1862 na Companhia do Capt. John R. Smith de Gonzales County (Texas) Cavalry, que tornou-se Co. B de Waul's Texas Legion. Na época de seu alistamento, foi descrito como de 41 anos de idade, nascido na Carolina do Norte, casado, e residente em Gonzales County, Texas. Foi contado como presente na chamada de 13 de junho de 1862, Camp Waul, Washington County, Texas. Foi capturado na Queda de Vicksburg, Mississippi, em 4 de julho de 1863. Foi trocado em 12 de setembro de 1863, e transferido para o Texas. Estava presente ao serviçio em 16 de maio de 1865, em Galveston, Texas, como soldado, embora ao menos uma relação de serviço o denomine como 2º Tenente.

John Barkley MacFadden: Nasceu na Carolina do Sul em 1864 e alistou-se em 13 de agosto de 1861 em Yorkville, SC, como soldado na Companhia C da 12th South Carolina Infantry. Mais tarde, foi transferido para a Companhia B e participou das batalhas de Gettysburg, the Wilderness, Sharpsburg, Fredricksburg, e do cêrco de Petesburg . Rendeu-se com o Gen. Lee em Appomattox em 9 de abril de 1865.

John Henry Rowe: Nasceu em 22 de fevereiro de 1846, nos EUA e morreu em 16 de dezembro de 1922. casou-se com Sara L.?. Era residente de Tuscaloosa County, Alabama, no início da Guerra. Alistou-se como Soldado na Companhia F da 50th Alabama Infantry em março de 1862 e lutou na batalha de Shiloh, Tennessee. O 50th Alabama Infantry tinha origimnalmente o nome de Coltart's 26th Alabama Infantry , mas foi renomenada 50th em junho de 1863. Era comandada pelo Coronel John C. Coltartt. O 50th lutou também em Murfreesboro, Chickamauga , Atlanta and Franklin. O regimento rendeu-se em abril de 1865 na Carolina do Sul. John Henry Rowe foi Negritocapturado durante a guerra na Batalha de Resaca, Geórgia. Em 1864 foi levado para o Campo Douglas de Prisioneiros de Guerra em Chicago, Illinois. Foi mantido ali até 15 março de 1865, quando foi enviado para Point Lookout , Maryland, onde foi trocado em 12 de abril de 1865.

John Henry Scurlock: Alistou-se na Companhia I do 6th Texas Cavalry em Dallas, Texas, em setembro de 1861. Lutou nas batalhas de Elkhorn Tavern, Corinth, Hatchie Bridge e na Campanha de Atlanta. Rendeu-se no Mississippi em maio de 1865.

John R. Bufford: Alistou-se em abril de 1862 em Eufaula, Alabama e foi designado Sargento na Captain Reuben Koulb's Battery da Barbour Alabama Light Artillery. Foi transferido em 6 de novembro de 1864, como soldado, para a Eufaula Battery da Alabama Light Artillery. Esteve no St. Mary's Hospital em Union Springs, AL, de 29 de setembro de 1864 até 6 de novembro de 1864, mas participou das batalhas de Kentucky Campaign, Hood's Tennessee Campaign, e Chickamauga, e obteve sua liberdade em Meridian, Mississippi, em 10 de maio de 1865. Na sua libertação, mencionou como local de residência Eufaula, AL. Mudou-se para o Brasil e estava vivo em 1913 aos 72 anos de idade.

Jonathan Ellsworth: 1st Arkansas Brigade, ao tambor.
Joseph E. Whitaker: 2º Tenente e 1º Tenente, Companhia A e L, 24th Mississippi Infantry. Lutou nas batalhas de Lookout Mountain, Chickamauga e Franklin, na Walthall's Brigade . Foi ferido levemente em Franklin. participou também da batalha de Bentonville, Carolina do Sul, e foi promovido durante os últimos dias da Guerra para 1º Tenente da Company L da 24th Mississippi Infantry. Rendeu-se em Greensboro, Carolina do Norte em abril de 1865. Mudou-se para o Brasil e estava vivo em 1917, aos 81 anos de idade.

Joseph Long Minchin: Co. I, 4th Florida Infantry, Sargento de Ordenança, e guarda de presídio em Andersonville, Geórgia. Ainda estava vivo em 1913, aos 71. nasceu perto de Thomasville, Geórgia em janeiro de 1841, emudou-se para a Flórida ainda criança. Alistou-se em 1861, e lutou em Chickamauga e Atlanta. rendeu-se em macon, Geórgia, em abril de 1865. casou-se com Julia Antoinette Pyles em 15 de março de 1866. Ela nasceu perto de Macon, Geórgia em 1849. Mudaram-se para o Brasil em 24 de junho de 1867. Ele trabalhou como capataz em uma plantação de café e mais tarde adquiriu seu próprio sítio de 900 acres. Maora em Nova Odessa, Brasil, em 1921.

Joseph Meriwether: Alistou-se na Companhia H do 1st South Carolina Volunteers em dezembro de 1861 e participou do bombardeio de Ft.Sunter. Sua unidade foi extinta em julho de July 1861 e ele realistou-se em Edgefield, Carolina do Sul, em agosto de 1863, como soldado na Companhia D da 1st South Carolina Infantry. Serviu sob o General Robert E. Lee no exército da Virgínia do Norte até a rendição em Appomattox em 9 de abril de 1865.

L. S. Bowen: serviu com soldado na Companhia A da 8th Texas Cavalry (também denominada Terry's Texas Rangers). Lutou em Shiloh, Chickamauga, Murfreesboro, Knoxville, a campanha de Atlanta, e rendeu-se na georgia em 26 de abril de,1865. Louis Demaret: Soldado, Co. C, 5th Texas Infantry. Lutou nas batalhas de Seven Pines, Cold Harbor, Gettysburg, Chickamauga and Petersburg. Mudou-se para o Brasil e estava vivo em 1913, aos 73.

Lucien Barnsley: Soldado, Companhia A, 8th Georgia Infantry (Rome Lt. Guards) . Alistou-se em 18 de maio de 1861, em Floyd County, Geórgia, e participou da maioria das batalhas travadas pelo Exército da Virgínia do Norte, incluindo Gettysburg. Em outubro de 1864, foi designado como soldado na equipe de um Dr. Miller no Departamento Médico em Greensboro, Carolina do Norte, e rendeu-se quando a cidade foi ocupada pelos ianques em abril de 1865. Era chamado de Major pelos demais oficiais Confederados durante e sepois da Guerra. Aparentemente, foi designado Major e enviado para serviço diplomático no México sob as ordens do Consul Confederado John T. Pickett.
Napoleon Bonaparte McAlpine: Foi soldado na Co. C, 2nd Alabama Cavalry. Alistou-se em 22 de março de 1862 em at Eutaw, Alabama. Os registros indicam que esteve em lista de chamada de 31 de agosto a 31 de outubro de 1863, o que significa que estava destacado em Okolona, MS mas havia retornado ao serviço. A unidade lutou em Atlanta e nas Carolinas e participou da derradeira guarda do Presidente President Jefferson Davis, e rendeu-se em maio de 1865 em Forsyth, GA. Mudou-se para o Brasil e estava vivo em 1913, aos 66 ou 68 anos.
Niels Nielson: Unidade do Alabama.
Raibon Steagall: Em 1850 era residente de Franklin County, Carolina do Norte. Alistou-se no Exército do estados Confederados em Robeson County, Carolina do Norte, e foi designado em 6 de Setembro de 1861, como 2º Tenente da Companhia A da 31st North Carolina Infantry. Nasceu em 1831 na Carolina do Norte.
Robert Cicero Norris: Soldado, Companhia F, 15th Alabama Infantry e 1º Tenente Companhia A, 60th Alabama Infantry. Estava vivo em 1913, aos 75. Nasceu em 7 de março de 1837, em Perry County, Alabama, mas residia em Dallas County, Alabama. Era filho de William H. Norris, e estudou na Fulton Academy e na Mobile Medical College. Alistou-se em 28 de janeiro de 1861, sob o Capitão Theodore O'Hara para tomar a Pensacola Navy Yard. Em 3 de julho de 1861, ele alistou-se na Co. F, 15th Alabama Infantry, na Brigada de Stonewall Jackson. Em 1862 , foi designadoSargento Major, e em 1864, foi designado 1º Tenente da Co. A, 60th Alabama Infantry. Foi ferido 4 vezes e lutou em Malvern Hill, Cold Harbor, Cedar Run, 2nd Manassas, Sharpsburg, Gettysburg, Chickamauga, Wilderness, Petersburg, etc. Foi capturado em Hatcher's Run e mantido em Ft. Delaware até 17 de junho de 1865. Mudou-se para o Brasil em 1865, mas retornou em 1890 para terminar o curso de medicina. Voltou para Vila Americana, no Brasil e praticou a medicina. Foi um mestre maçon. morreu em 14 de maio de 1913, no Brasil.
Robert Cullen: Alistou-se no Exército Confederado em 15 de junho de 1862 em Dallas, Texas, como soldado na Companhia A de R.M. Gano's Squadron da Texas Cavalry. Mais tarde no mesmo mês, a sua companhia foi transferida e tornou-se a Companhia A de Gano's 7th Kentucky Cavalry no famoso comando de cavalaria do Gen. John Hunt Morgan. O soldado Cullen lutou em Gallatin, Tennessee, na batalha de Murfreesboro, e no famoso ataque de Morgan "Ohio Raid" em 1863. O Soldado Cullen nadou através do Rio Ohio para evitar a captura. Conseguiu chegar a Sparta, Tennessee, onde realistou-se aos restante do comando de Morgan. Juntou-se à Companhia D do Dortch's 2nd Battalion of Kentucky Cavalry, com Ezequiel and William Pyles. Estes homens serviram juntos e lutaram a maioria das batalhas em torno de Atlanta. Nos últimos dias da Guerra, serviram como a escolta final para o o Presidente Jefferson Davis até que forma forçados a se render em Washington, Geórgia, em 10 de maio de 1865. Mais tarde os três soldados mudaram-se para o Brasil com suas famílias
Robert Meriwether: Alistou-se no Exército Confederado antes de haver um exército! Foi capitão da Companhia H do 1st South Carolina Volunteers. Este regimento disparou OS PRIMEIRO TIROS em Fort Sumter, a ação que iniciou oficialmente a Guerra Entre os Estados. O 1st South Carolina Volunteers foi extinto logo após a rendição de Fort Sumter e o Capitão Meriwether juntou-se ao 6th Battalion of South Carolina Reserves e foi promovido a Major, como oficial comandante do batalhão. O 6th Battalion of South Carolina serviu como guardas da prisão de Florence, Carolina do Sul, até novembro de 1864. Em 5 de novembro de 1864, o 6th registrou 262 homens como presentes para o serviço. Em 3 de novembro 1864, o Major Meriwether recebeu ordens para levar seu batalhão para Augusta, na Geórgia, e lutar contra o general ianque Sherman e a sua Marcha para o Mar. Nos quatro meses seguintes o batalhão participou de numerosas batalhas contra Sherman na Geórgia, Carolina od Sul, e Carolina do Norte. Em 31 de março de 1865, o Major Meriwether estava com o 6th perto de Smithfield, Carolina do Norte, sob o comando do Gen. Joseph E. Johnson. O 6th Lutou na batalha de Bentonville, NC, e estava presente para serviço no Blanchard's Brigade perto de Raleigh, NC, em 10 de abril de 1865. O Major Meriwether rendeu-se em Greensboro, NC em maio de 1865, depois de ser cercado pelo Gen. Johnson . Retornou à Carolina do Sul, mas mudou-se para o Brasil em agosto de 1865, para se tornar um dos primeiros Confederados.
Robert Porter Thomas: Serviu como Soldado na Companhia F da 32nd Texas Cavalry.
Thomas Lafayette Keese: foi um soldado Confederado. Alistou-se como soldado na Co. B de Wood's 36th Texas Cavalry em 1862 e lutou nas batalhas de Pleasant Hill and Mansfield , Louisiana . rendeu-se com seu regimento em 2 de junho de em Galveston , Texas . Morreu em 23 de setembro de 1894 e repousa no Cemitério do Campo em Santa Bárbara D'Oeste, Sao Paulo, Brasil
Thomas Stewart McKnight: Soldado, Co. I, Burford's 19th Texas Cavalry. Era irmão de Calvin McKnight. Alistou-se em 2 de abril de 1862, em Dresden, Navarro County, Texas , com a idade de 34 anos. Definiu sua ocupação como "ferreiro". serviu com honra até dar baixa em 13 de agosto de 1864, baseado em um certificado de um cirurgião que atestava estar fisicamente inabilitado para o serviço militar
William A. Prestrige: Soldado, Co. A, 3rd Alabama Cavalry. Alistou-se em 25 de setembro de 1861, em Mount Sterling, Alabama. esteve presente em todas as ações deste regimento, incluindo Shiloh, Murfreesboro, Chickamauga, a Campanha de Atlanta, e Bentonville, e recebeu liberdade em Charlotte, North Carolina, em maio de 1865. Mudou-se para o Brasil e estava vivo aos 73 anos em 1913.
William F. Pyles: Soldado, Companhia A, 11th Kentucky Cavalry e Companhia D, Dortch's 2nd Battalion Kentucky Cavalry. Era irmão de Ezequiel Pyles, e orginalmente juntou-se à Companhia A da 11th Kentucky Cavalry em setembro de 1862. Acompanhou o John Hunt Morgan no "Great Ohio Raid", e escapou da captura nadando no Rio Ohio em Buffington Island, Ohio. Juntou-se ao restante do comando de Morgan na Companhia D da Dortch's 2nd Battalion Kentucky Cavalry em agosto de 1863 em Knoxville, Tennessee, e lutou na Geórgia e no Tennessee, e na batalha de Saltville, Virginia, em outubro de 1864. Foi transferido para a Brigada do Gen. Basil W. Duke e foi capturado em Kingsport, Tennessee, em 31 de dezembro de 1864. Foi levado para o Camp Chase, Ohio, onde permaneceu até ser transferido para Point Lookout, Maryland para troca em 17 de fevereiro de 1865. Realistou-se ao seu comando no sudoeste da Virgínia. recusou-se a se render quando a sua unidade foi extinta perto de Christiansburg, VA, em 12 de abril e chegou a Greensboro, Carolina do Norte, onde se tornou parte da escolta final do Presidente Confederado Jefferson Davis. Depois de ser liberado do serviço pelo Presidente Davis, rendeu-se em Washington, Geórgia, em 10 de maio de 1865. Mudou-se para o Brasil e estava vivo em 1913, aos 67 anos.
William Meriwether: Alistou-se na Companhia H do 1st South Carolina Volunteers em Barnwell, SC, em dezembro de 1860 e tomou parte do bombardeio do Ft. Sumter. Alistou-se pelo prazo de apenas 6 meses e recebeu baixa em julho de 1861.

Bandeira da ASDECON

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ASSOCIAÇÃO DOS DESCENDENTES DE CONFEDERADOS AMERICANOS NA AMAZÔNIA

Brasão da família Vaughan

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ESCLARECIMENTO / EXPLICATION

Esclarecemos que em função de erros cometidos por ocasião das escriturações nos cartórios de Santarém, durante os registros de nascimentos, diversas famílias de origem confederada (Wallace, Hennington, Rhome, Pitts, Riker, Vaughan, Jennings, etc...) tiveram seus nomes escriturados de forma errada.
A família VAUGHAN, por exemplo, assumiu algumas formas diferentes de escrituração: Vaughon, Waughan e Wanghon.
Recentemente alguns descendentes da família VAUGHAN e de outras famílias, com o auxílio de advogados e seguindo as árvores genealógicas, efetuaram as correções devidas nos cartórios locais e passaram a escrever corretamente os seus nomes.
Devido a pronúncia do nome VAUGHAN ser diferente da forma que é escrita, alguns descendentes passaram a adotar a denominação de “Von”, mas tão somente para facilitar o entendimento da leitura, sem alterar a forma de registro.

We clarified that in terms of errors committed during the notary records in Santarém, in the records of births, several families of confederates (Wallace, Hennington, Rhome, Pitts, Riker, Vaughan, Jennings, etc ...) had their names entered in wrong. The family VAUGHAN, for example, took a few different ways to book: Vaughon, Waughan and Wanghon. Recentemente VAUGHAN some descendants of the family and other families with the help of lawyers and following the tree, made the necessary corrections in notary places and began to write their names correctly. Due to the pronunciation of the name VAUGHAN be different from the way it is written, some descendants moved to adopt the name of "Von", but only to facilitate the understanding of reading, without changing the way of record.