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quinta-feira, 24 de março de 2011

Poesia de Quinta

Pessoal,
 
Para a Poesia de Quinta de hoje, escolhi um poeta maranhense que eu gosto muito: Luis Augusto Cassas.
Ele é muito inteligente e original. Faz uma poesia moderna, sagaz, por vezes engraçada, por vezes bem séria, gostando muito de brincar com as palavras. 
Esta poesia eu copiei do livro dele "Evangelho dos peixes para a ceia de aquário". Esta semana, vi que foi comemorado o dia internacional da água. Vejam só que poesia interessante. Espero que gostem,
A Poesia de Quinta de hoje vai especialmente dedicada ao meu querido primo Natan, de Fortaleza, o orgulho da família, que completa mais um ano hoje.
beijos
 
Deila
 
AGUA-VIVA
Luis Augusto Cassas

Qual o mais alto dom da água?
Qual o mais alto som da cuia?
Que sinfonia pinga na ágora
e afoga toda a amargura?
Sangue suor e lágrimas
chovem em campos de fartura:
umedecei vossas pálperas
à metafísica da loucura!
Invisíveis mãos de fada
mergulham o ser na ventura:
o mais alto dom da água
é a humildade porventura?
Água-viva em viva água
salva o mar da além-secura:
quem circula em vossa aura
anuncio-vos é a cura!
 
PS: A leitura excessiva destes textos pode ocasionar dependência cultural. 

quinta-feira, 17 de março de 2011

Poesia de Quinta

Pessoal, 

A Poesia de Quinta de hoje será com uma poetisa goiana, que a gente já trouxe para a discussão anteriormente e que eu gosto muito: Cora Coralina. 
Curioso é que ela era doceira de profissão (talvez por isso suas poesias sejam tão doces) e gostava muito de escrever sobre o cotidiano do interior do Brasil, em especial de Goiás. Daí o plantar, o colher, as casas rústicas...
A poesia que eu escolhi hoje faz uma bonita reflexão sobre o tempo, projetos adiados e que só nos fazem perder... tempo... Achei tão bonita, que resolvi compartilhar com vcs. Foi tirada da obra "Meu livro de cordel", que comprei dela recentemente. 
Dedico o Poesia de Quinta de hoje carinhosamente a minha doce amiga Wilma Calixto, que fará aniversário em breve!!!! Prometo que tentarei não cometer o mesmo vexame que cometi com seu marido, Wilma! kkkkkkk Tentarei me retratar pessoalmente, bem a tempo!!!! 

beijos

Deila
AINDA NÃO
Cora Coralina

I
Ainda não...
É a espera.
Afirmação
do tempo que vai chegar
no tempo que está passando. 

II
Ainda não...
É a promessa.
Certeza
do tempo de querer
no tempo que vai chegando.
A mulher é a terra - 
terra de semear. 

III
Ainda não...
O tempo disse sorrindo:
Por que esperar?
Plantar, colher
no amanhecer. 
Não retardar o instante
maravilhoso da colheita. 

IV
Veio o semeador,
semearam juntos
e colheram
o encantamento do fruto.
Lamentaram juntos:
Retardamos tanto tempo... no tempo. 

PS: A leitura excessiva destes textos pode ocasionar dependência cultural. 

sexta-feira, 11 de março de 2011

Poesia de Quinta

Pessoal, 
Ainda no embalo do Dia Internacional da Mulher, comemorado há 100 anos no dia 08 de março, escolhi esta poesia da minha colega de SOBRAMES/MA (Sociedade Brasileira de Médicos Escritores, no Maranhão), Dilercy Adler. 
Espero que gostem. 
Beijos
Deíla 

FRAGMENTOS DE MULHER
   Dilercy Adler         
  
Ser mulher
é antes de tudo
ser gente!

não é ser apenas mãe
abnegada doce e sem defeitos
 imagem imaculada

não é ser apenas mártir
aquela que sofre no paraíso
do lar doce lar
entregando-se sem qualquer retribuição

não é ser apenas a pecadora
aquela que tentou Adão
com o fruto proibido
e assumindo toda culpa

não é ser apenas o braço  direito
do homem
sendo nada mais
que um membro a mais do macho

não é ser apenas a santa
copiada da figura de Maria
a pureza personificada
assexuada

não é ficar apenas atrás do homem
sendo sua sombra
que o empurra para a ascensão
ou ainda para a falência...

ser mulher
é antes de tudo
ser gente!
um indivíduo  completo
com mil desejos
e aspirações de toda ordem
com conflitos
         defeitos
              virtudes e anseios
com força e fraqueza
concomitantes
com sexualidade e candura...
gente enfim
não restos de ser humano
ou um ser inacabado
ou ainda mutilado
mas um ser completo
        perfeito
e plenamente potente!

PS: A leitura excessiva destes textos pode ocasionar dependência cultural. 

segunda-feira, 7 de março de 2011

Dia Internacional da Mulher


Dia Internacional da Mulher, celebrado a 8 de Março, tem como origem as manifestações das mulheres russas por "Pão e Paz" - por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada do seu país na Primeira Guerra Mundial. Essas manifestações marcaram o início da Revolução de 1917. Entretanto a ideia de celebrar um dia da mulher já havia surgido desde os primeiros anos do século XX, nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas de mulheres por melhores condições de vida e trabalho, bem como pelo direito de voto.
No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado no início do século, até a década de 1920.
Na antiga União Soviética, durante o stalinismo, o Dia Internacional da Mulher tornou-se elemento depropaganda partidária.
Nos países ocidentais, a data foi esquecida por longo tempo e somente recuperada pelo movimento feminista, já na década de 1960. Na atualidade, a celebração do Dia Internacional da Mulher perdeu parcialmente o seu sentido original, adquirindo um caráter festivo e comercial. Nessa data, os empregadores, sem certamente pretender evocar o espírito das operárias grevistas do 8 de março de 1917, costumam distribuir rosas vermelhas ou pequenos mimos entre suas empregadas.
1975 foi designado pela ONU como o Ano Internacional da Mulher e, em Dezembro de 1977, o Dia Internacional da Mulher foi adotado pelas Nações Unidas, para lembrar as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres, mas também a discriminação e a violência a que muitas delas ainda são submetidas em todo o mundo.
fonte: Wikipedia

quinta-feira, 3 de março de 2011

Poesia de Quinta

Pessoal, 
 
Recentemente, ouvi um trecho deste lindo poema de Fernando Pessoa na TV e aí fui buscar a íntegra do texto para compartilhar com vcs. 
Estamos próximos do carnaval, época que podemos aproveitar, também, para pensar, para refletir sobre o passado, futuro, planos...
Esta poesia de Pessoa já é um bom começo. 
Boa folia e bom descanso também para todos. 
Beijos
 
Deila 
 
FERNANDO PESSOA
( Álvaro de campos )
Na noite terrível, substância natural de todas as noites,
Na noite de insônia, substância natural de todas as minhas noites,
Relembro, velando em modorra incômoda,
Relembro o que fiz e o que podia ter feito na vida.
Relembro, e uma angústia
Espalha-se por mim todo como um frio do corpo ou um medo.
O irreparável do meu passado — esse é que é o cadáver!
Todos os outros cadáveres pode ser que sejam ilusão.
Todos os mortos pode ser que sejam vivos noutra parte.
Todos os meus próprios momentos passados pode ser que existam algures,
Na ilusão do espaço e do tempo,
Na falsidade do decorrer.
Mas o que eu não fui, o que eu não fiz, o que nem sequer sonhei;
O que só agora vejo que deveria ter feito,
O que só agora claramente vejo que deveria ter sido —
Isso é que é morto para além de todos os Deuses,
Isso - e foi afinal o melhor de mim - é que nem os Deuses fazem viver ...
Se em certa altura
Tivesse voltado para a esquerda em vez de para a direita;
Se em certo momento
Tivesse dito sim em vez de não, ou não em vez de sim;
Se em certa conversa
Tivesse tido as frases que só agora, no meio-sono, elaboro —
Se tudo isso tivesse sido assim,
Seria outro hoje, e talvez o universo inteiro
Seria insensivelmente levado a ser outro também.
Mas não virei para o lado irreparavelmente perdido,
Não virei nem pensei em virar, e só agora o percebo;
Mas não disse não ou não disse sim, e só agora vejo o que não disse;
Mas as frases que faltou dizer nesse momento surgem-me todas,
Claras, inevitáveis, naturais,
A conversa fechada concludentemente,
A matéria toda resolvida...
Mas só agora o que nunca foi, nem será para trás, me dói.
O que falhei deveras não tem sperança nenhuma
Em sistema metafísico nenhum.
Pode ser que para outro mundo eu possa levar o que sonhei,
Mas poderei eu levar para outro mundo o que me esqueci de sonhar?
Esses sim, os sonhos por haver, é que são o cadáver.
Enterro-o no meu coração para sempre, para todo o tempo, para todos os universos, Nesta noite em que não durmo, e o sossego me cerca
Como uma verdade de que não partilho,
E lá fora o luar, como a esperança que não tenho, é invisível p'ra mim.

 PS: A leitura excessiva destes textos pode ocasionar dependência cultural.

Bandeira da ASDECON

Bandeira da ASDECON
ASSOCIAÇÃO DOS DESCENDENTES DE CONFEDERADOS AMERICANOS NA AMAZÔNIA

Brasão da família Vaughan

Brasão da família Vaughan

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ESCLARECIMENTO / EXPLICATION

Esclarecemos que em função de erros cometidos por ocasião das escriturações nos cartórios de Santarém, durante os registros de nascimentos, diversas famílias de origem confederada (Wallace, Hennington, Rhome, Pitts, Riker, Vaughan, Jennings, etc...) tiveram seus nomes escriturados de forma errada.
A família VAUGHAN, por exemplo, assumiu algumas formas diferentes de escrituração: Vaughon, Waughan e Wanghon.
Recentemente alguns descendentes da família VAUGHAN e de outras famílias, com o auxílio de advogados e seguindo as árvores genealógicas, efetuaram as correções devidas nos cartórios locais e passaram a escrever corretamente os seus nomes.
Devido a pronúncia do nome VAUGHAN ser diferente da forma que é escrita, alguns descendentes passaram a adotar a denominação de “Von”, mas tão somente para facilitar o entendimento da leitura, sem alterar a forma de registro.

We clarified that in terms of errors committed during the notary records in Santarém, in the records of births, several families of confederates (Wallace, Hennington, Rhome, Pitts, Riker, Vaughan, Jennings, etc ...) had their names entered in wrong. The family VAUGHAN, for example, took a few different ways to book: Vaughon, Waughan and Wanghon. Recentemente VAUGHAN some descendants of the family and other families with the help of lawyers and following the tree, made the necessary corrections in notary places and began to write their names correctly. Due to the pronunciation of the name VAUGHAN be different from the way it is written, some descendants moved to adopt the name of "Von", but only to facilitate the understanding of reading, without changing the way of record.