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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Poesia de Quinta

Pessoal,
Hoje a Poesia de Quinta é puro deleite: uma poesia linda, suave, instigante, de um dos maiores poetas do Brasil, que graças a Deus, ainda está vivo e produzindo: FERREIRA GULLAR.
Eu conhecia esta poesia na versão cantada, em uma canção belíssima de Oswaldo Montenegro.
Vou grifar os versos que eu gosto mais. Depois me respondam quais versos tocam mais vocês.
Dedico a Poesia de Quinta de hoje à minha querida amiga-vulcão: Vanise Motta.
Beijos
Deíla
METADE
Ferreira Gullar

Que a força do medo que eu tenho,
não me impeça de ver o que anseio.

Que a morte de tudo o que acredito
não me tape os ouvidos e a boca.

Porque metade de mim é o que eu grito,
mas a outra metade é silêncio...

Que a música que eu ouço ao longe,
seja linda, ainda que triste...

Que a mulher que eu amo
seja para sempre amada
mesmo que distante.

Porque metade de mim é partida,
mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
não sejam ouvidas como prece
e nem repetidas com fervor,
apenas respeitadas,
como a única coisa que resta
a um homem inundado de sentimentos.

Porque metade de mim é o que ouço,
mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz
que eu mereço.

E que essa tensão
que me corrói por dentro
seja um dia recompensada.

Porque metade de mim é o que eu penso,
mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste
e que o convívio comigo mesmo
se torne ao menos suportável.

Que o espelho reflita em meu rosto,
um doce sorriso,
que me lembro ter dado na infância.

Porque metade de mim
é a lembrança do que fui,
a outra metade eu não sei.

Que não seja preciso
mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito.

E que o teu silêncio
me fale cada vez mais.

Porque metade de mim
é abrigo, mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta,
mesmo que ela não saiba.

E que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade
para fazê-la florescer.

Porque metade de mim é platéia
e a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada.

Porque metade de mim é amor,
e a outra metade...
também
PS: A leitura excessiva destes textos pode ocasionar dependência cultural.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Poesia de Quinta

Olá

Pessoal, nestes tempos de tantos debates políticos, resolvi resgatar a obra de uma poetisa russa, não muito conhecida no Brasil, mas ativamente aclamada na Europa: ANNA AKHMÁTOVA.

Esta poeta viveu os horrores das guerras mundiais, teve dois maridos seus mortos (um por fuzilamento e outro no campo de concentração), um filho preso por questões políticas, foi censurada pelo governo comunista de Stalin, enfim, vivenciou um sofrimento muito grande, que acabou refletido em suas belas poesias, que têm um toque muito íntimo e original, mas bastante tristes.

Dedico esta poesia carinhosamente à minha tia Iricina, que em breve chegará aqui na Ilha do Amor.
Beijos

Deíla

SEPARAÇÃO
Anna Akhmátova

Nem semanas nem meses - anos
levamos nos separando. Eis, finalmente,
o gelo da liberdade verdadeira
e as cinzentas guirlandas na fachadas dos templos.

Não mais traições, não mais enganos,
e não me terás de ficar ouvindo até o amanhecer,
enquanto flui o riacho das provas
da minha mais perfeita inocência.

E como sempre acontece nestes dias de ruptura,
a nossa porta bateu o espectro dos primeiros dias
e, pela janela, irrompeu o salgueiro prateado
com toda a encanecida magnificência de seus ramos.
E nós, perturbados, amargos mas altivos,
não ousamos erguer do chão os nossos olhos.
Com voz exultante, o pássaro pôs-se a cantar
o quanto um do outro tínhamos gostado.

PS: A leitura excessiva destes textos pode ocasionar dependência cultural.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Poesia de Quinta

Pessoal,
Hoje a Poesia de Quinta é mais do que especial. É uma celebração à vida, aliás às vidas... Eu e outros milhões de habitantes deste planeta ainda estão exultantes com o sucesso do resgate dos 33 mineiros do Chile. Sinto até que irei fazer um poema sobre isto, pois foi algo que me marcou muito. Emocionante, sensacional, maravilhoso!!!! Estou muito feliz mesmo. Acordei hoje muito de bem com a vida. E para brindar ainda mais o final feliz deste exitoso resgate, ainda por cima hoje é o dia do aniversário da minha queridíssima e sensacional secretária: Magda Duarte. Que seria da minha vida sem ela ???!!!!
Beijos a todos e um especial Feliz Aniversário a esta super mulher heroína que vive me "resgatando" também,
Deíla

Soneto de aniversário
Vinicius de Moraes

Passem-se dias, horas, meses, anos
Amadureçam as ilusões da vida
Prossiga ela sempre dividida
Entre compensações e desenganos.
Faça-se a carne mais envilecida
Diminuam os bens, cresçam os danos
Vença o ideal de andar caminhos planos
Melhor que levar tudo de vencida.
Queira-se antes ventura que aventura
À medida que a têmpora embranquece
E fica tenra a fibra que era dura.
E eu te direi: amiga minha, esquece...
Que grande é este amor meu de criatura
Que vê envelhecer e não envelhece.

PS: A leitura excessiva destes textos pode ocasionar dependência cultural.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Poesia de Quinta

Pessoal,
A Poesia de Quinta de hoje, de número 100 (parece que foi ontem que este projeto teve início!!!), é de um poeta recém-chegado ao grupo, indicado pelo dr. Roberto Lana, do Rio e que já é muito bem vindo. Adorei esta poesia!!! Fala lembranças de amores passados, já bem resolvidos, sem angústias ou tristezas, sem saudade nem pranto... Só lembranças. Lindo poema. Maduro e lúcido. Espero que gostem também.
Beijos
Deíla

A chaveIgor
Abrantes Júnior
De repente deixou de haver saudade;
Fugiu do peito em brasa a dor cativaE o som de tua voz tão incisiva,
Nesse instante varou a eternidade!
Hoje não há saudades, mas lembranças,
Angústia, desespero, cicatrizes,
Fugaz felicidade sem matizes,
Dos sonhos coloridos das crianças;
Hoje não há saudade e esta poesia
Não é louvor de fé, é desencanto,
É gota de tristeza, é nada, é pranto!
É tudo que restou de antigas fantasias,
Que deixamos largadas, esquecidas,
Um espasmo de morte além da vida!
PS: A leitura excessiva destes textos pode ocasionar dependência cultural

Bandeira da ASDECON

Bandeira da ASDECON
ASSOCIAÇÃO DOS DESCENDENTES DE CONFEDERADOS AMERICANOS NA AMAZÔNIA

Brasão da família Vaughan

Brasão da família Vaughan

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ESCLARECIMENTO / EXPLICATION

Esclarecemos que em função de erros cometidos por ocasião das escriturações nos cartórios de Santarém, durante os registros de nascimentos, diversas famílias de origem confederada (Wallace, Hennington, Rhome, Pitts, Riker, Vaughan, Jennings, etc...) tiveram seus nomes escriturados de forma errada.
A família VAUGHAN, por exemplo, assumiu algumas formas diferentes de escrituração: Vaughon, Waughan e Wanghon.
Recentemente alguns descendentes da família VAUGHAN e de outras famílias, com o auxílio de advogados e seguindo as árvores genealógicas, efetuaram as correções devidas nos cartórios locais e passaram a escrever corretamente os seus nomes.
Devido a pronúncia do nome VAUGHAN ser diferente da forma que é escrita, alguns descendentes passaram a adotar a denominação de “Von”, mas tão somente para facilitar o entendimento da leitura, sem alterar a forma de registro.

We clarified that in terms of errors committed during the notary records in Santarém, in the records of births, several families of confederates (Wallace, Hennington, Rhome, Pitts, Riker, Vaughan, Jennings, etc ...) had their names entered in wrong. The family VAUGHAN, for example, took a few different ways to book: Vaughon, Waughan and Wanghon. Recentemente VAUGHAN some descendants of the family and other families with the help of lawyers and following the tree, made the necessary corrections in notary places and began to write their names correctly. Due to the pronunciation of the name VAUGHAN be different from the way it is written, some descendants moved to adopt the name of "Von", but only to facilitate the understanding of reading, without changing the way of record.