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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Poesia de Quinta

Pessoal,
Tentando sair dos cliches de mensagens de ano novo, escolhi esta poesia, sobre os riscos, de Soren Kiekegaard.
Bem interessante e reflexiva. Espero que gostem.
Desejo a todos um excelente 2011, cheio de riscos...
Beijos

Deila

Arriscar-se é viver...
Soren Kiekegaard
Rir é arriscar-se a parecer louco.
Chorar é arriscar-se a parecer sentimental.
Estender a mão para o outro é arriscar-se a se envolver.
Expor seus sentimentos é arriscar-se a expor seu eu verdadeiro.
Amar é arriscar-se a não ser amado.
Expor suas idéias e sonhos ao público é arriscar-se a perder.
Viver é arriscar-se a morrer...
Ter esperança é arriscar-se a sofrer decepção.
Tentar é arriscar-se a falhar.
Mas é preciso correr riscos.
Porque o maior azar da vida é não arriscar nada...
Pessoas que não arriscam, que nada fazem, nada são.
Podem estar evitando o sofrimento e a tristeza.
Mas assim não podem aprender, sentir, crescer, mudar, amar, viver...
Acorrentadas às suas atitudes, são escravas;
Abrem mão de sua liberdade.
Só a pessoa que se arrisca é livre...
"Arriscar-se é perder o pé por algum tempo.
Não se arriscar é perder a vida..."
PS: A leitura excessiva destes textos pode ocasionar dependência cultural.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Poesia de Quinta

Pessal,
Recentemente, na nossa confraternização de Natal da SOBRAMES/MA (Sociedade Maranhense de Médicos Escritores), o meu amigo Pádua, atual presidente da entidade, leu este seu lindo e recente poema, que aborda o sucesso das operações policiais no Rio de Janeiro.
O poema foi feito todo em redondilhas maiores, que consistem em versos de sete sílabas fonéticas, a mesma forma de verso utilizada por Camões!!!! Parabéns, Pádua!!!
A poesia dele é bonita tanto na forma, mas principalmente pelo conteúdo. É muito tocante.
Uma bela mensagem de esperança para o Natal!!!! Dias melhores virão...
Feliz Natal a todos,
Beijos

Deíla

O MENINO DO MORRO DO ALEMÃO
Antonio de Pádua Silva Souza

Escute Papai Noel
O que tenho pra dizer:
Para ser bem sincero
Nunca gostei de você.
E tenho cá minhas razões:
Olhe que o ano todo
Em todas minhas orações
Peço para o Natal
Não demorar a chegar,
Pois vieram me falar
Que é nesta noite de luz
E a mando de Jesus
Que o senhor vai visitar
Crianças no mundo inteiro.
Não para dá dinheiro,
Mas distribuir presentes
Àquelas que têm saúde,
À todas que estão doentes
Às que não podem comprar
Pra quando o Natal chegar,
Elas alegres,  contentes
Tenham com o que brincar.

E quando chegava o Natal
Era aquela animação
O senhor não imagina
Qual a minha emoção:
Deitava, dormia cedo
Não ia pra rua brigar
Só pensando no brinquedo
Que o Senhor vinha deixar.

E quando a manhã chegava
Mesmo sem poder vê
No escuro eu levantava.
Corria os pés pelo chão
E com nada encontrava
Saia batendo a mão,
Só meu chinelo eu achava
E na poeira do chão
O presente não estava.

Que grande decepção
Eu sentia naquela hora,
Nem carro, nem roupa, nem bola
Nem pistola, nem peão

Noutra Noite de Natal,
Estava quase dormido
Quando ouvi as explosões.
Eram fogos de artifícios
Eram tiros de rojões
Fiquei a imaginar
Deve ser Papai Noel
Que acaba de chegar
Veio deixar o meu presente,
Desta vez eu vou ganhar.

De repente, minha mãe
Deitou-se comigo não chão.
Não eram fogos de artifícios
Eram tiros canhões
Eram os homens do tráfico
Disputando posições.
Triste, pensei comigo:
Com este bando de tiro
Papai Noel não vem não.

Agora está tudo mudado
E outro Natal vai chegar
O morro está ocupado;
É soldado por todo lugar.

O mal é que estes fardados
Tanto podem ser do bem
Como do mal podem ser.
O difícil é se saber
De qual facção eles vêm.
Se do bem, que bem que seja
Pois do mal, nada se espera
E o morro nesta peleja
Fique pior do que era.

Então meu Papai Noel
O Senhor pode chegar
Não haverá tiroteio
O senhor pode entrar.
Assim, ao amanhecer
Possa eu até mudar
O que penso de você.

Meu barraco é o mais feio
É fácil identificar.
Lá no final da ladeira
Antes de o morro findar
Perto daquela pedreira
De onde se avista o mar.

Se o Senhor não vier
Não tem desculpa a dar
Só não vem se não quiser
Ou então pra confirmar:
Que criança da favela,
Hoje comunidade,
Não tem o mesmo valor
Das crianças da cidade;
Ou o senhor tem preconceito
E por birra ou por maldade
Nega-nos este direito
Que é justo e natural:
De receber um presente
Numa noite de Natal.

             Dezembro 2010.        

PS: A leitura excessiva destes textos pode ocasionar dependência cultural.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Poesia de Quinta

Pessoal,
Neste período de final de ano, é comum que façamos avaliações, revisões, de tudo que passamos nestes últimos doze meses, que convencionamos chamar de ano.
Poderia dizer que o ano de 2010 começou muito mal: a terrível tragédia no Haiti, o desabamento em Angra, o morro Bumba, terremoto no Chile também, várias desgraças e decepções...
No entanto, com certeza, houve um episódio que me emocionou muito, aliás, deve ter emocionado a todos vocês, leitores: o resgate dos 33 mineiros soterrados no Chile.
Contra todas as evidências, a racionalidade, as probabilidades mesmo de sobrevida depois de tanto tempo sem sequer ver a luz do sol, estes bravos guerreiros conseguiram se manter coesos, unidos, colaborando entre si para enfrentar um período tão difícil e que não tinha grandes perspectivas de final feliz. Mas foi feliz!!!!
Então, este episódio, mais do que qualquer outro, foi o que mais marcou 2010 para mim: a vitória da esperança, da solidariedade, da união, das energias positivas, todas focadas para que as dezenas de pessoas envolvidas no resgate conseguissem realizar seu trabalho da melhor maneira possível.
Neste período, o governo não poupou esforços nem dinheiro, investindo o máximo que podia, especialmente com força de vontade, para salvar o que há de realmente mais precioso para nós: A VIDA.
Como era de se esperar, já que faço poesias sempre que me emociono com algo, eu não poderia deixar um momento destes, tão especial, passar em branco.
Quando escrevi este poema, em outubro, não quis logo publicar no Poesia de Quinta, para fugir dos clichês, já que não se falava em outro assunto que não este. E também, no fundo, também tenho um pouco de vergonha de mostrar minhas próprias poesias, pois sempre acho que não são suficientemente boas. Às vezes me acho bastante piegas até.
Mas, aproveitando este final de ano, este tempo que dedicamos às reflexões, não podia deixar de compartilhar esta minha poesia com vocês, como forma de relembrar algo realmente extraordinário, que não acontece sempre aqui nesta Terra.
Dedico este poema carinhosamente à minha querida Arleth, que também se emocionou muito com o resgate e comentamos à época o tanto que toda aquela energia havia tocado os nossos corações e mentes.
Beijos
Deíla


MINAS DA ESPERANÇA
São Luís, 16 de outubro de 2010. Deíla Barbosa Maia
O mundo inteiro parou para ver
O resgate dos 33 mineiros na TV
Alegria, solidariedade, alívio, comoção em onda
Enfim, um turbilhão de emoções emergindo daquela sonda
Fênix, que nome simbólico!!!
Para batizar um engenho heróico
Fruto da inteligência, da compaixão e da inventividade
Retirando das entranhas da terra uma vitória da humanidade
Não podemos deixar de mencionar a eterna gratidão
Aos que bravamente comandaram esta delicada operação
Engenheiro André Sougarret e Presidente Sebastián Piñera
Vocês resgataram o orgulho de uma nação inteira.
Ensinando lições a ser tiradas da exploração, da falta de segurança
Que acabaram resultando no acampamento Esperanza.

PS: A leitura excessiva destes textos pode ocasionar dependência cultural.

Reunião e confraternização da ASDECON

Está previsto para o próximo dia 05/01 (quarta) a primeira reunião de 2011 da ASDECON, na residência da parenta Natalice, com início previsto para 20:00h. Na reunião deverão ser tratados diversos assuntos de interesse dos associados e da associação. Aproveitaremos a reunião para também acertarmos detalhes da festa de confraternização que faremos na sede da ASDECON, em Benfica, prevista para o dia 09/01 (domingo) . A festa de confraternização será de adesão e cada família deverá levar o que pretende comer e beber para juntar com os demais. Aos interessados em participar de um amigo oculto que será feito no dia da confraternização, os mesmos deverão levar alguma lembrança que sirva tanto para homem quanto para mulher, com valor acima de R$10,00, para participar da brincadeira.
Esperamos por você e sua família no encontro da ASDECON.
Antecipadamente desejamos Feliz Natal e Próspero Ano de 2011 para todos, com saúde, sucesso e muitas realizações!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Poesia de Quinta 109

Pessoal,
A Poesia de Quinta de hoje é de um dos meus poetas prediletos, MANOEL DE BARROS, que já trouxe algumas vezes aqui para este projeto. Ele gosta de escrever sobre as coisas simples da vida...
A poesia de hoje "Uma didática de invenção" foi retirada da obra "O livro das Ignoranças" e traz uma reflexão interessante sobre a vida, o quotidiano. Espero que gostem.
Ofereço a Poesia de Quinta de hoje, especialmente, para meu amigo Félix Duailibe, que mora em São Paulo e hoje está recebendo o primeiro e-mail do Poesia de Quinta.
Beijos
Deíla
UMA DIDÁTICA DE INVENÇÃO
Manoel de Barros

I
Para apalpar as intimidades do mundo é preciso saber:
a) Que o esplendor da manhã não se abre com
faca
b) 0 modo como as violetas preparam o dia
para morrer
c) Por que é que as borboletas de tarjas
vermelhas têm devoção por túmulos
d) Se o homem que toca de tarde sua existência
num fagote, tem salvação
e) Que um rio que flui entre 2 jacintos carrega
mais ternura que um rio que flui entre 2
lagartos
f) Como pegar na voz de um peixe
g) Qual o lado da noite que umedece primeiro.
Etc.
etc.
etc.
Desaprender 8 horas por dia ensina os princípios.


No Tratado das Grandezas do Ínfimo estava
escrito:
Poesia é quando a tarde está competente para
Dálias.
É quando
Ao lado de um pardal o dia dorme antes.
Quando o homem faz sua primeira lagartixa
É quando um trevo assume a noite
E um sapo engole as auroras

PS: A leitura excessiva destes textos pode ocasionar dependência cultural.

Bandeira da ASDECON

Bandeira da ASDECON
ASSOCIAÇÃO DOS DESCENDENTES DE CONFEDERADOS AMERICANOS NA AMAZÔNIA

Brasão da família Vaughan

Brasão da família Vaughan

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ESCLARECIMENTO / EXPLICATION

Esclarecemos que em função de erros cometidos por ocasião das escriturações nos cartórios de Santarém, durante os registros de nascimentos, diversas famílias de origem confederada (Wallace, Hennington, Rhome, Pitts, Riker, Vaughan, Jennings, etc...) tiveram seus nomes escriturados de forma errada.
A família VAUGHAN, por exemplo, assumiu algumas formas diferentes de escrituração: Vaughon, Waughan e Wanghon.
Recentemente alguns descendentes da família VAUGHAN e de outras famílias, com o auxílio de advogados e seguindo as árvores genealógicas, efetuaram as correções devidas nos cartórios locais e passaram a escrever corretamente os seus nomes.
Devido a pronúncia do nome VAUGHAN ser diferente da forma que é escrita, alguns descendentes passaram a adotar a denominação de “Von”, mas tão somente para facilitar o entendimento da leitura, sem alterar a forma de registro.

We clarified that in terms of errors committed during the notary records in Santarém, in the records of births, several families of confederates (Wallace, Hennington, Rhome, Pitts, Riker, Vaughan, Jennings, etc ...) had their names entered in wrong. The family VAUGHAN, for example, took a few different ways to book: Vaughon, Waughan and Wanghon. Recentemente VAUGHAN some descendants of the family and other families with the help of lawyers and following the tree, made the necessary corrections in notary places and began to write their names correctly. Due to the pronunciation of the name VAUGHAN be different from the way it is written, some descendants moved to adopt the name of "Von", but only to facilitate the understanding of reading, without changing the way of record.