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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Natal em família

Família reunida na Ceia de Natal.

A Ceia de Natal da família Wanghon Monteiro deste ano foi muito divertida e aconteceu na residência do casal Gerardo e Elizabeth Monteiro, localizada no conjunto Médici 2, em Belém. A reunião em família foi bem descontraida e contou com a presença de muitos membros da família. Dentre todos que estiveram presentes, talvez a mais comemorada e festejada tenha sido a da matriarca Irene Wanghon Monteiro (82) que veio especialmente da cidade de Sanatrém para participar do encontro.

Reginaldo e Iara (D), ao lado de Lourenço e Lucélia (E), com os filhos Leandro e Victor (C), além da Dona Irene, no meio.  

Além de Gerardo e Elizabeth (o casal anfitrião), e seus filhos Gerardo Neto, Victor Andrei e Victória Letícia, também estiveram presentes: Reginaldo com a esposa Iara, Regina com esposo e família, Rosangela com esposo e família, Rosiline com esposo e família, Jacenira e família, Rosilda, Lourenço com esposa e família, além da presença especial do vizinho Cileno que veio dar um abarços na turma presente. 

O casal Regina & Goes, com as filhas Thais e Rafaela, além da sempre atenciosa e inseparável Maria. Dona Irene está no centro.

Por volta das 21 horas a galera começou a chegar e bons papos rolaram. Infelizmente para a turma reunida, alguns tinham outros compromissos e encontros para realizar e tiveram que nos deixar um pouco antes da meia noite.

Em detalhe a turma do "Garantido" que parece ter combinado vestir vermelho.

Apesar da saída de alguns antes da ceia, a grande maioria permaneceu até o final. Foi um dos melhores encontros e Ceia de Natal que tivemos nos últimos anos.
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Em destaque os alegres casais Regina & Goes, Rosangela & Thomas, e os anfitriões Gerardo & Elizabeth.

Apesar de simples e da falta de alguns, os que estiveram presentes participaram com muita descontração e deu para sentir a verdadeira mensagem de Natal e de confraternização que o encontro pedia. Houve trocas de presentes e até alguns discursos emocinados. No final todos saíram realizados e muito satisfeitos com a noite de confraternização.

O casal Rosilene & João, com seus filhos Lorenda, Larissa e Leoni. Mamãe Irene não poderia faltar, é a segunda da esquerda, ao lado de Lorenda.

Sentimos a falta do irmão Ronaldo que não se fez presente na reunião devido estar realizando a Ceia de Natal com a família em sua residência, na Ilha do Mosqueiro. No domingo estivemos na bucólica para dar um abraço no Ronaldão e sua família, além de participar do almoço de Natal.

Jacenira esteve com a filha Sandra, o genro Simei e sua neta Lidia. Clovis Augusro, o filho mais velho de Reinaldo e Jace ligou de Santa Catarina para felicitar a todos, enquanto que Mauro Henrique, o mais novo não pode estar presente.

Agradecemos muito pela presença e participação de todos na Ceia Natalina da família Wanghon Monteiro.

O casal Gerardo & Elizabeth ficaram felizes e agradecem pela presença de todos na reunião de família realizada em sua residência.

O Natal foi maravilhoso! Agora esperamos que todos tenham Boas Festas, saúde, paz e sucesso em 2012! 

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Congratulações / Congratulations

David Meyer e Helena Solberg
Repassamos aos demais as congratulações recebidas dos amigos David Meyer e Helena Solberg, direto do Rio de Janeiro, para todos os membros da ASDECON.
Ao casal de amigos os nossos mais sinceros agradecimentos pela gentileza e lembrança.
Desejamos muitas felicidades e que 2012 seja um ano promissor e cheio de realizações. 
Saúde e sucesso!
Feliz Natal e Boas Festas!

We went over to the other received the congratulations of friends David Meyer and Helena Solberg, direct from Rio de Janeiro, to all members of ASDECON.
The couple of friends our most sincere thanks for the kindness and remembrance.
We wish them much happiness and that 2012 be a year full of promise and achievement.
Health and success!
Merry Christmas and Happy Holidays!

domingo, 11 de dezembro de 2011

Victor Andrei é mais um calouro na família!

Victor Andrei agora é universitário! 
 
Victor Andrei Teixeira Monteiro (18), filho do casal Gerardo e Elizabeth Monteiro, alegrou seus pais e irmão  ao passar nos vestibulares do Cesupa (Engenharia da Computação) e Unama (Engenharia Civil).
Victor Andrei ao lado de seu pai Gerardo Filho (meio) e o irmão Gerardo Neto (E).

 Como Victor Andrei sempre teve o desejo de fazer Engenharia Civil, ele seguirá a carreira de seu avô Gerardo Monteiro,  que apesar de não ter cursado uma universidade, exerceu com sucesso a profissão de Mestre de obras na prefeitura de Santarém, com muitas obras realizações por toda a cidade e interiores que até hoje estão de pé e servindo a população e a cidade. 

Victor Andrei com a mãe Elizabeth feliz da vida!
Victor deverá iniciar sua vida de universitário na Unama a partir de fevereiro de 2012, juntando-se a seu irmão, Gerardo Neto, que já faz o curso de Serviço Social, também na Unama.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Gente fina é outra coisa!

Não é para qualquer um, mas certamente quem tiver essa oportunidade não deve perder e aproveitar o máximo que puder. E como deve!

Como diz a música "Só sabe o que é bom quem vai em Santarém"...terra um pouco distante, é certo, mas cheia de surpresas e atrativos diferentes do nosso dia-a-dia. Ah! é muito caliente também!

Irene Wanghon, feliz da vida ao lado de sua família.
(Foto: Odlaniger Lourenço.)

Quem esteve visitando a "Pérola do Tapajós" no último final de semana (de 28/10 a 01/11), para passar quatro saudosos dias, foi o Odlaniger Lourenço, acompanhado de sua esposa Lucélia e seus dois filhos, pelos pais Reginalo e Iara, além de um casal de amigos. Segundo relatos de Lourenço, foram quatro dias inesquecíveis e maravilhosos, com direito a muitos passeios às praias e degustação de deliciosos peixes regionais. Aproveitaram ao máximo, esquecendo nesses quatro dias os problemas do dia-a-dia da cidade grande.

Quem ficou muito feliz com essa visita foi a dona Irene Wanghon, avó de Lourenço e mãe de Reginaldo. Ela que só quer um pezinho para dar uma voltinhas, recebeu muito bem a turma toda e serviu com muito prazer de guia e cicerone. As crianças curtiram muito o lugar pois tudo para elas era novidade.

Lourenço afirma que ficou muito feliz em ver a dona Irene alegre, satisfeita e com muita disposição e saúde, sempre dando muitas dicas e sugestões, além de brindar os turistas com um delicioso almoço à base de peixes na segunda feira (31).

Além de Santarém, os turistas visitaram Alter-do-Chão e prais adjacentes, além de outros lugares pitorescos. Só não foi possível conhecer mais devido o curto tempo da estadia.

Aos viajantes os nossos mais sinceros parabéns pela feliz escolha e pelos bons momentos que certamente viveram na excelente companhia da Dona Irene.

Só espero que tenham lembrado um pouquinho da gente no momento em que degustaram os saborosos peixes do Tapajós! 

Reunião da ASDECON

Olá pessoal, tudo bem?

Devido alguns imprevistos/círio, não fizemos a nossa reunião do mês de outubro, então este e-mail é para lhes comunicar e convidar para a reunião do mês de novembro, que será dia 09/10/2011, às 19H30MIN, na residência da Diretora Social Sra. Natalice.

Aproveito a oportunidade para lhes convidar a participar da missa de mês de falecimento do parente Paulo Jennings, que será celebrada dia 08/10/2011 às 19H30MIN, na Igreja de São Raimundo, que fica na AV: Senador Lemos esquina com TV: Manoel Evaristo no bairro do Umarizal.

Conto com a presença de todos
Um abraço

Elizete Sardinha Waughan
Diretora de Secretaria da Asdecon

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Poesia de Quinta

Pessoal,

Desculpem a demora em postar novas poesias. É que estou passando por um período complicado. As dores e delícias da maternidade.. Enfim.
Ontem ouvi na TV um trecho desta poesia e achei realmente bela. Fiquei até admirada, pois não é muito comum ouvir poesias na Globo. Aí me deu vontade de ler a íntegra e compartilhar com vcs. Espero que gostem. A Poesia é de João Cabral de Melo Neto e se chama "Relógio". Uma bela reflexão sobre o tempo. Espero que gostem.
Ofereço esta poesia carinhosamente à minha amiga Viraneide.
Beijos


Deíla


O RELÓGIO
joão cabral de melo neto


1.
Ao redor da vida do homem
há certas caixas de vidro,
dentro das quais, como em jaula,
se ouve palpitar um bicho.


Se são jaulas não é certo;
mais perto estão das gaiolas
ao menos, pelo tamanho
e quebradiço de forma.


Umas vezes, tais gaiolas
vão penduradas nos muros;
outras vezes, mais privadas,
vão num bolso, num dos pulsos.


Mas onde esteja: a gaiola
será de pássaro ou pássara:
é alada a palpitação,
a saltação que ela guarda;


e de pássaro cantor,
não pássaro de plumagem:
pois delas se emite um canto
de uma tal continuidade


que continua cantando
se deixa de ouvi-lo a gente:
como a gente às vezes canta
para sentir-se existente.


2.
O que eles cantam, se pássaros,
é diferente de todos:
cantam numa linha baixa,
com voz de pássaro rouco;


desconhecem as variantes
e o estilo numeroso
dos pássaros que sabemos,
estejam presos ou soltos;


têm sempre o mesmo compasso
horizontal e monótono,
e nunca, em nenhum momento,
variam de repertório:


dir-se-ia que não importa
a nenhum ser escutado.
Assim, que não são artistas
nem artesãos, mas operários


para quem tudo o que cantam
é simplesmente trabalho,
trabalho rotina, em série,
impessoal, não assinado,


de operário que executa
seu martelo regular
proibido (ou sem querer)
do mínimo variar.


3.
A mão daquele martelo
nunca muda de compasso.
Mas tão igual sem fadiga,
mal deve ser de operário;


ela é por demais precisa
para não ser mão de máquina,
e máquina independente
de operação operária.


De máquina, mas movida
por uma força qualquer
que a move passando nela,
regular, sem decrescer:


quem sabe se algum monjolo
ou antiga roda de água
que vai rodando, passiva,
graças a um fluido que a passa;


que fluido é ninguém vê:
da água não mostra os senões:
além de igual, é contínuo,
sem marés, sem estações.


E porque tampouco cabe
por isso, pensar que é o vento,
há de ser um outro fluido
que a move: quem sabe, o tempo.


4.
Quando por algum motivo
a roda de água se rompe,
outra máquina se escuta:
agora, de dentro do homem;


outra máquina de dentro,
imediata, a reveza,
soando nas veias, no fundo
de poça no corpo, imersa.


Então se sente que o som
da máquina, ora interior,
nada possui de passivo,
de roda de água: é motor;


se descobre nele o afogo
de quem, ao fazer, se esforça,
e que ele, dentro, afinal,
revela vontade própria,

incapaz, agora, dentro,
de ainda disfarçar que nasce
daquela bomba motor
(coração, noutra linguagem)


que, sem nenhum coração,
vive a esgotar, gota a gota,
o que o homem, de reserva,
possa ter na íntima poça.


PS: A leitura excessiva destes textos pode ocasionar dependência cultural.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Correnteza dificulta buscas por médico desaparecido

Paulo Jennings

As buscas para encontrar o médico Paulo Jennings continuam na noite deste domingo (09).

Os bombeiros, ao comando do Cel. Tavernah, informaram que a correnteza está muito forte e por isso estão fazendo um rastreamento mais longo, acima da Ponta da Capivara.

Ribeirinhos e pescadores auxiliam nas buscas passando redes e anzóis nas proximidades, em todo o leito do rio Amazonas.

Estão na cidade acompanhando as buscas, a esposa Laudia, as filhas Claudie e Beatriz, além de Felícia e o genro Dieter Winterle que chegaram de Nova York nesta madrugada.

As informações mais recentes são de que mais cinco bombeiros serão enviados ao local na tentativa de intensificar a procura pelo médico.

O acidente

O médico santareno Paulo Jennings se jogou do barco Aruã para dar um mergulho por volta das 15 horas de sábado (8). O barco viajava pelo Rio Amazonas, na costa do município de Óbidos, próximo a ilha da Januária. Nele, o médico e seus convidados saíram de Santarém às 8 horas da manhã de sábado com destino ao município de Oriximiná e planejavam pescar nos Rios Trombetas e Cuminã. Após atravessar uma localidade com farol de sinalização, Jennings demonstrando estar feliz por mais uma vez participar de seu hobby preferido, avisou aos amigos que daria um mergulho, se jogou no Rio Amazonas e sumiu.

Paulo Jennings tem 56 anos, reside há mais de trinta anos em São Paulo e é referência para as pessoas da região que procuram a capital paulista para o tratamento de saúde. Jennings também é muito querido pelos amigos que possui em Santarém e pelos ribeirinhos residentes na região do Pinduri, onde passou a sua infância. 

fonte: Portal No Tapajós

sábado, 8 de outubro de 2011

Fazenda Taperinha

Vista do casarão da Fazenda Taperinha

Situada na gleba Ituqui (a 80 km de Santarém), é acessível por via fluvial. De Santarém, navega-se pelo rio Tapajós até à entrada do Lago Maicá, percorrendo toda a extensão até chegar no Paraná Ayayá, onde a fazenda está situada.

Recanto natural e monumento histórico-científico, a fazenda pertenceu ao Barão de Santarém, Antônio Pinto Guimarães, no século XIX, que tomou como sócio o imigrante americano Romulus J. Rhome. Sob a administração do Sr. Rhome, que passou a residir no local com sua família, a propriedade progrediu significativamente, destacando-se dentre as existentes no município. Fronteira à casa ficava o engenho, com moinhos movidos a vapor, novidade na época. Foi na Taperinha que se construiu o primeiro barco a vapor na Amazônia, que recebeu o mesmo nome da Fazenda.

Fazenda Taperinha

O Sr. Rhome se dedicou a fazer pesquisas arqueológicas e, ao que se sabe, foi o primeiro a interessar-se por esse tipo de atividade em Santarém. Ele colecionava as estranhas figuras de barro que encontrava ou mandava desenterrar no sítio, como cabeças de urubu, galos com crista e barbela, machados de pedra, etc., e várias urnas exoticamente ornamentadas que continham ossos humanos calcinados. A coleção Rhome foi incorporada ao Museu do Rio de Janeiro, por intermédio do professor americano Charles Frederic Hartt que percorreu a região em viagens de estudo.

Em 1882, morre o Barão de Santarém. No ano seguinte a sociedade entre o Barão e o Sr. Rhome é desfeita, sendo que os herdeiros do Barão ficaram com o domínio da metade do engenho que pertencia ao Sr. Rhome, bem como os escravos da propriedade.

No ano de 1917 veio se estabelecer na propriedade o cientista alemão Godofredo Hagmann, onde instalou e administrou, juntamente com sua esposa Júlia Hagmann e, posteriormente, por sua filha Érica, a primeira estação meteorológica da Amazônia, cujo funcionamento se estendeu até a década de 70. À casa principal, com grandes salas, quartos e cozinha, o Sr. Hagmann anexou uma biblioteca.

Os sambaquis encontrados no local são bastante extensos e apresentam até 6,5m de espessura. Associadas aos depósitos de sambaquis ocorrem peças de cerâmica, cuja datação, efetuada pela pesquisadora Ana C. Roosevelt, do Field Museum of Chicago, revelou idades aproximadas de 8.000 anos, constituindo-se em uma das mais importantes descobertas arqueológicas da Amazônia, uma vez que representa a cerâmica mais antiga já encontrada nas Américas.

TAPERINHA UM ENGENHO DO TAPAJÓS: RELAÇÕES E DISCUSSÕES ACERCA DA PRODUÇÃO CANAVIEIRA, ESCRAVIDÃO, ESTUDOS DE SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS E CABANAGEM
Wilverson Rodrigo Silva de Melo1 
Antonia Eurenice Rodrigues Silva2
Vestígios da moenda do Engenho Taperinha
Fonte: arquivo pessoal. Ano: 2009

Assim como o governo português decidiu por estabelecer capitanias hereditárias no Nordeste. Há indícios de que na região Norte também houve engenhos açucareiros (apenas Taperinha será abordado) voltados em larga escala para a produção de aguardente com fins de comercialização com a Europa. A real comprovação destes indícios é que em Santarém o Barão Miguel Pinto adquiriu de D. Pedro II o título de posse de uma vasta propriedade de 42 km de área denominada Taperinha que significa ruína, casa velha ou qualidade de vida segundo os silvícolas. Com visão empreendedora o mesmo tomou como sócio Mr. Romulus J. Rhome um dos imigrantes do advento da imigração americana e que dispunha de capital para a construção do engenho. A propriedade é administrada por Graziela Hagmann, uma das herdeiras da propriedade. Aliás, conhecer o lugar depende de aprovação da família, que reside em Santarém.

Os estudos da arqueóloga Anna Roosevelt atestam que a cidade de Santarém nasceu em Taperinha. Para Anna Roosevelt apud Funari (2006. p. 80) os mongóis chegaram ao Baixo Amazonas entre 8 e 11 mil anos atrás pelo estreito de Bering e posteriormente deram origem as principais tribos indígenas amazônidas tais como os Tapajó (No Nhengatu não pronuncia-se o plural com s). Durante as expedições de Anna Roosevelt a propriedade em 1986 e 1993, a mesma lançou como teoria o fato de Taperinha ser o sítio arqueológico sulamericano mais antigo devido ter encontrado montueiros de sambaquis, vestígios de cerâmicatapajônica datados de 8 à 11 mil anos e principalmente “terra preta” que caracteriza a presença do homem préhistórico, haja vista que esta é fruto da decomposição de resíduos orgânicos depositados pelos próprios hominídeos. No entanto ficam em lócus os seguintes questionamentos; Quais as semelhanças e diferenças de Taperinha com outros engenhos? A produção canavieira era investida apenas em cachaça ou também no melaço? Que fim tiveram os escravos? Qual a relação de Taperinha com a cabanagem? Qual o cenário de relação econômica de Taperinha com a Europa? Não obstante, deixamos registradas as semelhanças arquitetônicas e estruturais entre os engenhos Nordestinos e Taperinha, que em meio a variações, assemelham-se em apresentarem: Um casarão, um complexo englobado por um engenho, uma capela, uma

A atividade econômica em Taperinha em meados do século XIX estava ligada à exploração da cana-de-açúcar para fins de produção da aguardente, a produção de tabaco para uso específico da família do Barão de Santarém, a atividade madeireira, a plantação de cacau, a produção de vinhos de laranja, caju, cupuaçu, o cultivo de hortaliças e leguminosas revestidas no consumo dos indivíduos da fazenda, além do cultivo de curauá, onde suas fibras eram investidas na produção de cordas e comercializadas na região e fora desta. Em Taperinha os negros musculosos alimentavam o dia todo o grande moinho de cana. As plantações ficavam na parte alta do terreno, onde era cortada a mão e levada para ser jogada na canaleta de zinco que as conduzia próximo a moenda, que posteriormente aplicaria o caldo na produção em larga escala de aguardente e em pequena escala de melaço. A água ardente era encaixotada e exportada para a Europa, já o melaço, principalmente para Amsterdã na Holanda onde era refinado e esbranquiçado nas chamadas “casas de Purgação”.

Além do Engenho havia uma serraria rústica onde eram exploradas as mais variadas espécies de madeira de lei, tais como: o Jacarandá, a Muiraquatiara, a Muirapixuna e o rico Pau D’arco marrom. No que se refere à Cabanagem em Santarém, o pequeno trecho transcreve com exatidão esse movimento em Santarém:

Em princípio de 1835 já a situação era sombria. Os sediciosos se espalhavam em grupos armados que assaltavam povoações, fazendas, sítios, matando, devastando, saqueando,[...] Quem podia fugir, fugia, enterrando seus haveres, jóias e objetos de valor, esperando recuperá-los mais tarde, quando chegasse o fim da guerracivil...( SANTOS, 1999. p.197-198).

O historiador, como qualquer cientista, trabalha com evidências e suposições. [...] Se não se arrisca a lançar hipóteses a partir de suposições, corre o risco de repetir o já conhecido, reafirmar o óbvio, [...] Se, por outro lado, abandona as evidências e se permite “delirar” à vontade, pode criar uma interessante obra de ficção [...], comprometida apenas com a imaginação criadora do autor. A partir disto inferimos que de fato Taperinha sofreu influências da Cabanagem, onde o trecho de Tupaiulândia afirma que na época da revolta, muitos fazendeiros e elitizados escondiam suas riquezas para não serem saqueados pelos cabanos, no engenho não foi diferente há vestígios que na Alcova da mansão havia um buraco que supostamente foi utilizado para tais fins de prevenção contra os revoltosos. Existem evidências marcantes – ao menos verbais – de que o Engenho serviu de ponto estratégico para interceptação de alimentos e comunicações entre os cabanos do interior do Tapajós, onde a guarnição militar foi enviada a região pelo 1º juiz de direito da Comarca de Santarém, Dr. Joaquim Rodrigues de Sousa. Não se pode afirmar com exatidão se a guarnição sofreu derrotas, mas pode-se inferir que ela obteve êxito ao final do movimento “popular”, onde conseguiu reprimir os revoltosos. Vale ressaltar que em 1883, a sociedade entre Rhome e o Barão foi desfeita, em virtude da morte deste, sendo dividido o engenho e os escravos pelos seus descendentes. A partir disto, muitos dos escravos de Taperinha foram trazidos e vendidos em Santarém, outros ofertados as festividades de N. Srª. da Conceição, alguns foram levados para outras fazendas e uma quarta parte foram os que conseguiram fugir e se refugiarem nas várzeas do Ituqui fundando os primeiros mocambos da região.


Quando há contato prévio, grupos, especialmente de estudantes, costumam explorar a propriedade. O local tem todas as características para o desenvolvimento do turismo científico, mas também o de aventura. Depois de uma caminhada de vários minutos pode-se chegar a um ponto bastante elevado, tido como mirante, que proporciona uma visão privilegiado de toda a região do Ituqui, assim como os lagos próximos e mesmo do rio Amazonas. Com um pouco de condicionamento físico e o auxílio de um condutor de turismo dá para conhecer parte da floresta. Com disposição, a caminhada pode desembocar num banho de igarapé, que serve para refrescar o corpo e preparar a viagem de volta.

O barco é o meio de transporte mais utilizado para se chegar ao local, mas durante o verão o acesso também se dá por meio de automóvel, enfrentando, claro, as dificuldades da estrada de chão batido. É, sem dúvida, um passeio imperdível.

fonte:


sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Poema Dia

Publicado no dia 5 de outubro de 2011


TAPUMES METAFÍSICOS

I


Poesia obstinada!

Cócega e tráfego
sem a turgescência dos insurrectos logradouros.

Oh, cântico marginal!
Os homens agem
[ao feitio de suas náuseas estranguladas]
soberbos e mórbidos:

Tal como a proeza de evacuar
o verbo ereto e as palavras lúdicas
[como cordas sem pescoço e silhuetas também sádicas]
os estômagos carnívoros se suportam mais íntegros
à medida que não se medem por frouxidões e prantos.

II


Poeta ignorado!

Ácido e gosma de coexistir exprimido.

Oh, servilismo e usança de acasalar!
Os travessões e as vírgulas não almejam
nem a aguardente doentia
e nem o fuçar das línguas oprimidas...


III


Mergulhado em lágrimas
eu sopro pelos interstícios dos tapumes metafísicos
as minhas melancólicas palavras...

Ai!... Os soldados me hão de reconhecer,
e se alimentarão das multifacetadas bromélias dos trôpegos.
Outros soldados e outros poetas calcularão as dores vencidas,
a covardia ejaculada do aço,
a fúria do endêmico cansaço,
mas não a poesia de mim!

by Benny Franklin
São Luis/MA

Localidade, Contatos & Atividades Culturais:

Cidade/Estado/País: Belém/Pará/Brasil
E-mail Corporativo: ims.vendas@gmail.com
MSN: franklin.benny@hotmail.com
Blog 1: http://www.benny-franklin.blogspot.com
Blog 2: http://www.poesiabeat.blogspot.com
Skype Pessoal: benny.franklin
Skype Corporativo: ims.rep
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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Cronologia da Guerra Civil Americana


Guerra de Secessão


Guerra de Secessão ou Guerra Civil Americana foi uma guerra civil ocorrida nos Estados Unidosentre 1861 e 1865. Foi o conflito que causou mais mortes de norte-americanos, num total de estimado em 970 mil pessoas - dos quais 618 mil eram soldados - cerca de 3% da população americana à época. As causas da guerra civil, seu desfecho, e mesmo os próprios nomes da guerra, são motivos de controvérsia e debate até os dias de hoje.
A Guerra de Secessão consistiu na luta entre 11 Estados Confederados do Sul latifundiário, aristocrata e defensor da escravidão, contra os Estados do Norte industrializado, onde a escravidão tinha um peso econômico bem menor do que no Sul. Estas diferenças estão entre as principais causas da guerra e têm origem ainda no período colonial: enquanto o desenvolvimento do Norte estava ligado à necessidade de crescimento do mercado interno e do estabelecimento de barreiras proteccionistas, o crescimento Sulista era baseado precisamente no oposto, ou seja: o liberalismo económico que abria todo o Mundo às agro-exportações e com mão-de-obra escrava (de origem africana) como base da produção.
Ao longo das primeiras décadas do século XIX, a imigração em massa e intensa industrialização fizeram com que o poderio do Norte crescesse economicamente e ampliasse politicamente sua participação no governo. Grandes tensões políticas e sociais desenvolveram-se entre o Norte e o Sul. Em 1860Abraham Lincoln, um republicano contra a escravidão, venceu as eleições presidenciais americanas. Lincoln, ao assumir o posto de presidente, cognominou os Estados Unidos de "Casa Dividida".
Em 1861, ano do início da guerra, o país consistia em 19 estados livres, onde a escravidão era proibida, e 15 estados onde a escravidão era permitida. Em 4 de Março, antes que Lincoln assumisse o posto de presidente, 11 Estados escravagistas declararam secessão da União, e criaram um novo país, os Estados Confederados da América. A guerra começou quando forças confederadas atacaram o Fort Sumter, um posto militar americano na Carolina do Sul, em 12 de Abril de 1861, e terminaria somente em 28 de Junhode 1865, com a rendição das últimas tropas remanescentes da Confederação. 

Estados Confederados da América
Os Estados Confederados da América (Confederated States of America, em inglês; abreviação: CSA), também conhecida como A Confederação (The Confederacy, em inglês) foi uma unidade política formada em 4 de fevereiro de 1861 por seis Estados do Sul agrário e escravista dos Estados Unidos da América -AlabamaCarolina do SulFlóridaGeórgiaLouisiana e Mississipi - após o abolicionista Abraham Lincoln ter vencido as eleições presidenciais de 1860Jefferson Davis foi escolhido como o primeiro Presidente dos Estados Confederados da América no dia seguinte, e o único a presidir da Confederação até ter sido capturado pela União, em 10 de abril de 1865, um dia após a rendição incondicional das tropas confederadas emAppomattox.
Um mês depois, em 4 de março de 1861, Abraham Lincoln tornou-se no novo Presidente dos Estados Unidos da América. No seu primeiro discurso como presidente, ele declarou a secessão de ilegal. Embora não tendo declarado publicamente nenhuma intenção de invadir os estados do Sul, Lincoln disse que usaria a força para manter a possessão das propriedades federais nos Estados da Confederação. Lincoln terminou o seu discurso com um pedido de restauração dos laços da União. O Sul, particularmente, a Carolina do Sul, ignorou o pedido, e em 12 de abril, o Sul atacou as tropas federais no Fort Sumter, em Charleston, Carolina do Sul, até que tais tropas se rendiram. Abraham Lincoln então declarou a todos os estados do Norte que cedessem tropas para capturar o forte, e assim, preservar a União. A maioria dos nortistas acreditavam que uma vitória rápida da União iria aniquilar a rebelião, e assim, Lincoln apenas chamou por voluntários por 90 dias. Isto levou ae quatro estados a juntarem-se à Confederação. Uma vez que Virgínia se juntou à Confederação, a capital confederada mudou para a capital do Estado, Richmond.
Texas juntou-se à Confederação no começo de março. Seu antigo governador, Sam Houston, foi obrigado a demitir, após ter recusado jurar em público a confiança e lealdade à Confederação. Estes sete Estados saíram dos Estados Unidos e tomaram o controle das instalações militares, portos e qualquer outra propriedade da União dentro dos limites da Confederação, assim desencadeando a Guerra Civil Americana. Após a Batalha de Fort Sumter, mais quatro estados juntaram-se à Confederação - ArkansasCarolina do NorteTennessee eVirgíniaMissouri e Kentucky permaneceram oficialmente na União, mas grupos separatistas destes dois estados foram também aceitos como membros da Confederação, elevando o número de Estados-membros para 13. Durante a maior parte de seus quatro anos de existência, a Confederação esteve envolvida na Guerra Civil Americana, na maioria das vezes, em defesa contra ataques da União.
Os cinco governos do Território Indígena - que se tornaria no Estado de Oklahoma em 1907 - também apoiavam a Confederação, bem como o Território do Arizona.
Batalha de Gettysburg
Nem todos os Estados nos quais a escravidão era legal se juntaram à Confederação. Em 1861, a lei marcial foi declarada em Maryland, o Estado que cerca a capital americana, Washington, DC, para bloquear quaisquer tentativas no estado de separação. O Delaware, também um Estado escravista, nunca considerou juntar-se à Confederação, bem como a capital Washington, DC, em que muitos dos habitantes simpatizavam com a Confederação. Em 1863, durante a guerra, um grupo político a favor da União, no Estado confederado da Virgínia, declarou a secessão de 48 condados do noroeste do Estado, formando assim a Virgínia Ocidental, que logo se juntou à União.
Batalha de Gettysburg (1 de Julho de 1863), ocorrida nos arredores e dentro da cidade deGettysburg, Pensilvânia, foi a batalha com o maior número das vítimas na Guerra Civil dos EUA e ponto culminante da segunda invasão do norte pelo exército confederado do general Robert E. Lee. A vitória das forças federais é frequentemente citada, junto com a queda da Vicksburg, como o ponto de inflexão da guerra, a partir do qual a iniciativa passaria em definitivo para as mãos da União. Entretanto, a importância estratégica da batalha continua sendo um assunto de controvérsia.
Até o verão de 1863, a Confederação colecionou vitórias no teatro de operações leste da Guerra Civil dos EUA. Após o último sucesso em Chancellorsville em Maio de 1863, Lee conduziu o seu Exército da Virgínia do Norte pelo Vale do Shenandoah, esperando chegar até Harrisburg, Pensilvânia, ou mesmo Filadélfia. Com isso buscava desmoralizar o oponente a ponto de forçar negociações de paz em termos favoráveis à Confederação.
Uma brilhante vitória em solo inimigo aumentaria ainda a chance de conseguir apoio e potências internacionais, alguma das quais já incomodadas com as ambições continentais dos EUA.
Sob pressão de presidente dos EUA Abraham Lincoln, o Maj. Gal. Joseph "Fighting Joe" Hooker moveu oExército do Potomac em perseguição ao Lee, mas foi substituído no comando pelo Maj. Gal. George Gordon Meade, apenas três dias antes da batalha. Meade assumiu o comando em plena situação de crise, com exército abalado pelas sucessivas derrotas, e sem tempo para uma preparação adequada. 

Cronologia da Guerra Civil Americana

1860

1861

1861

    1863

    1864

      1865

      1866

      • 20 de Agosto: Presidente Andrew Johnson declara o fim da guerra civil.
      fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Cronologia_da_Guerra_Civil_Americana

      Bandeira da ASDECON

      Bandeira da ASDECON
      ASSOCIAÇÃO DOS DESCENDENTES DE CONFEDERADOS AMERICANOS NA AMAZÔNIA

      Brasão da família Vaughan

      Brasão da família Vaughan

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      ESCLARECIMENTO / EXPLICATION

      Esclarecemos que em função de erros cometidos por ocasião das escriturações nos cartórios de Santarém, durante os registros de nascimentos, diversas famílias de origem confederada (Wallace, Hennington, Rhome, Pitts, Riker, Vaughan, Jennings, etc...) tiveram seus nomes escriturados de forma errada.
      A família VAUGHAN, por exemplo, assumiu algumas formas diferentes de escrituração: Vaughon, Waughan e Wanghon.
      Recentemente alguns descendentes da família VAUGHAN e de outras famílias, com o auxílio de advogados e seguindo as árvores genealógicas, efetuaram as correções devidas nos cartórios locais e passaram a escrever corretamente os seus nomes.
      Devido a pronúncia do nome VAUGHAN ser diferente da forma que é escrita, alguns descendentes passaram a adotar a denominação de “Von”, mas tão somente para facilitar o entendimento da leitura, sem alterar a forma de registro.

      We clarified that in terms of errors committed during the notary records in Santarém, in the records of births, several families of confederates (Wallace, Hennington, Rhome, Pitts, Riker, Vaughan, Jennings, etc ...) had their names entered in wrong. The family VAUGHAN, for example, took a few different ways to book: Vaughon, Waughan and Wanghon. Recentemente VAUGHAN some descendants of the family and other families with the help of lawyers and following the tree, made the necessary corrections in notary places and began to write their names correctly. Due to the pronunciation of the name VAUGHAN be different from the way it is written, some descendants moved to adopt the name of "Von", but only to facilitate the understanding of reading, without changing the way of record.