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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Poesia de Quinta

Pessoal,
Tentando sair dos cliches de mensagens de ano novo, escolhi esta poesia, sobre os riscos, de Soren Kiekegaard.
Bem interessante e reflexiva. Espero que gostem.
Desejo a todos um excelente 2011, cheio de riscos...
Beijos

Deila

Arriscar-se é viver...
Soren Kiekegaard
Rir é arriscar-se a parecer louco.
Chorar é arriscar-se a parecer sentimental.
Estender a mão para o outro é arriscar-se a se envolver.
Expor seus sentimentos é arriscar-se a expor seu eu verdadeiro.
Amar é arriscar-se a não ser amado.
Expor suas idéias e sonhos ao público é arriscar-se a perder.
Viver é arriscar-se a morrer...
Ter esperança é arriscar-se a sofrer decepção.
Tentar é arriscar-se a falhar.
Mas é preciso correr riscos.
Porque o maior azar da vida é não arriscar nada...
Pessoas que não arriscam, que nada fazem, nada são.
Podem estar evitando o sofrimento e a tristeza.
Mas assim não podem aprender, sentir, crescer, mudar, amar, viver...
Acorrentadas às suas atitudes, são escravas;
Abrem mão de sua liberdade.
Só a pessoa que se arrisca é livre...
"Arriscar-se é perder o pé por algum tempo.
Não se arriscar é perder a vida..."
PS: A leitura excessiva destes textos pode ocasionar dependência cultural.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Poesia de Quinta

Pessal,
Recentemente, na nossa confraternização de Natal da SOBRAMES/MA (Sociedade Maranhense de Médicos Escritores), o meu amigo Pádua, atual presidente da entidade, leu este seu lindo e recente poema, que aborda o sucesso das operações policiais no Rio de Janeiro.
O poema foi feito todo em redondilhas maiores, que consistem em versos de sete sílabas fonéticas, a mesma forma de verso utilizada por Camões!!!! Parabéns, Pádua!!!
A poesia dele é bonita tanto na forma, mas principalmente pelo conteúdo. É muito tocante.
Uma bela mensagem de esperança para o Natal!!!! Dias melhores virão...
Feliz Natal a todos,
Beijos

Deíla

O MENINO DO MORRO DO ALEMÃO
Antonio de Pádua Silva Souza

Escute Papai Noel
O que tenho pra dizer:
Para ser bem sincero
Nunca gostei de você.
E tenho cá minhas razões:
Olhe que o ano todo
Em todas minhas orações
Peço para o Natal
Não demorar a chegar,
Pois vieram me falar
Que é nesta noite de luz
E a mando de Jesus
Que o senhor vai visitar
Crianças no mundo inteiro.
Não para dá dinheiro,
Mas distribuir presentes
Àquelas que têm saúde,
À todas que estão doentes
Às que não podem comprar
Pra quando o Natal chegar,
Elas alegres,  contentes
Tenham com o que brincar.

E quando chegava o Natal
Era aquela animação
O senhor não imagina
Qual a minha emoção:
Deitava, dormia cedo
Não ia pra rua brigar
Só pensando no brinquedo
Que o Senhor vinha deixar.

E quando a manhã chegava
Mesmo sem poder vê
No escuro eu levantava.
Corria os pés pelo chão
E com nada encontrava
Saia batendo a mão,
Só meu chinelo eu achava
E na poeira do chão
O presente não estava.

Que grande decepção
Eu sentia naquela hora,
Nem carro, nem roupa, nem bola
Nem pistola, nem peão

Noutra Noite de Natal,
Estava quase dormido
Quando ouvi as explosões.
Eram fogos de artifícios
Eram tiros de rojões
Fiquei a imaginar
Deve ser Papai Noel
Que acaba de chegar
Veio deixar o meu presente,
Desta vez eu vou ganhar.

De repente, minha mãe
Deitou-se comigo não chão.
Não eram fogos de artifícios
Eram tiros canhões
Eram os homens do tráfico
Disputando posições.
Triste, pensei comigo:
Com este bando de tiro
Papai Noel não vem não.

Agora está tudo mudado
E outro Natal vai chegar
O morro está ocupado;
É soldado por todo lugar.

O mal é que estes fardados
Tanto podem ser do bem
Como do mal podem ser.
O difícil é se saber
De qual facção eles vêm.
Se do bem, que bem que seja
Pois do mal, nada se espera
E o morro nesta peleja
Fique pior do que era.

Então meu Papai Noel
O Senhor pode chegar
Não haverá tiroteio
O senhor pode entrar.
Assim, ao amanhecer
Possa eu até mudar
O que penso de você.

Meu barraco é o mais feio
É fácil identificar.
Lá no final da ladeira
Antes de o morro findar
Perto daquela pedreira
De onde se avista o mar.

Se o Senhor não vier
Não tem desculpa a dar
Só não vem se não quiser
Ou então pra confirmar:
Que criança da favela,
Hoje comunidade,
Não tem o mesmo valor
Das crianças da cidade;
Ou o senhor tem preconceito
E por birra ou por maldade
Nega-nos este direito
Que é justo e natural:
De receber um presente
Numa noite de Natal.

             Dezembro 2010.        

PS: A leitura excessiva destes textos pode ocasionar dependência cultural.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Poesia de Quinta

Pessoal,
Neste período de final de ano, é comum que façamos avaliações, revisões, de tudo que passamos nestes últimos doze meses, que convencionamos chamar de ano.
Poderia dizer que o ano de 2010 começou muito mal: a terrível tragédia no Haiti, o desabamento em Angra, o morro Bumba, terremoto no Chile também, várias desgraças e decepções...
No entanto, com certeza, houve um episódio que me emocionou muito, aliás, deve ter emocionado a todos vocês, leitores: o resgate dos 33 mineiros soterrados no Chile.
Contra todas as evidências, a racionalidade, as probabilidades mesmo de sobrevida depois de tanto tempo sem sequer ver a luz do sol, estes bravos guerreiros conseguiram se manter coesos, unidos, colaborando entre si para enfrentar um período tão difícil e que não tinha grandes perspectivas de final feliz. Mas foi feliz!!!!
Então, este episódio, mais do que qualquer outro, foi o que mais marcou 2010 para mim: a vitória da esperança, da solidariedade, da união, das energias positivas, todas focadas para que as dezenas de pessoas envolvidas no resgate conseguissem realizar seu trabalho da melhor maneira possível.
Neste período, o governo não poupou esforços nem dinheiro, investindo o máximo que podia, especialmente com força de vontade, para salvar o que há de realmente mais precioso para nós: A VIDA.
Como era de se esperar, já que faço poesias sempre que me emociono com algo, eu não poderia deixar um momento destes, tão especial, passar em branco.
Quando escrevi este poema, em outubro, não quis logo publicar no Poesia de Quinta, para fugir dos clichês, já que não se falava em outro assunto que não este. E também, no fundo, também tenho um pouco de vergonha de mostrar minhas próprias poesias, pois sempre acho que não são suficientemente boas. Às vezes me acho bastante piegas até.
Mas, aproveitando este final de ano, este tempo que dedicamos às reflexões, não podia deixar de compartilhar esta minha poesia com vocês, como forma de relembrar algo realmente extraordinário, que não acontece sempre aqui nesta Terra.
Dedico este poema carinhosamente à minha querida Arleth, que também se emocionou muito com o resgate e comentamos à época o tanto que toda aquela energia havia tocado os nossos corações e mentes.
Beijos
Deíla


MINAS DA ESPERANÇA
São Luís, 16 de outubro de 2010. Deíla Barbosa Maia
O mundo inteiro parou para ver
O resgate dos 33 mineiros na TV
Alegria, solidariedade, alívio, comoção em onda
Enfim, um turbilhão de emoções emergindo daquela sonda
Fênix, que nome simbólico!!!
Para batizar um engenho heróico
Fruto da inteligência, da compaixão e da inventividade
Retirando das entranhas da terra uma vitória da humanidade
Não podemos deixar de mencionar a eterna gratidão
Aos que bravamente comandaram esta delicada operação
Engenheiro André Sougarret e Presidente Sebastián Piñera
Vocês resgataram o orgulho de uma nação inteira.
Ensinando lições a ser tiradas da exploração, da falta de segurança
Que acabaram resultando no acampamento Esperanza.

PS: A leitura excessiva destes textos pode ocasionar dependência cultural.

Reunião e confraternização da ASDECON

Está previsto para o próximo dia 05/01 (quarta) a primeira reunião de 2011 da ASDECON, na residência da parenta Natalice, com início previsto para 20:00h. Na reunião deverão ser tratados diversos assuntos de interesse dos associados e da associação. Aproveitaremos a reunião para também acertarmos detalhes da festa de confraternização que faremos na sede da ASDECON, em Benfica, prevista para o dia 09/01 (domingo) . A festa de confraternização será de adesão e cada família deverá levar o que pretende comer e beber para juntar com os demais. Aos interessados em participar de um amigo oculto que será feito no dia da confraternização, os mesmos deverão levar alguma lembrança que sirva tanto para homem quanto para mulher, com valor acima de R$10,00, para participar da brincadeira.
Esperamos por você e sua família no encontro da ASDECON.
Antecipadamente desejamos Feliz Natal e Próspero Ano de 2011 para todos, com saúde, sucesso e muitas realizações!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Poesia de Quinta 109

Pessoal,
A Poesia de Quinta de hoje é de um dos meus poetas prediletos, MANOEL DE BARROS, que já trouxe algumas vezes aqui para este projeto. Ele gosta de escrever sobre as coisas simples da vida...
A poesia de hoje "Uma didática de invenção" foi retirada da obra "O livro das Ignoranças" e traz uma reflexão interessante sobre a vida, o quotidiano. Espero que gostem.
Ofereço a Poesia de Quinta de hoje, especialmente, para meu amigo Félix Duailibe, que mora em São Paulo e hoje está recebendo o primeiro e-mail do Poesia de Quinta.
Beijos
Deíla
UMA DIDÁTICA DE INVENÇÃO
Manoel de Barros

I
Para apalpar as intimidades do mundo é preciso saber:
a) Que o esplendor da manhã não se abre com
faca
b) 0 modo como as violetas preparam o dia
para morrer
c) Por que é que as borboletas de tarjas
vermelhas têm devoção por túmulos
d) Se o homem que toca de tarde sua existência
num fagote, tem salvação
e) Que um rio que flui entre 2 jacintos carrega
mais ternura que um rio que flui entre 2
lagartos
f) Como pegar na voz de um peixe
g) Qual o lado da noite que umedece primeiro.
Etc.
etc.
etc.
Desaprender 8 horas por dia ensina os princípios.


No Tratado das Grandezas do Ínfimo estava
escrito:
Poesia é quando a tarde está competente para
Dálias.
É quando
Ao lado de um pardal o dia dorme antes.
Quando o homem faz sua primeira lagartixa
É quando um trevo assume a noite
E um sapo engole as auroras

PS: A leitura excessiva destes textos pode ocasionar dependência cultural.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Poesia de Quinta

Pessoal,

A Poesia de Quinta de hoje vai dedicada para o meu amigo "poetinha" e sonhador, Cleyton, que aniversaria amanhã.

Esta poesia é de William Shakespeare e nos remete ao importante mundo dos sonhos... Podem chamar de idealização, outros de meta, delírio, bobagem, desejos... O que quiserem.

Mas sem os sonhos, nossa vida não teria a menor graça, não é mesmo???

Beijos sonhadores!!!!!

Deila


Há quem diga que todas as noites são de sonhos.

Mas há também quem garanta que nem todas, só as de verão.

No fundo, isto não tem muita importância.
O que interessa mesmo não é a noite em si, são os sonhos.

Sonhos que o homem sonha sempre,

Em todos os lugares,

Em todas as épocas do ano,

Dormindo ou acordado.


PS: A leitura excessiva destes textos pode ocasionar dependência cultural.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

MENSAGEM PARA OS JOVENS

DEPOIMENTO DE UM BRASILEIRO

Reproduzo a seguir o emocionado depoimento feito pelo amigo Marcos Moraes, desportista e jornalista de Belém do Pará, natural do Ceará, nordestino da gema e acima de tudo, brasileiro.
"Calem a boca nordestinos"
"Tomado de muita emoção terminei de ler o texto "Calem a boca nordestinos", do conterrâneo José Barbosa Júnior. A emoçãqo se deu por conta da beleza de conhecimento do camarada Barbosa, que, ao contrário da pobre Mayara, que discriminou os irmãos das bandas de cá, mostrou-se sensível, inteligente e competente para deixar claro que o Brasil, muitas vezes, não conhece o Brasil. Não sabe a contribuição que o povo do Norte e do Nordeste deu e dá a este País em todos os setores, das artes ao comércio, da literatura à política. Sim, na política também, embora nem tudo sejam flores, este torrão amado por este modesto escriba deu ao Brasil e ao mundo a figura humilde, inteligente, competente e assaz querida de Luis Inácio Lula da Silva, o presidente mais amado e mais popular que o Brasil já teve. Finalizo dizendo que sou do Nordeste, com orgulho simples, de ser uma pessoa que ajuda a fazer este país transformar-se em Pátria dos Brasileiros, sem distinção de cor, raça ou credo. E o melhor, sem distinção de região. Sou (e somos) brasileiros, nortistas e nordestinos com a felicidade de não discriminar os chamados sulistas. Porque se eles são o que são certamente conseguiram com o apoio do nosso povo, dos nossos antepassados como meu velho pai que quando jovem, na década de 50, foi para Santos, depois voltou para seu Ceará querido. Mas nunca esqueceu que viveu bons momentos na Terra da garoa. É assim que nós somos. Sempre gratos, sempre humanos. Os do Sul e Sudeste têm qua aprender muito ainda conosco, porque parece que o fantasma da ingratidão, da hipocrisia e da maldade infelizmente ainda perturba boa parte desses nossos irmãos de lá."

Poesia de Quinta

Pessoal,

Ontem fui ao lançamento de "Um livro", coletânea de poesias, crônicas e prosas do pai de um grande amigo meu: Sidney Rocha (pai).
A obra é o fruto de um trabalho carinhoso e cuidadoso deste meu querido amigo, que quis honrar a memória do seu pai, professor de português e literatura, infelizmente, já falecido.
Foi uma cerimônia muito emocionante, em especial no momento do tocante e comovante discurso do meu amigo, Sidney Filho, que, por sinal, aniversaria hoje. Logo, a Poesia de Quinta de hoje vai especialmente dedicada a ele, com uma bela poesia do seu pai.
Beijos

Deila
DO OTIMISMO
Sidney Rocha

Sem música, sem ritimo, sem pensamento
Vive a poesia,
Na expressão dos que não sabem que são poetas.
Música, cadência, sinfonia
Fogem do verso,
São reverso sem verso,
No verso dos que não são poetas.
Rima, sinfonia, música
Vivem no verso
Sem poesia
Dos que se julgam poetas.
Em forma, cadência, rima
Ritmo, verso, melodia
Vive a poesia,
Sem sinfonia, sem expressão,
Métrica, pensamento,
Só poesia,
Nua de pretensão,
Na alma dos que são poetas de verdade.

PS: A leitura excessiva destes textos pode ocasionar dependência cultural.

sábado, 13 de novembro de 2010

FOTOS DE VICTÓRIA LETÍCIA NA II COPA CEARÁ DE JUDÔ





Victória Letícia (12 - faixa roxa) conquistou a medalha de ouro na categoria sub-13 (+52kg) feminino, na II Copa Ceará de Judô, realizada na cidade de Fortaleza-CE, no último dia 06/11.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Reunião da ASDECON

Aconteceu nesta terça-feira (09), reunião da ASDECON, na residência da parenta Natalice, em Belém do Pará. Na ocasião foram discutidos assuntos diversos e de interesse geral que em breve serão divulgados na íntegra para os demais associados. Quem informa é a parenta Lica, secretária da ASDECON.
FOTOS ATUAIS DA ASDECON:

Poesia de Quinta

Pessoal,
Com toda esta triste polêmica acerca do preconceito contra os nordestinos (e algumas respostas também preconceituosas contra paulistas/sulistas), escolhi uma poetisa cearense, nascida no mesmo dia do meu irmão Clé, 17 de novembro, só que de 1910, e, infelizmente, já falecida (em 2003), a nossa querida e forte Rachel de Queiroz. Ela foi a primeira mulher a fazer parte da Academia Brasileira de Letras, que teve de modificar seu estatuto para permitir o ingresso de alguém do sexo feminino. Isto nos idos de 1977. E já foi tarde...
A Poesia de Quinta de hoje vai especialmente dedicada a dois queridos primos meus, que moram no Ceará (Fortaleza) e são excelente exemplo de um povo forte e bravo, como os nordestinos, os nortistas, os sulistas, enfim, os brasileiros!!!!!
Natan e Dênis, a Poesia de Quinta de hoje é especialmente dedicada a vocês. Parabéns, Natan, por mais esta grande vitória sua. Como o Dênis disse, este foi só o primeiro de muitos!!!! Estou muito feliz e orgulhosa de você. Aliás, como sempre!!!!
Beijos
Deila
Geometria dos ventos
Rachel de Queiroz

Eis que temos aqui a Poesia,
a grande Poesia.
Que não oferece signosnem linguagem específica, não respeitasequer os limites do idioma. Ela flui, como um rio.
como o sangue nas artérias,
tão espontânea que nem se sabe como foi escrita.
E ao mesmo tempo tão elaborada -feito uma flor na sua perfeição minuciosa,
um cristal que se arranca da terrajá dentro da geometria impecávelda sua lapidação.
Onde se conta uma história,
onde se vive um delírio; onde a condição humana exacerba,
até à fronteira da loucura,junto com Vincent e os seus girassóis de fogo,
à sombra de Eva Braun, envolta no mistério aomesmo tempo.

PS: A Leitura excessiva destes textos pode ocasionar dependência cultural.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Poesia de Quinta

Pessoal,
Esta poesia de Mário Quintana é bem conhecida e traz reflexões interessantes sobre a amizade, o amor, os relacionamentos humanos, enfim.
Assisti a uma palestra, recentemente, que falava também sobre isso, que o amor é libertador, não aprisiona, não arde em ciúmes (trecho bíblico, da carta de São Paulo aos Coríntios, capítulos 12 e 13 - para quem quiser conferir).
E aí vem o Quintana, com sua graciosidade e leveza, presenteando-nos com esta bela poesia. Realmente muito bela e profunda, mesmo sendo aparentemente simples.
Ofereço esta poesia a todos meus amigos, próximos e distantes, em especial para a minha amiga-abraço, minha querida e doce Ivone Sampaio Soares.
Por último, fica a dica de filmes, pois estamos com ótimos filmes brasileiros em cartaz. Tropa de elite 2 é excelente, reflexivo, uma obra-prima para quem quer discutir sobre a violência urbana não apenas no Rio, mas no Brasil. Só que tem cenas muito fortes, de violência brutal. Confesso que tive até vontade de sair do cinema, de tão chocantes que eram. E também tenho meus traumas com 11 assaltos nas costas, logo ver aqueles bandidos (traficantes, policiais, políticos), as cenas no presídio e as "desovas" humanas, não me fizeram muito bem. Mas gostei muito do filme, apesar de tudo...
Agora, quem quer lavar a alma, deixar a vida mais leve e bucólica, não deve perder o novo filme do Arnaldo Jabor: A SUPREMA FELICIDADE. Este aí não tem contra-indicação. É lindo, poético, leve, maravilhoso!!!! Não deixem de conferir.
Um grande abraço a todos,
Deíla

O LAÇO E O ABRAÇO

Mário Quintana



Meu Deus! Como é engraçado!

Eu nunca tinha reparado como é curioso
um laço... uma fita dando voltas.

Enrosca-se, mas não se embola, vira,
revira, circula e pronto: está dado o laço.

É assim que é o abraço: coração com
coração, tudo isso cercado de braço.

É assim que é o laço: um abraço no
presente, no cabelo, no vestido, em qualquer coisa onde o faço.
E quando puxo uma ponta, o que é que acontece?

Vai escorregando... devagarzinho,
desmancha, desfaz o abraço.

Solta o presente, o cabelo, fica solto
no vestido.

E, na fita, que curioso, não faltou
nem um pedaço.

Ah! Então, é assim o amor, a amizade.

Tudo que é sentimento. Como um pedaço de fita.

Enrosca, segura um pouquinho, mas pode
se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço.

Por isso é que se diz: laço afetivo,
laço de amizade.

E quando alguém briga, então se diz:
romperam-se os laços.

E saem as duas partes, igual meus
pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço.

Então o amor e a amizade são isso...

Não prendem, não escravizam, não
apertam, não sufocam.

Porque quando vira nó, já deixou de
ser um laço!

PS: A leitura excessiva destes textos pode ocasionar dependência cultural.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Poesia de Quinta

Pessoal,
Hoje a Poesia de Quinta é puro deleite: uma poesia linda, suave, instigante, de um dos maiores poetas do Brasil, que graças a Deus, ainda está vivo e produzindo: FERREIRA GULLAR.
Eu conhecia esta poesia na versão cantada, em uma canção belíssima de Oswaldo Montenegro.
Vou grifar os versos que eu gosto mais. Depois me respondam quais versos tocam mais vocês.
Dedico a Poesia de Quinta de hoje à minha querida amiga-vulcão: Vanise Motta.
Beijos
Deíla
METADE
Ferreira Gullar

Que a força do medo que eu tenho,
não me impeça de ver o que anseio.

Que a morte de tudo o que acredito
não me tape os ouvidos e a boca.

Porque metade de mim é o que eu grito,
mas a outra metade é silêncio...

Que a música que eu ouço ao longe,
seja linda, ainda que triste...

Que a mulher que eu amo
seja para sempre amada
mesmo que distante.

Porque metade de mim é partida,
mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
não sejam ouvidas como prece
e nem repetidas com fervor,
apenas respeitadas,
como a única coisa que resta
a um homem inundado de sentimentos.

Porque metade de mim é o que ouço,
mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz
que eu mereço.

E que essa tensão
que me corrói por dentro
seja um dia recompensada.

Porque metade de mim é o que eu penso,
mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste
e que o convívio comigo mesmo
se torne ao menos suportável.

Que o espelho reflita em meu rosto,
um doce sorriso,
que me lembro ter dado na infância.

Porque metade de mim
é a lembrança do que fui,
a outra metade eu não sei.

Que não seja preciso
mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito.

E que o teu silêncio
me fale cada vez mais.

Porque metade de mim
é abrigo, mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta,
mesmo que ela não saiba.

E que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade
para fazê-la florescer.

Porque metade de mim é platéia
e a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada.

Porque metade de mim é amor,
e a outra metade...
também
PS: A leitura excessiva destes textos pode ocasionar dependência cultural.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Poesia de Quinta

Olá

Pessoal, nestes tempos de tantos debates políticos, resolvi resgatar a obra de uma poetisa russa, não muito conhecida no Brasil, mas ativamente aclamada na Europa: ANNA AKHMÁTOVA.

Esta poeta viveu os horrores das guerras mundiais, teve dois maridos seus mortos (um por fuzilamento e outro no campo de concentração), um filho preso por questões políticas, foi censurada pelo governo comunista de Stalin, enfim, vivenciou um sofrimento muito grande, que acabou refletido em suas belas poesias, que têm um toque muito íntimo e original, mas bastante tristes.

Dedico esta poesia carinhosamente à minha tia Iricina, que em breve chegará aqui na Ilha do Amor.
Beijos

Deíla

SEPARAÇÃO
Anna Akhmátova

Nem semanas nem meses - anos
levamos nos separando. Eis, finalmente,
o gelo da liberdade verdadeira
e as cinzentas guirlandas na fachadas dos templos.

Não mais traições, não mais enganos,
e não me terás de ficar ouvindo até o amanhecer,
enquanto flui o riacho das provas
da minha mais perfeita inocência.

E como sempre acontece nestes dias de ruptura,
a nossa porta bateu o espectro dos primeiros dias
e, pela janela, irrompeu o salgueiro prateado
com toda a encanecida magnificência de seus ramos.
E nós, perturbados, amargos mas altivos,
não ousamos erguer do chão os nossos olhos.
Com voz exultante, o pássaro pôs-se a cantar
o quanto um do outro tínhamos gostado.

PS: A leitura excessiva destes textos pode ocasionar dependência cultural.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Poesia de Quinta

Pessoal,
Hoje a Poesia de Quinta é mais do que especial. É uma celebração à vida, aliás às vidas... Eu e outros milhões de habitantes deste planeta ainda estão exultantes com o sucesso do resgate dos 33 mineiros do Chile. Sinto até que irei fazer um poema sobre isto, pois foi algo que me marcou muito. Emocionante, sensacional, maravilhoso!!!! Estou muito feliz mesmo. Acordei hoje muito de bem com a vida. E para brindar ainda mais o final feliz deste exitoso resgate, ainda por cima hoje é o dia do aniversário da minha queridíssima e sensacional secretária: Magda Duarte. Que seria da minha vida sem ela ???!!!!
Beijos a todos e um especial Feliz Aniversário a esta super mulher heroína que vive me "resgatando" também,
Deíla

Soneto de aniversário
Vinicius de Moraes

Passem-se dias, horas, meses, anos
Amadureçam as ilusões da vida
Prossiga ela sempre dividida
Entre compensações e desenganos.
Faça-se a carne mais envilecida
Diminuam os bens, cresçam os danos
Vença o ideal de andar caminhos planos
Melhor que levar tudo de vencida.
Queira-se antes ventura que aventura
À medida que a têmpora embranquece
E fica tenra a fibra que era dura.
E eu te direi: amiga minha, esquece...
Que grande é este amor meu de criatura
Que vê envelhecer e não envelhece.

PS: A leitura excessiva destes textos pode ocasionar dependência cultural.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Poesia de Quinta

Pessoal,
A Poesia de Quinta de hoje, de número 100 (parece que foi ontem que este projeto teve início!!!), é de um poeta recém-chegado ao grupo, indicado pelo dr. Roberto Lana, do Rio e que já é muito bem vindo. Adorei esta poesia!!! Fala lembranças de amores passados, já bem resolvidos, sem angústias ou tristezas, sem saudade nem pranto... Só lembranças. Lindo poema. Maduro e lúcido. Espero que gostem também.
Beijos
Deíla

A chaveIgor
Abrantes Júnior
De repente deixou de haver saudade;
Fugiu do peito em brasa a dor cativaE o som de tua voz tão incisiva,
Nesse instante varou a eternidade!
Hoje não há saudades, mas lembranças,
Angústia, desespero, cicatrizes,
Fugaz felicidade sem matizes,
Dos sonhos coloridos das crianças;
Hoje não há saudade e esta poesia
Não é louvor de fé, é desencanto,
É gota de tristeza, é nada, é pranto!
É tudo que restou de antigas fantasias,
Que deixamos largadas, esquecidas,
Um espasmo de morte além da vida!
PS: A leitura excessiva destes textos pode ocasionar dependência cultural

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Inauguração do Parque Ecológico do Município de Belém

Aconteceu na manhã desta quinta-feira (30), a inauguração do Parque Ecológico do Município de Belém (PEMB). O parque foi criado pela Lei Municipal 7.539/91 e fica localizado entre os conjuntos habitacionais Presidente Médici II e Bela Vista. Com uma área de aproximadamente 44,06 há, - o equivalente a 115 campos de futebol – o Parque Ecológico se divide entre os bairros de Val-de-Cans e Marambaia e é cortado em toda sua extensão pelo canal de São Joaquim, além de abrigar o igarapé do Burrinho. O parque terá uma entrada pela nova avenida Independência, em frente do conjunto Bela Vista, e outra pela rua Paragominas, no conjunto Medici II. Foram construídas trilhas em estivas (nas áreas alagadas), um mirante, casa administrativa, lanchonete, espaço cultural e pórticos de entrada do parque.

O Parque Ecológico de Belém é uma ampla área de mata virgem, transformada em bosque e totalmente cercada e adpatada para proteger a fauna, a flora e os usuários do local. É possível ver no parque, soltos pelas árvores, pequenos macaquinhos e outras espécies da fauna local.

Aos que estiverem interessados em visitar o parque, as linhas de ônibus Medici-Centro e Sacramenta-Nazaré passam bem em frente ao PEMB.

O novo espaço é uma importante obra pública realizada em conjunto pela prefeitura de Belém e governo do estado. A inauguração foi um evento simples e contou com a presença de algumas autoridades e alunos de escolas de Belém.

A obra preenche uma antiga reivindicação de moradores dos conjuntos Medici II, Bela Vista e localidades próximas. Essa área verde poderá ser usado em breve pela população de Belém para educação ambiental, visitação, pesquisa e eventos culturais.

A capital paraense conta agora com três grandes parques de visitação pública e preservação ambiental: Parque Zoobotânico de Belém (Bosque Rodrigues Alves), Museu Emílio Goeldi e Parque Ecológico de Belém.

Poesia de Quinta

Pessoal,
A Poesia de Quinta de hoje faz uma interessante reflexão sobre o amor, a paixão... Até que ponto ela depende de nós e até que ponto ela depende de fatores externos para acontecer? Fala de um lado ativo da paixão, aquele que planta as sementes, lança-as na terra, rega, cuida, mas que o germinar, o crescer, o florescer... Ah, estes aí independem apenas das próprias mãos de quem os plantou. Bem, não vou escrever mais para não estragar o deleite de vocês com este belo poema, escrito por uma amiga minha, de longa data, que é música, maranhense e que eu desconhecia sua faceta de poetisa: TANIA REGO. Tânia, parabéns e lhe dedico carinhosamente o Poesia de Quinta de hoje.
Beijos
Deíla
Lavrando a terra
Tânia Rego
A paixão me chegou como um raio.
Aqui, vendo as ondas quebrarem
e os navios pacíficos em seu desígnio no horizonte vão
penso sobre o instante.
Aquele exato e irreconhecível em que te vi.
E que você também me viu, do jeito que o poeta cantou.
Uma total novidade cravada no antigo e velho mundo,
uma busca de reconhecimentos e táteis palavras,
parque de diversão no largo da igreja e todos os cheiros bons da memória.
Falo da certeza de que não basta esse desatino das vísceras nem mesmo essa paralisia de narciso.
Do mesmo modo em que planto sementes de melancia, com carinho, cuidado e zelo, para que a rama se expanda, o fruto rompa e dê a mim o seu sabor, desejo ir em frente.
Sabendo, no entanto, que muito depende da água e do sol que escorrem e não pertencem a mim, nem as minhas mãos.
PS: A leitura excessiva destes textos pode ocasionar dependência cultural.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Poesia de Quinta

Pessoal,
Esta poesia de hoje surgiu de uma brincadeira despretensiosa, na verdade, um "desafio poético" entre mim e um amigo poeta, Cleyton Sousa. Estávamos nós no Bar do Léo, batendo papo e curtindo as lindas músicas de lá, quando de repente, ele pegou um guardanapo, escreveu um verso e passou para mim, em tom de desafio...
Aí eu não me fiz de rogada e escrevi um outro verso. Voltou para ele, voltou para mim e assim.... surgiu esta poesia, que agora compartilho com vocês. Espero que gostem.
Beijos
Deíla

SENTIMENTO DOS SONHOS
São Luís, 22 de agosto de 2010.
Bar do Léo
Cleyton Sousa e Deíla Maia

Não acredito em sonhos
Na verdade, eu sonho que não acredito em sonhos
Ou numa crença que me faz sonhar
Ou num sonho que me faça acreditar
Como brincar de fazer desenhos em nuvens
E vê-las se precipitarem em lágrimas
E vê-las se precipitarem em sonhos Sonhos que não acreditam ser sonhos

PS: A leitura excessiva destes textos pode ocasionar dependência cultural.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Poesia de Quinta

Pessoal,
A Poesia de Quinta de hoje é um tanto quanto nostálgica, mas muito bonita, lembrando uma velha "amiga"minha (sim, eu usei e muito!!!): a máquina de escrever!
Ofereço a Poesia de Quinta de hoje carinhosamente à minha mãe, que me enviou esta poesia.
beijos
Deíla

A Máquina de Escrever
Giuseppe Ghiaroni

Mãe, se eu morrer de um repentino mal, vende meus bens a bem dos meus credores: a fantasia de festivas cores que usei no derradeiro Carnaval.

Vende ese rádio que ganhei de prêmio por um concurso num jornal do povo, e aquele terno novo, ou quase novo, com poucas manchas de café boêmio.

Vende também meus óculos antigos que me davam uns ares inocentes. Já não precisarei de duas lentes para enxergar os corações amigos.

Vende , além das gravatas, do chapéu, meus sapatos rangentes. Sem ruído é mais provável que eu alcance o Céu e logre penetrar despercebido.

Vende meu dente de ouro. O Paraíso requer apenas a expressão do olhar. Já não precisarei do meu sorriso para um outro sorriso me enganar.

Vende meus olhos a um brechó qualquer que os guarde numa loja poeirenta, reluzindo na sombra pardacenta, refletindo um semblante de mulher.

Vende tudo, ao findar a minha sorte, libertando minha alma pensativa para ninguém chorar a minha morte sem realmente desejar que eu viva.

Pode vender meu próprio leito e roupa para pagar àqueles a quem devo. Sim, vende tudo, minha mãe, mas poupa esta caduca máquina em que escrevo.

Mas poupa a minha amiga de horas mortas, de teclas bambas,tique-taque incerto. De ano em ano, manda-a ao conserto e unta de azeite as suas peças tortas.

Vende todas as grandes pequenezas que eram meu humílimo tesouro, mas não! ainda que ofereçam ouro, não venda o meu filtro de tristezas!

Quanta vez esta máquina afugenta meus fantasmas da dúvida e do mal, ela que é minha rude ferramenta, o meu doce instrumento musical.

Bate rangendo, numa espécie de asma, mas cada vez que bate é um grão de trigo. Quando eu morrer, quem a levar consigo há de levar consigo o meu fantasma.

Pois será para ela uma tortura sentir nas bambas eclas solitárias um bando de dez unhas usurárias a datilografar uma fatura.

Deixa-a morrer também quando eu morrer; deixa-a calar numa quietude extrema, à espera do meu último poema que as palavras não dão para fazer.

Conserva-a, minha mãe, no velho lar, conservando os meus íntimos instantes, e, nas noites de lua, não te espantes quando as teclas baterem devagar.

sábado, 4 de setembro de 2010

XIV Feira Pan-Amazônica do Livro

Tendo reunido 510 mil pessoas durante dez dias de evento em 2009, a décima quarta edição da Feira Pan-Amazônica do Livro promete mais surpresas para o público, dessa vez viajando pela riqueza cultural africana dos países que falam português. Com o tema “África: povo que fala português”, a Feira terá como patrono o paraense Bruno de Menezes, que teve uma obra intimamente ligada ao africanismo e à cultura negra no Brasil.

Período: 27 de agosto a 5 de setembro.
Abertura Oficial: 27 de agosto, às 18h
Objetivos: Para esta nova edição são esperadas muitas novidades e a presença de várias personalidades literárias e shows com grande atrações. Atualmente a Feira é a terceira maior do Brasil e vem crescendo ao longo dos anos.

Visitação: 10h às 22h
Shows principais no deck: 22h
Realização: Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia em parceria com a Secretaria de Cultura - Secult e Governo do Estado.

Informações: (91) 3344-0100, 3344-0106 e através do email feiradolivro2010@gmail.com
http://www.feiradolivro.pa.gov.br/

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Poesia de Quinta

Pessoal,
A Poesia de Quinta de hoje fala de desapego, de encerrar ciclos, de viver o presente e quando acabar, mudar de página... Bem bonita. A autora é uma poetisa austríaca chamada Ingeborg Bachmann, autora do romance "Malina", que saiu no Brasil. Recebi esta poesia do meu amigo médico e advogado lá do Rio, Roberto Lana, a quem dedico com carinho. Ele se lembrou de São Luís, com esta poesia. Eu também. E também me lembrou aquela cena muito engraçada da rainha Carlota Joaquina (no filme da Carla Camuratti), que ao sair daqui do Brasil, jogou ao mar todos os seus sapatos.
Beijos
Deíla


Canções de uma Ilha
Ingebor Bachmann
Quando alguém vai embora, tem que jogarao mar o chapéu com as conchasque juntou durante o verãoe ir-se com o cabelo ao vento,tem que lançar ao mara mesa que pôs para seu amor,tem que despejar no maro resto de vinho que ficou no copotem que dar aos peixes seu pãoe misturar no mar uma gota de sangue,tem que enfiar bem sua faca nas ondase afundar sapato,coração, âncora e cruz,e ir-se com o cabelo ao vento!Então, regressará.Quando?Hã! Não perguntes.


PS: A leitura excessiva destes textos pode ocasionar dependência cultural.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Poesia de Quinta

Pessoal
A Poesia de Quinta de hoje é bem curtinha, só para descontrair...
Semana passada não tive tempo de mandar o e-mail, devido justamente ao TRABALHO. Hoje já são 17:35 h e ainda tenho tantas coisas para fazer devido ao TRABALHO. Enfim, minha vingança.... rsrsrsrs Beijos,
Deíla

Poeminha sobre o Trabalho
Chego sempre à hora certa,
contam comigo, não falho,
pois adoro o meu emprego:
o que detesto é o trabalho.

Millôr Fernandes, in "Pif-Paf"

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

BODAS DE RUBI (40 ANOS) DE DULCINEA E BERNARDO




Fotos do elegante jantar comemorativo das Bodas de Rubi do casal Dulcinea e Bernardo, em São Luis-MA, com a presença de familiares e amigos mais próximos, que abrilhantaram a reunião.
Ao casal Dulcinea e Bernardo os nossos mais sinceros parabéns e votos de muitos anos mais juntos para podermos realizar novas edições no blog.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

BODAS DE RUBI DE DULCINEA E BERNARDO WANGHON MAIA


É com muita satisfação que informamos notícias recebidas da bonita São Luis, Capital brasileira do Reggae.
Na ilha do amor e dos poetas, o casal Dulcinea e Bernardo Wanghon Maia completarão amanhã, dia 19, seus primeiros 40 anos de casados, Bodas de Rubi, eu disse Bodas de Rubi!!!
Segundo Dulcinea, o casal havia planejado promover uma badalada festa para comemorar a data, inclusive com a vinda de algumas pessoas que moram em Belém, que estiveram no casamento... Mas de acordo com suas próprias palavras e por recomendações médicas, as vezes a gente propõe e Deus dispõe, não é? É que desde que voltou de uma viagem recente para SP, no início de julho, passou a ficar indisposta e foi aconselhada pelo médico a fazer uma parada para Pit Stop e se cuidar um pouquinho. Dulcinea iniciou o tratamento de uma pneumonia e vai aguardar liberação médica para retornar ao batente. O casal resolveu então fazer apenas um jantarzinho num restaurante, para a família e um grupo de amigos mais chegados. E o "povo" de Belém vai ter que esperar um pouquinho para poder vir.
Na 6ª (20) será realizada, em Belém do Pará, uma linda festa de 15 anos da filha de uma sobrinha de Dulcinea, que vai contar com a presença da família toda...
Em breve colocaremos as fotos do evento em família.
Desejamos muita felicidade, paz e sucesso ao casal Dulcinea e Bernardo pelos seus quarentinha ou Bodas de Rubi.
Parabéns!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Poesia de Quinta

Pessoal,
Ontem foi o Dia do Advogado, e como eu também sou advogada, não poderia deixar esta data passar em branco.
Existem muitos poetas advogados... É uma espécie de tradição até, o gosto pela literatura, pela poesia. Até porque nós trabalhamos com as palavras. Daí, passar da prosa séria para a poesia lúdica é apenas um pequeno passo.
Encontrei um site bem interessante: Sociedade de Poetas Advogados, de Santa Catarina. Adorei a sigla: SPA!!! Que me remete a descanso, relaxamento, pausa para cuidar de si... Se bem que, na verdade, eu nunca fui a um spa. Meus amigos gordinhos e gordinhas, por outro lado, já me disseram que lá mais parece um campo de concentração nazista, tão pouca é a comida e tamanhos os exercícios físicos que são obrigados a fazer... kkk Bem, prefiro a minha primeira concepção de SPA. Tem mais a ver com a questão da poesia...
Segue abaixo o link do site, para vocês apreciarem depois, com calma. Tem várias poesias ótimas!!!
http://www.poetasadvogados.com.br/
Esta Poesia de Quinta de hoje está recém-saída do forno. Foi feita ontem mesmo, no nosso Dia do Advogado, pelo poeta e advogado Paulo Gondim, de Santa Catarina. Traz uma boa reflexão sobre nossa realidade social.
Vou dedicar a Poesia de Quinta de hoje a todos os advogados, mas em especial, ao Nunes, que é um dos que mais trabalha para fortalecer e dinamizar a nossa classe, aqui no Maranhão.
Beijos
Deíla

ESPECULAÇÕES
Paulo Gondim 11/08/2010

Eu não vivi para ver isto
Ideologias serem negociadas
Adolescentes serem explorados
Crianças perdidas e abandonadas

Eu não nasci para ser um a mais
Apenas pessoa sem futuro
Eu não entendo tanta gente alienada
Desconfiada em cima do muro

Muitas vezes eu quis morrer
De vergonha de tanta impunidade
Meus conceitos se perderam no tempo
Eu nem sei mais a que grupo pertenço
Se meus interesses bateram de frente com a realidade
A frustração foi a paga de tudo o que eu penso
E o menino bom foi tragado pela maldade

Ah, o tempo é cruel. O tempo é imparcial
O tempo leva tudo, para o tempo não tem bom nem mau

Eu nuca pensei ver a vida com tanta ferocidade
A vida, hoje, me parece fria, implacável...
Ela não perdoa tropeço, cobra alto preço
Sua cobrança é mesmo inevitável

E no fim das contas, ela, a vida
Nos põe à prova. Não dá voltas, nos intima
E não quer saber se temos melhor ou pior estima
E como ladrão, nos espera a cada esquina
Com seu maior e peculiar guardião da sorte
Não adianta lugar, seja sul ou seja norte
Haveremos de nos encontrar friamente
De forma traiçoeira, inevitável
Cada um de nós, de frente para a morte

PS: A leitura excessiva destes textos pode ocasionar dependência cultural.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

FESTA DOS FOLCLORES SERÁ DIA 22/08

A última reunião da ASDECON, realizada em Benfica no dia 29/07, foi muito boa, apesar da falta de alguns associados devido ser a última semana antes do final das férias escolares.
Na reunião ficou decidido que faremos a "Festa do Folclores" no próximo dia 22/08, com ínicio às 11h00min. e término previsto para 17h00min, com música ao vivo com teclado e voz de Celson e Adelaide Barros e do grupo de carimbó Sancari.
As iguarias (tacacá, vatapá, churraquinho, maniçoba e arroz com galinha) serão terceirizadas, com no mínimo 100 doses, e 30% do valor arrecadado será repassado para a ASDECON.
Cada sócio receberá cinco mesas para vender no valor de vinte reais (cada), com direito a uma cartela de bingo com três rodadas.
Os prêmios do bingo serão: 01 (um) ferro elétrico, 01 (um) ventilador e 01 (um) liquidificador.
Teremos ingressos individuais na portaria no valor de R$5,00. O bar e o caixa ficarão sob responsabilidade da ASDECON.
A próxima reunião da ASDECON será realizada no dia 12/09 (5ª feira), alterada a data devido o feriadão do dia 07 de setembo. Na ocasião queremos fazer um almoço para festejarmos o aniversário da ASDECON.
Abraço,
Elizete (Lica)

MEIO AMBIENTE E CIDADANIA

É com entusiasmo que o (a) convidamos a conhecer a página http://www.meioambienteecidadania.com.br/

Está página tem o intuito de ampliar e tornar a informação acessivel a todos que se interessem pelos temas - Meio Ambiente e a Cidadania.

Nesta pagina você vai encontrar centenas de respostas para varias questões legais e socioambientais, tais como:

· Quais as funções institucionais do Ministério publico?
· Qual a norma que dispõe sobre a política energética nacional?
· Quem pode construir e operar refinarias?
· Qual a dimensão do mar territorial brasileiro?
· Quem é competente para licenciamento ambiental de empreendimentos desenvolvidos na plataforma continental?
· Quem pode ter acesso a informações ambientais?
· O que é a Política Federal de Saneamento Básico?
· Os catadores de materiais recicláveis são prestadores do serviço público?
· O que é a perda da biodiversidade?
· É crime ambiental contra a flora cortar árvores em floresta considera de preservação permanente?
· Quem é a PETROBRAS?
· O que é o CEPRAM?
· Reflexões sobre a responsabilidade socioambiental e os caminhos da Educação Ambiental.
· A lei Maria da Penha se aplica ao homem?
· Quem é o pedófilo?
· Tráfico de pessoas no mundo

Realize sua pesquisa utilizando os marcadores.
Atenciosamente,

Os colaboradores.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Poesia de Quinta

Pessoal,
Estou vivendo uma fase de "balanço pessoal" agora, em busca de crescimento, amadurecimento, mudanças...
Tenho ido atrás de "feed backs", descobrindo uma série de defeitos meus, coisas que eu nem me dava conta e que, por vezes, acabavam machucando as pessoas. E o que é pior: pessoas que eu amo, que estão por perto. Bem dolorido mesmo!!!
Confesso que não é nada fácil passar por este processo. É bastante doloroso, já me deixou sem dormir uns dias, é bem angustiante até, mas por outro lado, sinto que está sendo bastante produtivo e que já estou amadurecida o suficiente para aguentar o "baque" das críticas. Até porque eu as estou procurando mesmo. Enfim...
Foi quando recebi esta poesia, por e-mail, e nela constava que ela era de Fernando Pessoa, mas eu, como profunda admiradora deste poeta, achei estranha a presença de algumas palavras, muito modernas, para ser da época do meu poeta preferido (falência de empresa, por ex.). E não é que eu estava certa????!!!! Foi só buscar um pouquinho no google que descobri que REALMENTE esta poesia não é de Fernando Pessoa, como dizem por aí (tem sites que dizem que é dele também) e sim de Augusto Curry, que eu não conheço, mas acho ser mais provável. De Fernando Pessoa não é: conheço o estilo e ainda tem a questão dos termos, muito contemporâneo... Fiquei tão feliz com esta minha "descoberta"!!!!
Bom, de qualquer forma, independentemente de quem seja a autoria, o texto é muito bonito, reflexivo e representa este momento que estou vivendo.
Aí me lembrei de um querido amigo, Daniel Carvalho, que está também nesta fase de (re)construir castelos e para o qual ofereço carinhosamente esta poesia. Aliás, duas, pois na busca do verdadeiro autor deste lindo poema, encontrei um outro dele, também muito belo, o qual fiz questão de compartilhar com todos os seguidores da Poesia de Quinta.
Beijos

Deíla

AUGUSTO CURRY
Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios,
incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma .
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...

AUGUSTO CURRY
A maior aventura de um ser humano é viajar,
E a maior viagem que alguém pode empreender
É para dentro de si mesmo.
E o modo mais emocionante de realizá-la é ler um livro,
Pois um livro revela que a vida é o maior de todos os livros,
Mas é pouco útil para quem não souber ler nas entrelinhas
E descobrir o que as palavras não disseram...


PS: A leitura excessiva destes textos pode ocasionar dependência cultural.

NOTÍCIAS DE SANTARÉM

Da colaboradora Fátima Monteiro, direto de Santarém.

BODAS DE PRATA ENVELHECIDA
No dia 20 de julho foi a comemoração das Bodas de Prata Envelhecida (42 anos) do casal José e Terezinha Vaughan, com uma gostosa reunião enm família na residência de suas irmãs Rizoneide, Rosilda e Lourdinha Vaughan.


NIVER DA PARENTA CÉLIA
Na mesma data, 20 de julho, foi comemorado o aniversário de 75 anos da parenta Célia Vaughan, viúva de Lourival (Lauri) Vaughan. A comemoração foi no Buffet Coma Bem. Estiveram presentes um grande numero de amigas, genro, nora e filhos: LOURIVAL, CÉLIA e filhos: Carolina e Lauri; ALEXANDRE e os filhos: Alexandre José, Zuila e José; ANA FLORENCE e os filhos: Luiz Paulo, Eduardo e Marina. Foi sentida a ausência do filho MARCIO, que por motivo de trabalho (médico em são Paulo) não pode comparecer no evento.

Em breve publicaremos as fotos dos eventos para ilustrar os encontros.

PLANILHA COM GASTOS DAS IGUARIAS DA FESTA JUNINA

Pessoal,

Foi divulgada entre os associados uma planilha com os valores gastos nas iguarias vendidas durante a festa junina promovida pela ASDECON, em junho passado. Os valores estão em mãos da diretoria e de acordo com que cada equipe gastou.
Caso haja alguma dúvida quanto aos valores, favor entrar em contato com a diretoria.
Abraços,
Elizete Sardinha Waughan

quinta-feira, 29 de julho de 2010

CONVOCAÇÃO PARA REUNIÃO DA ASDECON


Retransmito abaixo convocação para reunião da ASDECON:

"Oi pessoal,

Estou lhes lembrando da nossa reunião mensal, que será dia 1º de agosto às, 10h00min, em Benfica. Aguardo a presença de todos que moram em Belém, Benfica e quem estiver de passagem pela terrinha.

Abraços,

Elizete Sardinha Waughan

Diretor de Secretaría da ASDECON"

elizete_s@oi.com.br

Poesia de Quinta

Pessoal,
A Poesia de Quinta de hoje nos convida a uma reflexão sobre mudanças, tema inclusive que eu gosto muito. Por mais que não se queira, nossa vida é SEMPRE repleta de mudanças. Lembrando o filósofo grego Heráclito, que até cito na minha poesia "Metamorfose", o rio que olhamos agora não é o mesmo rio de um minuto atrás. Tudo muda, tudo é movimento, quer nós queiramos ou não.
E a Poesia de Quinta de hoje vai carinhosamente dedicada a uma mulher que não teve medo de mudanças: mudou de país (foi para o Japão), mudou de estado civil (agora é casada), largou os empregos (e é formada em dois cursos superiores!!!) e ainda por cima fez uma das mais radicais mudanças na vida de uma mulher: está grávida!!!! Minha querida Ellen Barreto, que nós conhecemos como "Ellinha" (nossas famílias são amigas desde que meus pais se mudaram para São Luís), esta poesia é para vc. Boas reflexões para todos!!!!

Beijos camaleônicos,

Deíla

MUDANÇAS
Pedro Sattler

A mudança é inevitável!
Não são boas nem más, as mudanças, não obrigatoriamente,
Mas são obrigatórias, isso sim.

O Mundo muda, é assim que ele funciona.
A mudança é o que gera o tempo, pois este se limita a uma definição.
A mudança é o que gera a nossa vida e esta gira em torno da mudança.

Porque é então tão difícil aceitar a mudança?
A vida continua, mas eu não o quero e já lá vai o tempo em que o quis.
Porque quis então a mudança e já não a quero?
Porque o passado já foi feliz e disfarçava-se de perfeito;
Os tempos correm e levam a vida consigo, como uma folha leve, num rio sinuoso.
As casas mudam, os gostos mudam, os pensamentos mudam;
Os lugares mudam, as outras pessoas mudam e nós, nós, inevitavelmente, mudamos.

O que foi feliz é triste;
O que foi um amigo é apenas um conhecido;
O que foi lar é apenas lugar;
O que foi amor é apenas saudade;
O que fomos, já era;
O que certo foi, indefinido é.
O que foi, não o será!

PS: A leitura excessiva destes textos pode ocasionar dependência cultural.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Chopps Bennyanos

Pérola que Habita o Céu!

Comovido com os olhares de sofrimento de Benjamin Junior: filho que chorou à beça a perda prematura de um grande amigo de sonhos - o seu sofrimento entristeceu-me muito -, resolvi resgatar e publicar o poema abaixo, anteriomente dedicado um outro jovem (Rudy, cria de Cintia, minha grande amiga) que também nos deixou na flor da juventude.

“O amigo é a resposta aos teus desejos.
Mas não o procures para matar o tempo!
Procura-o sempre para as horas vivas.
Porque ele deve preencher a tua necessidade,
mas não o teu vazio”.
Khalil Gibran

(Em Memória de Victor Barros Maneschy)


Responda-nos Victor
onde quer que você esteja...

Seráque se alguém te dissesse (antes da partida)
que o barco era sem velas,
que a noite era fria no vão das janelas irremovíveis,
o rio difuso,
A noite morta
e a porta sem uso,
será que assim mesmo Victor
por-te-ias a fugir apressado da aurora
sem (antes) ouvir o lamento dos vindouros
70 anos de ti?

Responda-nos Victor
onde quer que você esteja...

Será que se alguém te falasse (antes do arranque)
que a estrada era sem sinais luminosos,
que o ponto de partida era lotado,
que o chão de pétalas era negrejado,
a viagem confusa,
o entreolhar espantado
e a cerimônia restrita,
será que assim mesmo Victor
por-te-ias a completar a órbita do nunca
sem (antes) olhar a espaço
nave que te guiades
dizendo dos que (desde já saudosos...)
ainda te têm?

Responda-nos Victor
onde quer que você esteja...

Revela-nos o irrevelável!

http://benny-franklin.blogspot.com/

POESIA DE QUINTA

Pessoal,
Neste momento está caindo uma tempestade aqui em São Luís e eu estou aguardando um cliente que deve ter se atrasado pela chuva...

E foi bom porque, ao olhar a Lagoa sob a forte chuva, daqui da minha janela do escritório, me lembrei do meu poeta predileto, o Fernando Pessoa, o qual, inclusive, tem vários poemas sobre chuva.

Aí vai um deles...

Esta poesia vai carinhosamente dedicada a um compatriota de Fernando Pessoa e amigo do meu irmão mais velho, Paulo Portugues Aleixo.

Beijos encharcados
Deíla

Chove. Que fiz eu da vida ?
Fernando Pessoa

Chove. Que fiz eu da vida?
Fiz o que ela fez de mim...
De pensada, mal vivida...
Triste de quem é assim!
Numa angústia sem remédio
Tenho febre na alma, e, ao ser,
Tenho saudade, entre o tédio,
Só do que nunca quis ter...
Quem eu pudera ter sido,
Que é dele? Entre ódios pequenos
De mim, estou de mim partido.
Se ao menos chovesse menos!

F.Pessoa, 23-10-1931

PS: A leitura excessiva destes textos pode ocasionar dependência cultural.

terça-feira, 20 de julho de 2010

TOUR PELO TAPAJÓS

FELIZ DIA INTERNACIONAL DO AMIGO

"Amigo ocupa mais espaço do que somente o lado esquerdo do peito. Amigo é aquele com quem choro. É aquele com quem me divirto. Amigo é um só. Não importa se tenho um ou cem. Cada um em cada momento é especial, é único, é vital. Amigo não se escolhe. Não se "pede" ninguém em amizade. Ela existe ou não. Sem tempo predeterminado, sem prazo para iniciar. Amizade é sentimento, é afeto, amor, respeito, veracidade, troca, carinho, cumplicidade. É um beijo... um abraço."

sábado, 17 de julho de 2010

Chopps Bennyanos - By Benny Franklin

Quando o Sol se Puser!

Fotografia do entardecer na Ilha do Marajó por Vanvos

Para Saramar e Noelio Mello.
"Você Vê Coisas e diz:Por que ? ; Mas eu sonho Coisas Que Nunca existiram e digo :Por que não? "
(George Bernard Shaw )



I
Quando o sol se puser
que seja-me lícito bolir o sexo da terra...
Que os vermes nascidos das entranhas inumanas
fujam (todos!) com medo de mim...
Que o meu corpo não envelheça como o aço
mas seja eterno enquanto dure...

II
Quando o sol se puser
que a “Microsoft" e a "Linux” tenham descoberto
um software antimorte...
Que a “Sony” e a “Toshiba”
tenham inventado tevê para os cegos...
Que a “Mercedez-Benz” e a “Fiat”
tenham arquitetado trólebus para o Universo...
Que a “MacDonald” e a “China in Box” tenham alimentado o Continente Africano...
Que a “CIA” e o “Pentágono”
tenham autorizado um maciço bombardeio
às pragas e endemias:
eliminando-as do Planeta.

III
Quando o sol se puser
que a “Bayer” e a “Roche”
tenham descoberto a cura da Aids,
da diabete e da plena cegueira...
Que a “Merk e a "Pftzer"” tenham produzido
a pílula da eterna juventudee do eterno gostar...
Que a “Nestlé” tenha distribuído rios de Leite Ninho
às crianças carentes das favelas abandonadas...
Que a “Bombril” e a “Assolam”
tenham limpado e polido
toda corrupção da Terra...Que a “Nikon” e a “Olympus”
tenham fotografado e revelado
a face majestosa de Deus
em cacho.

IV
Quando o sol se puser
que o “Pão de Açúcar" e o "Extra”
não tenham remarcado milhares de preços exorbitantes...
Que a “Caixa Econômica" e o "Banco do Brasil”
tenham idealizado, construído e doado vinte milhões de casasàs famílias desalojadas...
Que a “Vale” e a “Tramontina”
tenham compartilhado lucros e riquezas
com os famintos do Pará...
Que a “Volks” e a “Ford”
tenham reajustado os salários dos metalúrgicos...
Que a “Votorantim”tenha pagado curso universitário
aos desarrimados do Ceará!

V
Quando o sol se puser
que a “Continental”, a “TAM” e a “Air France”
tenham voejado para os justos governantes da terra...
Que finalmente Israel e Palestina
tenham se pactuado e declarado o fim do derramamento de sangue inocente...
Que a “NASA” tenha pousado a sua mais estonteante astronave
nas névoas da constelação de Ursa Menor...
Que a “IBM” tenha produzido com perfeição
o super micro da nova era...
Que a “Pirelli” e a “Goodyear” tenham reflorestado
todas as seringueiras do Mundo.

VI
Quando o sol se puser
que o “Real” e o “Bradesco”
tenham se compadecido da fomedez dos fracos...
Que o “Itaú” e o “JP Morgan”
tenham se afastado dos lucros não muito honestos...
Que a “Taurus” e a “CBC”
tenham encerrado a produção de armas e munições...
Que os tanques de guerra da “Engesa” e da “Omsk” não tenham ultrapassado fronteiras...
Que a “CNN e a BBC” tenham suplicado:
“É preciso alimentar os pobres da terra...”
Que a “Coca Cola” e a “Pepsi”
tenham engarrafado doçurae não maus feitos com drogas...
Que a “Bulova” e a “Rolex”
tenham desmarcado a hora exatada nossa morte.


VII
Quando o sol se puser
que o “Estatuto do Homem”
tenha sido reinventado...
Que muitos “Thiagos”
(até mesmo os de estômagos vazios...)
tenham sido copulados...
Que o sol de Belém do Pará
(realmente e para sempre...)
tenha soprado um brilho amazônico para todos
os viventes da Terra.

VIII
Bendizendo do olhar que fere o mau tempo
voo alto mas mantenho os pés no chão
e alimento fé que quando o sol se puser
já tenha a palavra “injustiça” sido suprimida dos dicionários
e que a fome de "justiça" doravante seja para qualquer homem
o alimento divinoa ser humanamente conquistado...
Porque agora (e para sempre...)
o que vale não é a sanha da barganha
e sim a força da esperança que reinan
o coração da nova humanidade...
Porque de agora em diante o que vale e vale
(realmente e para sempre...)
é o pouco que ainda resta,
pedaço por pedaço,
dos tsunamis da vida!

fonte: http://benny-franklin.blogspot.com/

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Poesia de Quinta


Pessoal,
A turma do meu irmão mais velho está toda entrando nos quarenta, e talvez por conta disso, como gosto sempre de me adiantar um pouquinho, estou lendo e me aprofundando neste assunto da idade, que parece ser um marco na vida de uma pessoa...
Recebi este poema de um querido amigo meu de Belém, que também já passou dos quarenta!!! , e que diz que esta é uma fase deliciosa da vida, que não deixa ter saudade dos 20... O poeta é paraense, já falecido, Ruy Barata.
Vou dedicar a Poesia de Quinta de hoje a um dos amigos do meu irmão, que está entrando nos quarenta também este ano e que aproveitou a oportunidade para se dedicar a um doutorado, fora de São Luís. A Canção dos Quarenta de hoje vai carinhosamente dedicada ao famoso e polêmico Wagner Cabral.
Beijos com gosto de vinho,
Deíla

Canção dos quarenta anos

Poema, suspende a taça

pelos dias que vivi,

Espelho, diz-me em que jaça

mais fiel me refleti.

Quarenta anos correr

ame neles também corrí.


Quarenta anos, quarenta!

(Quantos mais ainda virão?)

Morrerei hoje de infarto

ou amanhã de solidão?

Serei pasto da malária?

Serei presa do avião?


A morte engendra a esperança.

A morte sabe fingir.

A morte apaga a lembrança

da morte que vai ferir.

E em cada instante que passa

a morte pode surgir.


Quem pode medir um homem?

Quem pode um homem julgar?

Um homem é terra de sonhos,

sonho é mundo a decifrar,

naveguei ontem no vento,

hoje cavalgo no mar.


Hoje sou. Ontem, não era.

Amanhã, de quem serei?

Um homem é sempre segredos.

(Por qual deles purgarei?)

Dos meus netos, qual o neto,

em que me repetirei?


Que virtudes foram minhas?

Que pecados confessar?

Que territórios de enganosa meus filhos vou legar?

A quem passarei meu canto

quando meu canto passar!


Ah! como a vida é ligeira!

Ah! como o tempo de

flui!

Este espelho não mais falada criança que já fui,

das minhas rugas ruindo

apenas um nome rui


Quedê rede balançando?

Quedê peixinhos do mar?

Quedê figo da figueira

pru passarinho bicar?

E o anel que tu me deste

em que dedo foi parar?


Dezembro chama janeiro,

(fevereiro vai chamar ?)

Monte-Cristo se me vissenão iria acreditar.

Como está velho, diriaa donzela Dagmar.


Um homem cresce espalhando

o reino em que foi feliz.

Onde Athos? Onde Porthos?

Onde o tímido Aramis?

Um homem cresce querendo

e cresce quando não quis.


Crescer é rima de vida

mas também é de morrer.

Crescer é terna ferida,

que só dói no entardecer.

Em cada raiz da morte

há sempre um verbo crescer.


E cresço: macho e poeta.

(Subo em linha, volto em cor)

cresço violentamente,

cresço em rajadas de amor,

cresço nos filhos crescendo,

cresço depois que me for.


Cresço em tempo e eternidade,

cresço em luta, cresço em dor,

fiz meu verso castrado

nem me rendo ao opressor,

cresço no povo crescendo,

cresço depois que me for.


E cresço na aurora livre

galopando esse corcel.

cresço no verso espumando

entre as linhas do papel.

cresço rubro de esperança

na barba de Don Fidel.


Quarenta anos, quarenta!

(E nem sequer percebi!)

Quarenta anos correrame neles também corri.

E nesses quarenta anos,

Oitenta de amor por ti.


Violão de Rua - 1962

(Cadernos de Povo Brasileiro)

Ruy Barata

PS: A leitura excessiva destes textos pode ocasionar dependência cultural.

Ruy Guilherme Paranatinga Barata (Santarém, 25 de junho de 1920São Paulo, 23 de abril de 1990) foi um poeta, político, advogado, professor e compositor brasileiro.
Filho único de Maria José (Dona Noca) Paranatinga Barata e do advogado Alarico de Barros Barata. Recebeu o nome Rui em virtude da admiração paterna por Rui Barbosa. O indígena Paranatinga vem do lado materno, que significa rio (paraná) branco (tinga).
Foi alfabetizado pelo pai. Aos dez anos vem para Belém para continuar os estudos. Primeiro, no internato do Colégio Moderno; depois, no Colégio Nossa Senhora de Nazaré, dirigido pelos Irmãos Maristas. Faz o pré-jurídico no Colégio Estadual Pais de Carvalho, onde tem como professor o intelectual Francisco Paulo do Nascimento Mendes, de quem se torna amigo para a vida inteira, e se inicia na poesia escrevendo na revista Terra Imatura. Em 1938, entra para a Faculdade de Direito do Pará.
Em meio aos estudos jurídicos sente aumentar a paixão pela poesia. Mergulha fundo nos poemas de Maiakovski, Garcia Lorca, T.S. Elliot, Mallarmé, Rilke, Pablo Neruda, Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, Murilo Mendes, Jorge de Lima, entre outros. Abre-se ao pensamento de esquerda através da leitura do Manifesto Comunista de Marx e Engels.

Nota: para saber mais sobre a biografia de Ruy Barata consulte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Rui_Barata

http://www.culturapara.art.br/rbarata/ruy.htm

Bandeira da ASDECON

Bandeira da ASDECON
ASSOCIAÇÃO DOS DESCENDENTES DE CONFEDERADOS AMERICANOS NA AMAZÔNIA

Brasão da família Vaughan

Brasão da família Vaughan

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ESCLARECIMENTO / EXPLICATION

Esclarecemos que em função de erros cometidos por ocasião das escriturações nos cartórios de Santarém, durante os registros de nascimentos, diversas famílias de origem confederada (Wallace, Hennington, Rhome, Pitts, Riker, Vaughan, Jennings, etc...) tiveram seus nomes escriturados de forma errada.
A família VAUGHAN, por exemplo, assumiu algumas formas diferentes de escrituração: Vaughon, Waughan e Wanghon.
Recentemente alguns descendentes da família VAUGHAN e de outras famílias, com o auxílio de advogados e seguindo as árvores genealógicas, efetuaram as correções devidas nos cartórios locais e passaram a escrever corretamente os seus nomes.
Devido a pronúncia do nome VAUGHAN ser diferente da forma que é escrita, alguns descendentes passaram a adotar a denominação de “Von”, mas tão somente para facilitar o entendimento da leitura, sem alterar a forma de registro.

We clarified that in terms of errors committed during the notary records in Santarém, in the records of births, several families of confederates (Wallace, Hennington, Rhome, Pitts, Riker, Vaughan, Jennings, etc ...) had their names entered in wrong. The family VAUGHAN, for example, took a few different ways to book: Vaughon, Waughan and Wanghon. Recentemente VAUGHAN some descendants of the family and other families with the help of lawyers and following the tree, made the necessary corrections in notary places and began to write their names correctly. Due to the pronunciation of the name VAUGHAN be different from the way it is written, some descendants moved to adopt the name of "Von", but only to facilitate the understanding of reading, without changing the way of record.