Quem sou eu

Pesquisar este blog

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Fordlândia


KENNETH MAXWELL


Na margem leste do rio Tapajós, o quinto maior tributário do Amazonas, no lado oposto a Urucurituba, fica uma vasta extensão de terras um dia conhecida como "Fordlândia".

O território é comparável em tamanho ao Estado de Connecticut. Entre 1927, quando a área foi adquirida por Henry Ford, e 1945, quando Henry Ford 2º, em um de seus primeiros atos como presidente da Ford Motor Company, a entregou ao governo brasileiro, a Fordlândia foi cenário de uma impressionante experiência, relatada em detalhes fascinantes por Greg Grandin em seu novo livro.Henry Ford era um homem singular. Nascido em uma fazenda no Michigan em 1863, ele tinha 40 anos ao fundar a Ford Motor Company. Para todos os efeitos práticos, inventou a moderna indústria automobilística ao padronizar a produção em massa do Modelo T, que, por volta dos anos 20, respondia por 50% do mercado de automóveis norte-americano.

Ele vivia frustrado com a política interna e a cultura dos Estados Unidos, com os sindicatos, Wall Street, dança moderna, vacas, leite, álcool e intervenções governamentais. Acreditava, porém, em "pagamento justo e em dinheiro pelo trabalho" e introduziu padrões sanitários e de saúde modernos para seus trabalhadores.

A seringueira brasileira, Hevea brasiliensis, oferece a mais pura e elástica forma de látex. No final do século 19, a borracha brasileira atendia a 40% da demanda mundial. Manaus e Belém disputavam o título de "Paris dos trópicos". Ford acreditava que seria capaz de remodelar esse lucrativo comércio.Mas a história da Fordlândia tem por temas centrais a arrogância, as teorias indevidamente aplicadas e as consequências imprevistas.

Acima de tudo, a tentativa de plantar seringueiras em estreita proximidade, como em uma plantação de café, fracassou no Brasil, porque permitia que as pragas agrícolas se espalhassem rapidamente. As 70 mil sementes que Henry Wickham havia contrabandeado do Brasil em 1876 e incubado no Real Jardim Botânico da Inglaterra, enquanto isso, forneceram as mudas utilizadas como base para a vasta expansão das plantações britânicas, francesas e holandesas de seringueira na Ásia.

Quando Henry Ford 2º entregou a Fordlândia ao governo brasileiro, em 1945, a experiência de Ford havia fracassado na Amazônia. No entanto, diante do ataque que hoje vemos à floresta tropical, a usina de energia arruinada, o salão de dança abandonado, os restos do hospital comunitário, os canos de água quebrados e em desuso e os pequenos e asseados bangalôs restantes são indicação de que a visão de Henry Ford quanto a uma Arcádia na selva era relativamente benigna.

Artigo disponível na edição desta quinta-feira (06/08) da Folha de S.Paulo
http://blogdoestado.blogspot.com/2009/08/fordlandia.html

Nenhum comentário:

Bandeira da ASDECON

Bandeira da ASDECON
ASSOCIAÇÃO DOS DESCENDENTES DE CONFEDERADOS AMERICANOS NA AMAZÔNIA

Brasão da família Vaughan

Brasão da família Vaughan

ClickComments

Arquivo do blog

ESCLARECIMENTO / EXPLICATION

Esclarecemos que em função de erros cometidos por ocasião das escriturações nos cartórios de Santarém, durante os registros de nascimentos, diversas famílias de origem confederada (Wallace, Hennington, Rhome, Pitts, Riker, Vaughan, Jennings, etc...) tiveram seus nomes escriturados de forma errada.
A família VAUGHAN, por exemplo, assumiu algumas formas diferentes de escrituração: Vaughon, Waughan e Wanghon.
Recentemente alguns descendentes da família VAUGHAN e de outras famílias, com o auxílio de advogados e seguindo as árvores genealógicas, efetuaram as correções devidas nos cartórios locais e passaram a escrever corretamente os seus nomes.
Devido a pronúncia do nome VAUGHAN ser diferente da forma que é escrita, alguns descendentes passaram a adotar a denominação de “Von”, mas tão somente para facilitar o entendimento da leitura, sem alterar a forma de registro.

We clarified that in terms of errors committed during the notary records in Santarém, in the records of births, several families of confederates (Wallace, Hennington, Rhome, Pitts, Riker, Vaughan, Jennings, etc ...) had their names entered in wrong. The family VAUGHAN, for example, took a few different ways to book: Vaughon, Waughan and Wanghon. Recentemente VAUGHAN some descendants of the family and other families with the help of lawyers and following the tree, made the necessary corrections in notary places and began to write their names correctly. Due to the pronunciation of the name VAUGHAN be different from the way it is written, some descendants moved to adopt the name of "Von", but only to facilitate the understanding of reading, without changing the way of record.