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quarta-feira, 20 de julho de 2011

Memória TV Tapajós: como o ICBS foi idealizado

O historiador Cristovam Sena com a colaboração da esposa e amigos foi o idealizador da biblioteca.

Santarém - Ao se falar da história de Santarém um dos nomes que vem em mente é o Instituto Cultural Boanerges Sena (ICBS) que foi idealizado pelo engenheiro florestal apaixonado por livros, Cristovam Sena.

O pai de Cristovam Sena, o senhor Boanerges Sena sempre incentivou o filho a gostar de leitura e em uma homenagem ao pai foi dado o nome ao Instituto, criado em 1980, um ano após a inauguração da TV Tapajós.

Cristovam Sena conta como surgiu a ideia de criar a biblioteca: “eu precisei fazer um trabalho pra EMATER e eu achei muita dificuldade em encontrar as informações, eu sabia que existiam informações sobre o que eu tava procurando, mas era muito difícil encontrar essas informações dentro dos locais que estavam disponíveis naquela época, como a, principalmente a biblioteca Paulo Rodrigues dos Santos. Lá tinha muitos livros didáticos, mas não tinha informações mais específicas sobre Santarém e eu meti na minha cabeça então que eu iria criar um espaço, disponibilizar esse espaço para os pesquisadores, para os estudantes santarenos.
O historiador Cristovam Sena.

O acervo que atualmente conta com mais de 5 mil livros e 40 mil fotografias e negativos, registros de fatos e personalidades de Santarém se tornou possível com o apoio da esposa, Ana Rute Sena, administradora do Instituto.

Os amigos também colaboraram com a doação de materiais, como os escritos originais de Tupaiulândia de Paulo Rodrigues dos Santos, que vai ser reeditado.

“Essa é uma palavra certa, é confiança né? ganhar a credibilidade e a confiança de que eu vou lhe dar e o cara não vai vender.” Ressalta Cristovam


Nas paredes do Instituto quadros que retratam a história de Santarém

O Primeiro livro editado e publicado pelo Instituto foi “O Tapajós que eu vi” do escritor Eymar Franco, falecido este ano. Segundo Cristovam Sena o Instituto já publicou mais de 30 livros, entre eles, a edição de livros de autores desconhecidos, na tentativa de incentivar os escritores locais.

Um dos trabalhos editados pelo historiador é o livro “Razão da minha vida” que conta a história de Sebastião Tapajós.

A biblioteca possui um dos maiores registros sobre a cidade fantasma de Fordlândia.

O ICBS conta com mais de 100 vídeos de depoimentos e testemunhos de personalidades que fazem parte da história de Santarém, entre eles, Zeca BBC, assim chamado porque era um dos poucos que possuía rádio a pilha na cidade e sintonizava a rádio Londres. Foi ele quem noticiou o fim da guerra em 1945.

Zeca BBC, um dos poucos que possuía rádio a pilha


Alguns dos depoimentos serão usados para compor o “Projeto memória santarena” que o historiador pretende transformar em livro.

Dezenas de pessoas visitam diariamente o Instituto em busca de conhecimento.
Muitas pessoas visitam o Instituto

Para o casal, os anos de dedicação aos livros são compensados pela satisfação indescritível de servir.

“Eu cito sempre, Margaret Youcenar em seu livro Memórias de Adriano, tem um texto que ela diz: olha, o importante não é ser príncipe, é ser útil (...) Nós sentimos prazer em servir” afirma o historiador Cristovam Sena.

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Bandeira da ASDECON

Bandeira da ASDECON
ASSOCIAÇÃO DOS DESCENDENTES DE CONFEDERADOS AMERICANOS NA AMAZÔNIA

Brasão da família Vaughan

Brasão da família Vaughan

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ESCLARECIMENTO / EXPLICATION

Esclarecemos que em função de erros cometidos por ocasião das escriturações nos cartórios de Santarém, durante os registros de nascimentos, diversas famílias de origem confederada (Wallace, Hennington, Rhome, Pitts, Riker, Vaughan, Jennings, etc...) tiveram seus nomes escriturados de forma errada.
A família VAUGHAN, por exemplo, assumiu algumas formas diferentes de escrituração: Vaughon, Waughan e Wanghon.
Recentemente alguns descendentes da família VAUGHAN e de outras famílias, com o auxílio de advogados e seguindo as árvores genealógicas, efetuaram as correções devidas nos cartórios locais e passaram a escrever corretamente os seus nomes.
Devido a pronúncia do nome VAUGHAN ser diferente da forma que é escrita, alguns descendentes passaram a adotar a denominação de “Von”, mas tão somente para facilitar o entendimento da leitura, sem alterar a forma de registro.

We clarified that in terms of errors committed during the notary records in Santarém, in the records of births, several families of confederates (Wallace, Hennington, Rhome, Pitts, Riker, Vaughan, Jennings, etc ...) had their names entered in wrong. The family VAUGHAN, for example, took a few different ways to book: Vaughon, Waughan and Wanghon. Recentemente VAUGHAN some descendants of the family and other families with the help of lawyers and following the tree, made the necessary corrections in notary places and began to write their names correctly. Due to the pronunciation of the name VAUGHAN be different from the way it is written, some descendants moved to adopt the name of "Von", but only to facilitate the understanding of reading, without changing the way of record.