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quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Alter do Chão - O "Caribe" brasileiro



Alter do Chão tem gosto de paraíso perdido
Todo mês de agosto os rios paraenses obedecem a um fenômeno da natureza: a vazante, período de menor volume de água. É ela a responsável pelo aparecimento de mais de 200 praias fluviais que brotam na região amazônica nessa época, revelando grandes extensões de areia branca e macia, bem como desvelando uma rica vegetação.
Uma das praias, porém, é tida como a mais bela: a de Alter do Chão. Apelidada pelos nativos de "Caribe brasileiro", ela dá ao turista o gostinho de ter encontrado o paraíso perdido.Magnificamente localizada na margem esquerda do rio Tapajós, a cerca de 32 km de Santarém, durante o ano inteiro, Alter do Chão é uma vila de pescadores com pouco mais de 6.000 habitantes. Mas, na época de seca, ela ganha todas as atenções. O nível da água chega a baixar dez metros, o que proporciona o surgimento de cerca de 100 km de praias. As condições são convidativas: chove pouco, a temperatura média é de 25C, e a umidade, 88%.Com 249 anos, Alter do Chão, como boa parte das vilas e cidades paraenses, carrega no nome a influência portuguesa.
O vilarejo conheceu dias prósperos, quando foi entreposto de abastecimento de lenha das embarcações que faziam a viagem Belém-Manaus, e no pós-guerra, com o desenvolvimento trazido pela exploração da borracha por Henry Ford. Quando a indústria fordista passou a comprar borracha asiática, na década de 70, a região estagnou. Agora, tenta retomar o crescimento incentivando o turismo.Longe dos períodos de pico --setembro e Réveillon--, em que o tranqüilo vilarejo chega a receber dez vezes o número de moradores, é possível encontrar praias totalmente desertas ou andar quilômetros sem ser visto. Em setembro, dá para chegar a Alter de Chão a partir de Santarém pela praia, de jipe ou de moto.Mas a autonomia de locomoção do turista depende do nível do rio. Em janeiro, por exemplo, a maioria das ilhas --ainda aparentes-- só é acessível de lancha, principal meio de transporte da região. Justamente por saberem disso, e por sobreviverem disso, os nativos cobram o salgado preço de R$ 70,00 varia conforme a pechincha e o serviço em geral é feito por agências receptivas para que o turista visite as praias do entorno durante a manhã.Nas ruas também encontram-se estrangeiros ou migrantes, que abandonaram a terra natal depois de se encantar pela vila, confirmando o poder apaixonante de suas águas e praias.LuauDa cabeceira do Macaco, no lago Verde, é possível parar a lancha e percorrer uma trilha de 1h20min até outra praia, a Ponta de Pedra.
É na Ponta de Pedra que acontece um evento típico das praias amazônicas: a piracaia. Se o turista estiver acompanhado, tanto melhor. Os moradores preparam peixe assado na brasa (em geral, curimatá ou tucunaré) e frutas, enquanto meninas dançam em volta da fogueira ao som de música local. É um típico luau amazônico. Nessa praia, pode-se procurar pela barraca do Expedito, que prepara a festa no mesmo dia e cobra por pessoa.Para quando a preguiça bater, ao contrário da maioria das cidades litorâneas, a praia do centro do vilarejo é convidativa pela qualidade da areia, pela infra-estrutura oferecida, pelo público sempre interessante e pelo nome: ilha do Amor.A maior praia --que no verão chega a invadir 1 km rio adentro-- é um dos melhores pontos para aproveitar o pôr-do-sol amazônico.CururuJá na ponta do Cururu fica outra atração de Alter do Chão: espiar os botos. Tanto o cor-de-rosa quanto o tucuxi (cinza) visitam os barcos que desligam seus motores em torno da praia no entardecer.A cidade não oferece muitos atrativos noturnos. Como todo vilarejo que se preze, a praça central costuma reunir os notívagos em torno de poucos quiosques.
A palavra Çairé origina-se dos dois termos Çai Erê, que significa “Salve! Tu o dizes”, que era usada pelos índios como forma de saudação. Entretanto, fui alertada pelo Sr. Jefferson Cardoso, conhecedor dessa história, de que há uma controvérsia quanto a grafia da palavra Çairé. Segundo ele, a palavra original era Sairé, mas a comunidade de Alter-do-Chão, achou por bem, ou talvez por associarem sua derivação à linguagem indígena, passaram denominar a festa com uma nova escrita: Çairé. Entretanto, como pode-se contatar não há na língua portuguesa nenhuma palavra que inicie-se com "ç" e segundo seu Jefferson, houve uma nova discussão sobre o assunto e por consenso, voltou-se a chamar a festa por seu nome original.
Originariamente, a Festa do Çairé era um baile indígena (puracê), cujos festejos, revelavam desde o primeiro século da colonização, já a influência das missões católicas. Era uma "corda em giro", ou melhor, uma espécie de dança de roda conduzida por um "arco", que era o motivo indígena desse préstito e festival, o centro geométrico de um animado puracê (baile). Tal arco era um semi-círculo com diâmetro e raios todos assinalados em algodão, onde deles pendem fitas vermelhas. Era ornamentado ainda, com uma cruz forrada e enfeitada, revelando o símbolo católico que o jesuíta acrescentou ao outro símbolo pagão o qual, pela forma geométrica revelada, denotava sua origem em povos americanos de civilização mais avançada, quais os astecas e os incas. É um exemplo de como foi o missionário mestiçando a fé católica, através da dança e do canto, para catequizar o índio e dominá-lo por fim. Transformou-se portanto, em uma cerimônia religiosa e profana, onde entram nela a reza e a dança. Essa, consistia em passos curtos, como o de marcar passos dos soldados, com um movimento em que uma índia do centro servia de eixo sobre o qual girava o Çairé.

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Bandeira da ASDECON

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ASSOCIAÇÃO DOS DESCENDENTES DE CONFEDERADOS AMERICANOS NA AMAZÔNIA

Brasão da família Vaughan

Brasão da família Vaughan

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ESCLARECIMENTO / EXPLICATION

Esclarecemos que em função de erros cometidos por ocasião das escriturações nos cartórios de Santarém, durante os registros de nascimentos, diversas famílias de origem confederada (Wallace, Hennington, Rhome, Pitts, Riker, Vaughan, Jennings, etc...) tiveram seus nomes escriturados de forma errada.
A família VAUGHAN, por exemplo, assumiu algumas formas diferentes de escrituração: Vaughon, Waughan e Wanghon.
Recentemente alguns descendentes da família VAUGHAN e de outras famílias, com o auxílio de advogados e seguindo as árvores genealógicas, efetuaram as correções devidas nos cartórios locais e passaram a escrever corretamente os seus nomes.
Devido a pronúncia do nome VAUGHAN ser diferente da forma que é escrita, alguns descendentes passaram a adotar a denominação de “Von”, mas tão somente para facilitar o entendimento da leitura, sem alterar a forma de registro.

We clarified that in terms of errors committed during the notary records in Santarém, in the records of births, several families of confederates (Wallace, Hennington, Rhome, Pitts, Riker, Vaughan, Jennings, etc ...) had their names entered in wrong. The family VAUGHAN, for example, took a few different ways to book: Vaughon, Waughan and Wanghon. Recentemente VAUGHAN some descendants of the family and other families with the help of lawyers and following the tree, made the necessary corrections in notary places and began to write their names correctly. Due to the pronunciation of the name VAUGHAN be different from the way it is written, some descendants moved to adopt the name of "Von", but only to facilitate the understanding of reading, without changing the way of record.