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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

As plantações de seringa de Henry Ford

ABC da Amazônia: Fordlândia
A visão do norte-americano na época da Fordlândia, em 1928, num precioso artigo que mostra o absurdo valor econômico e estratégico para Henry Ford e toda Detroit que tinham o látex então. Não está fácil de ler, a imagem está em baixa, mas vale a leitura para quem se interessa pelo assunto. Mais Fordlândia aqui, aqui e aqui. Já sobre o documentário, que eu não sei se já está disponível, o melhor link que achei foi este. No Google Maps, pegue se Jeep com GPS e vá até aqui para chegar à Fordlândia. O site Mini Ford têm uma história engraçada de um funcionário da Ford que foi de Camaçari ao Pará em um Ecosport em 2003.
Artigo extraído da Popular Science, abril de 1928.

A Fordlândia

Em 1927, Henry Ford, involuntariamente, tornou-se o precursor dos malfadados projetos megalomaníacos de ocupação da Amazônia. A idéia do gênio da indústria automobilística soa hoje como uma verdadeira extravagância. Consistia na construção de uma fábrica de borracha natural no interior do Pará para fugir do monopólio do produto imposto pelos ingleses naqueles tempos.

Para viabilizar o plano, o empresário despachou de Detroit dois navios que aportaram às margens do rio Tapajós carregando os materiais para erguer não só a indústria mas também uma cidade inteira, com vilas ao estilo americano, escolas e hospital. A força de trabalho misturava executivos americanos, caboclos e aventureiros vindos de todas as partes do país e do mundo. "Todos são admitidos nas fábricas, exceto os dementes e os loucos", registrou na época o jornal O País, do Rio de Janeiro.

A Fordlândia localizava-se no município de Itaituba, perto da cidade de Santarém (noroeste do Pará); o vilarejo acabou se revelando um fiasco completo. Um fungo praticamente dizimou a plantação de 1,5 milhão de seringueiras e o choque cultural entre os americanos e o povo local transformou num inferno a rotina de trabalho. Num dos episódios mais tensos, que ficou depois conhecido como "A revolta das panelas", os caboclos depredaram o refeitório, pois sua dieta de peixe e farinha havia sido substituída por espinafre e outros produtos estranhos à sua cultura culinária. Em razão de tantos problemas, a direção da fábrica resolveu deslocar as atividades para Belterra, cidade mais próxima do rio Tapajós. A iniciativa também fracassou. Em 1945, derrotado, Ford fechou as portas de sua filial amazônica, levando consigo um prejuízo de mais de 100 milhões de dólares, em valores atualizados. O empresário vendeu as terras para o governo brasileiro por 250 mil dólares.
Por Sérgio Ruiz Luz (jornalista)

Mapa de localização da Fordlândia. O trecho destacado no mapa refere-se a uma viagem feita por um funcionário da Ford, em agosto de 2003 (ano do centenário da companhia), a bordo de um Ford Ecosport que percorreu 3.500 km de Camaçari (BA) ao vilarejo no Pará.





A Vila Americana, reservada aos estrangeiros, era o bairro nobre da Fordlândia.



Uma carteira de trabalho e placas de identificação dos funcionários da cidade da Companhia Ford Industrial do Brasil.



Por volta de 1928, a seleção dos candidatos a trabalhar nos seringais do vilarejo








BELTERRA: DO PROJETO DE PLANTIO DE SERINGA À CIDADE

A data de 04 de maio de 1934, foi primordial na história de Belterra. Momento em que chegou por estas bandas a Companhia Ford, do magnata norte-americano Henry Ford (foto) a qual enfrentou diversos problemas, entre eles o clima, impossibilitando o avanço tecnológico. Época dos barões e baronesas, diferenciando-se por residir em vilas diferentes, de acordo com a renda de cada morador. Nos meados de 1945 o Projeto inicial de plantações de seringas fracassou, e o governo brasileiro, para manter a área já plantada, iniciou a exploração do seringal, tornando-se o maior produtor de látex da região.
O município de Belterra foi criado através da Lei nº 5.928 de 28 de dezembro de 1995, sancionada pelo então governador Dr. Almir José de Oliveira Gabriel, tendo sido desmembrado do município de Santarém, com sede na localidade de Belterra, que passou à categoria de cidade, com a mesma denominação. Sua instalação aconteceu em 1º de janeiro de 1997, com a posse do primeiro prefeito, do vice-prefeito e vereadores eleitos no pleito municipal de 3 de outubro de 1996.

Casa Um foi projetada para receber o mentor do projeto, o miulionário Henry Ford.

Por ser considerada "A cidade Americana no Coração da Amazônia", Belterra, assim como Forlândia, possui uma arquitertura singular, lembrando uma típica cidade do interior dos Estados Unidos. A arquitetura chama atenção de quem visita o município.As vilas que abrigavam os funcionários que trabalhavam no projeto, são preservadas até hoje.
As residências são cobertas de telhas de barro tipo "francesa", têm banheiros internos, varandas, afastamento lateral e jardins. Aliás, belos jardins. Independente da casa, os moradores preservam o hábito de conservar os jardins ao redor de suas casas. Na verdade, na época do projeto, a companhia Ford realizava concursos anuais para premiar o melhor jardim do município. O objetivo era aumentar a quantidade de frutos e hortaliças para que os moradores conhecessem o valor da dieta à base de vegetais.
Mas, existe uma residência que chama atenção de todos e leva ao passado várias pessoas que trabalharam no Projeto da Borracha. A Casa 1 (um), como era chamada pelos habitantes da cidade, é uma casa de sonhos. Ampla, com uma vista privilegiada da varanda, grande salão e vários compartimentos, a Casa Um foi projetada para receber o mentor do projeto, o miulionário Henry Ford. No entanto, isso nunca aconteceu, pois 40 dias antes da viagem prevista para Belterra, Ford perdeu o filho e desistiu da viagem e do projeto. N conversa dos moradores que participaram dessa história holywoodiana restam apenas saudades e sempre um "se". Talvez, se Henry Ford conhecesse aquele lugar, nunca tivesse coragem de deixá-lo.
Guia Turistico de Belterra

fontes:

http://www.miniford.com.br/?load=mod1&idm=57

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1013248-7823-ABC+DA+AMAZONIA+FORDLANDIA,00.html

http://carrosantigos.wordpress.com/2009/10/13/as-plantacoes-de-seringa-de-henry-ford/

http://www.miniford.com.br/?load=mod1&idm=57

http://belterra.redemocoronga.org.br/2009/07/28/belterra-do-projeto-de-plantio-de-seringa-a-cidade/

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Bandeira da ASDECON

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ASSOCIAÇÃO DOS DESCENDENTES DE CONFEDERADOS AMERICANOS NA AMAZÔNIA

Brasão da família Vaughan

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ESCLARECIMENTO / EXPLICATION

Esclarecemos que em função de erros cometidos por ocasião das escriturações nos cartórios de Santarém, durante os registros de nascimentos, diversas famílias de origem confederada (Wallace, Hennington, Rhome, Pitts, Riker, Vaughan, Jennings, etc...) tiveram seus nomes escriturados de forma errada.
A família VAUGHAN, por exemplo, assumiu algumas formas diferentes de escrituração: Vaughon, Waughan e Wanghon.
Recentemente alguns descendentes da família VAUGHAN e de outras famílias, com o auxílio de advogados e seguindo as árvores genealógicas, efetuaram as correções devidas nos cartórios locais e passaram a escrever corretamente os seus nomes.
Devido a pronúncia do nome VAUGHAN ser diferente da forma que é escrita, alguns descendentes passaram a adotar a denominação de “Von”, mas tão somente para facilitar o entendimento da leitura, sem alterar a forma de registro.

We clarified that in terms of errors committed during the notary records in Santarém, in the records of births, several families of confederates (Wallace, Hennington, Rhome, Pitts, Riker, Vaughan, Jennings, etc ...) had their names entered in wrong. The family VAUGHAN, for example, took a few different ways to book: Vaughon, Waughan and Wanghon. Recentemente VAUGHAN some descendants of the family and other families with the help of lawyers and following the tree, made the necessary corrections in notary places and began to write their names correctly. Due to the pronunciation of the name VAUGHAN be different from the way it is written, some descendants moved to adopt the name of "Von", but only to facilitate the understanding of reading, without changing the way of record.